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A INSTABILIDADE DOS PREÇOS INTERNACIONAIS DO PETRÓLEO JÁ SE REFLETE NA INDÚSTRIA DE PLÁSTICOS DO BRASIL

As consequências da Guerra contra o Irã e a instabilidade do preço global do petróleo já começam a apresentar seus sinais aqui no Brasil. A Associação Brasileira de Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins (ADIRPLAST) manifestou nesta segunda-feira (30) a sua preocupação com os impactos do agravamento dos conflitos no Oriente Médio sobre a cadeia petroquímica global e, consequentemente, sobre o mercado brasileiro. O cenário já se reflete em aumento expressivo de preços de matérias-primas, como o petróleo, que teve uma alta elevada, batendo um pico de US$ 115 por barril, e a nafta, que superou US$ 870 por tonelada,  uma  alta de aproximadamente 55% no último mês. Esse movimento dos petroquímicos já influencia os preços das resinas plásticas, plásticos de engenharia e filmes biorientados. Os preços de importados CFR também acompanham esse movimento, reforçando a tendência de encarecimento em toda a cadeia.

A ADIRPLAST destaca que a combinação entre restrição de oferta global e aumento dos custos de produção tem pressionado significativamente o mercado. Nesse contexto, a instabilidade geopolítica tem limitado a disponibilidade de resinas e intensificado a volatilidade dos preços. A entidade também observa que sinais de escassez de oferta já aparecem de forma evidente para o mês de abril, indicando um cenário ainda mais restritivo no curto prazo. “O conflito internacional tem levado a uma restrição sem precedentes da oferta e a aumentos expressivos dos preços ao longo de toda a cadeia. As empresas brasileiras não possuem estoques suficientes para sustentar, por muito tempo, uma eventual ruptura contínua na oferta, e os efeitos dessa limitação já começam a ser sentidos no mercado.”, afirma Cecilia Vero, presidente da Adirplast.

A associação reforça que seus associados têm atuado de forma contínua para atender seus clientes da melhor maneira possível, mesmo diante de um cenário desafiador. No entanto, ressalta que a combinação de demanda firme, custos elevados e baixa disponibilidade de  produto impõe limites operacionais relevantes, tornando o equilíbrio entre oferta e demanda cada vez mais difícil. Além disso, a entidade aponta que as ofertas atualmente disponíveis no mercado vêm sendo negociadas com preços mais elevados, limites de volume e redução significativa nos prazos de pagamento, refletindo a crescente pressão sobre a cadeia de suprimentos. Diante disso, a ADIRPLAST alerta para a necessidade de atenção constante aos desdobramentos do cenário internacional, que impacta diretamente toda a cadeia de transformação de plásticos no Brasil.

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