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ABIHV MAPEIA MAIS DE R$ 115 BILHÕES DE PROJETOS DE HIDROGÊNIO VERDE NO PAÍS E VÊ AVANÇO DA CADEIA DE FORNECIMENTO DO SETOR

A carteira de projetos de hidrogênio verde no Brasil já supera R$ 115 bilhões em investimentos previstos e reúne mais de 10 GW de capacidade combinada de eletrólise, segundo levantamento divulgado pela Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde (ABIHV), que é liderada por Fernanda Delgado. Os dados foram apresentados em meio à expectativa pela regulamentação do Regime Especial de Incentivos para a Produção de Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (Rehidro) e do Programa de Desenvolvimento do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (PHBC).

O estudo reúne informações fornecidas pelos associados da entidade e contempla projetos em diferentes estágios de desenvolvimento. Os empreendimentos incluem a produção de hidrogênio verde, amônia verde, e-metanol, fertilizantes e combustíveis sustentáveis, com concentração no Nordeste e iniciativas distribuídas também por outras regiões do país.

O levantamento mostra ainda que o Brasil já possui unidades de produção em operação. Em Jacareí (SP), a White Martins iniciou a produção de hidrogênio verde em uma instalação equipada com eletrólisador de 5 MW, com capacidade estimada de aproximadamente 800 toneladas por ano. Em Brasília (DF), a Neoenergia colocou em funcionamento uma planta-piloto integrada a uma estação de abastecimento para veículos movidos a hidrogênio.

Entre os projetos em desenvolvimento, o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CE) concentra alguns dos maiores investimentos anunciados. Iniciativas de empresas como Fortescue, Casa dos Ventos, FRV, EDF e Qair somam dezenas de bilhões de reais, mais de 5 GW de capacidade de eletrólise e potencial para produção de derivados de hidrogênio voltados aos mercados nacional e internacional.

PROJEÇÃO DA CADEIA DE FORNECEDORES

Além do mapeamento dos projetos, a ABIHV divulgou um panorama dos fornecedores associados, apontando o avanço da cadeia de suprimentos voltada ao setor. O estudo reúne empresas que atuam em áreas como eletrolisadores, infraestrutura elétrica, armazenamento, logística, engenharia, equipamentos e soluções digitais.

De acordo com os dados informados pelos associados, existem planos para implantação de fábricas de eletrolisadores com capacidade de até 1 GW por ano no Brasil, além de investimentos de aproximadamente R$ 1,7 bilhão destinados à nacionalização de tecnologias e iniciativas com potencial para gerar centenas de empregos diretos durante a fase de operação industrial.

O documento também destaca que fornecedores globais já instalados ou em processo de expansão no país somam capacidade superior a 10 GW em eletrolisadores e acumulam experiência em projetos industriais de grande porte em diferentes mercados.

Para a ABIHV, os levantamentos indicam que o Brasil avança simultaneamente na formação de uma carteira de projetos de produção e na consolidação de uma cadeia industrial capaz de fornecer equipamentos, serviços e infraestrutura necessários para sua implementação.

A entidade avalia que a regulamentação dos instrumentos previstos no marco legal do hidrogênio de baixa emissão de carbono poderá reduzir incertezas, acelerar decisões de investimento e ampliar a competitividade do país na atração de projetos industriais e na produção de combustíveis e derivados de baixo carbono.

“Os dados mostram que o Brasil já reúne unidades em operação, projetos estruturados e fornecedores se preparando para atender a uma nova demanda industrial. O desafio agora é transformar esse portfólio em investimentos efetivos, com regras claras, instrumentos de mitigação de risco, infraestrutura adequada e demanda contratada”, destacou a ABIHV.

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