A RE.GREEN SE UNE A UMA EMPRESA FARMACEUTICA INTERNACIONAL QUE VAI INVESTIR NA RESTAURAÇÃO DE UMA ÁREA DA AMAZÔNIA
A re.green de restauração ecológica em larga escala e vencedora do Earthshot Prize 2025, firmou um acordo com a farmacêutica global Novo Nordisk para desenvolver um projeto de restauração florestal na Amazônia. A iniciativa prevê a recuperação de 500 hectares de áreas degradadas no município de Paragominas (PA) e a geração estimada de 87.895 créditos de remoção de carbono ao longo de 20 anos de contrato. O projeto será implementado em áreas arrendadas por meio de parceria com proprietários rurais. Pelo sim pelo não, este é o tipo de projeto que precisa de uma supervisão de órgãos federais. Afinal, será uma farmacêutica a principal responsável pelo retorno da restauração de uma biodiversidade brasileira rica, amazônica.
A restauração será feita com espécies nativas da região amazônica, combinando regeneração natural e plantio ativo, incluindo até 30% de manejo sustentável de
madeira nativa. A iniciativa vai recuperar a funcionalidade ecológica da paisagem, favorecer o retorno da biodiversidade na área e permitir a reconstituição de recursos hídricos. A evolução da área será acompanhada por um processo contínuo de monitoramento ambiental a partir de dados de campo e tecnologias de sensoriamento remoto que permitem acompanhar o desenvolvimento da floresta e seus impactos climáticos e ecológicos. Aqui pra nós, a empresa farmacêutica ficou sensibilizada com a degradação da nosso biodiversidade.
A restauração vai permitir a geração estimada de 87.895 créditos de carbono ao longo do projeto. Os créditos serão certificados por metodologias internacionais reconhecidas aprovadas pelos Core Carbon Principles (CCP), diretrizes globais baseadas na ciência, desenvolvidas pelo Conselho de Integridade para o Mercado Voluntário de Carbono (ICVCM, na sigla em
inglês). A primeira emissão de créditos está prevista para novembro de 2031, com verificações periódicas a cada três anos até 2045. Além da captura de carbono, a restauração irá contribuir para melhorar a disponibilidade hídrica, fortalecer cadeias produtivas de sementes e mudas nativas e criar novas oportunidades econômicas para as comunidades locais.
Thiago Picolo, CEO da re.green, disse que “A restauração em larga escala das nossas florestas tropicais depende da colaboração entre players comprometidos com a agenda climática e iniciativas capazes de transformar áreas degradadas em ecossistemas funcionais. A parceria com a Novo Nordisk reforça esse movimento e mostra como o setor privado pode contribuir de forma concreta para recuperar paisagens não só na Amazônia, como também na Mata Atlântica, dois dos biomas mais importantes e ameaçados do mundo. Isso não só traz benefícios para a biodiversidade e para o mundo, como apoia o desenvolvimento das comunidades do entorno.“

publicada em 23 de junho de 2026 às 19:00 




