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A PETROBRÁS RECUSA AS PROPOSTAS DA FEDERAÇÃO DOS PETROLEIROS, QUE ANUNCIA GREVE A PARTIR DE SEGUNDA-FEIRA

A FUP – Federação Nacional dos Petroleiros — anuncia uma nova greve a partir da próxima segunda-feira (15).  Um comunicado da federação informa que “após semanas de assembleias em todo o país, trabalhadores do Sistema Petrobrás aprovaram a deflagração de uma greve nacional a partir da zero hora de segunda-feira, 15.” A decisão ocorre após a apresentação, pela companhia, de uma segunda contraproposta para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), considerada insuficiente pelas entidades que representam a categoria. A expectativa é se o movimento terá mesmo adesão, se tornando um teste para a representatividade da entidade junto a categoria. A FUP ainda insiste que a Petrobrás assuma a responsabilidade pela decisão de se descontar um percentual dos salários até 2030 em benefício da Petros – o fundo de pensão dos petroleiros – que sofreu prejuízos gigantescos com desvios do dinheiro da categoria, descobertos pela Operação Lava Jato. Na época, a federação dos petroleiros se manteve em silêncio pelo envolvimento do PT e do próprio governo de Lula e Dilma.

A Petrobrás devolveu a nova proposta ontem (9), mas não avançou nos três pontos centrais discutidos desde o início das negociações: “solução definitiva para os Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) da Petros, aprimoramentos no plano de cargos e salários e garantias de recomposição sem aplicação de mecanismos de ajuste fiscal; pauta pelo Brasil Soberano, que inclui defesa da Petrobrás pública e de um modelo de negócios alinhado ao fortalecimento da estatal,” diz a FUP.

Depois de recebida a negativa da empresa,  a Federação Única dos Petroleiros (FUP) não ouviu os petroleiros em uma nova assembleia, mas  decidiu por si pela greve. Por isso mesmo, terá testada a sua real representatividade. A FUP, que mantém uma posição de confronto com a presidente Magda Chambiard e a sua diretoria, disse ainda que “os sindicatos afirmam que, além de não apresentar respostas conclusivas sobre os PEDs – tema debatido há quase três anos com o governo e entidades de participantes -, a Petrobrás não trouxe soluções consistentes para outras pendências acumuladas durante o processo de negociação.” Com a rejeição da segunda contraproposta, os sindicatos notificarão a empresa sobre a paralisação na próxima  sexta-feira(12).

A FUP informa também que antes do início da greve, aposentados e pensionistas de diversas regiões do país retomam, nesta quinta-feira (11), a vigília em frente ao Edifício Senado (Edisen), sede da Petrobrás, no Rio de Janeiro. O grupo permanecerá mobilizado durante o período de negociações, reforçando a cobrança por uma solução para os equacionamentos da Petros. “ As atividades também coincidem com agendas em Brasília, onde representantes da categoria participam de reuniões com integrantes do governo e da Comissão Quadripartite – formada por representantes da Petrobrás, da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest), da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e das entidades que integram o Fórum em Defesa dos Participantes e Assistidos da Petros.”

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