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A SCANIA E A CAIO LANÇARÃO UM NOVO ÔNIBUS A BIOMETANO NA LAT.BUS, A MAIOR FEIRA DE TRANSPORTES DA AMÉRICA LATINA

Um novo ônibus movido a gás natural e/ou biometano, fruto de uma parceria entre a Scania e a Caio, o K 280 4×2 gMillennium, será uma das novidades da Scania na Lat.Bus 2026 (Feira Latino-Americana do Transporte), que será realizada de terça a quinta da próxima semana (11 a 13) no São Paulo Expo (SP). O veículo poderá ser utilizado em qualquer cidade brasileira que busca a sustentabilidade do seu sistema de transporte coletivo urbano. Um Scania K 280 4×2 Caio gMillennium, de 13 metros de comprimento e capacidade para 88 passageiros, estará, em breve, nas ruas de São Paulo fazendo uma série de demonstrações. Ele já se encontra nas últimas etapas do processo de homologação pedido pela SPTrans, órgão gestor da prefeitura da capital paulista, e deverá atender aos padrões exigidos. A apresentação técnica em um itinerário real tem previsão de início até setembro. “A Prefeitura de São Paulo vem seguindo uma forte jornada de descarbonização de seu transporte público urbano nos últimos anos. Seja nos ônibus diesel Euro 6, nos elétricos e agora está chegando a hora do gás e biometano com esta demonstração que faremos com o K 280 4×2 gMillennium. Tem sido uma parceria muito valiosa com a Caio, que tem larga experiência nos veículos urbanos, e o produto ficou extremamente eficiente, confortável e viável”, afirma Mauricio Lucena(direita), novo gerente de Vendas de Soluções para Mobilidade da Scania Operações Comerciais Brasil.

Os processos para conseguir a homologação e os padrões técnicos exigidos pela SPTrans são muito rigorosos. “Esse fator comprova a seriedade do órgão gestor de São Paulo e nos desafia a entregar o melhor produto possível para os passageiros. A Scania e a Caio estão muito empenhadas desde o início do projeto para seguir todas as normativas e comprovar a viabilidade deste novo modelo a gás/biometano“, segundo  Rogerio Moro(esquerda), gerente de contas de Vendas de Soluções em Mobilidade da Scania Operações Comerciais Brasil. “Estamos muito animados com os próximos passos. Este ônibus será um sucesso.”

A Lat.Bus 2026, é o maior evento da indústria de ônibus na América Latina. O encontro deste ano marca os 70 anos de produção nacional e a consolidação do Brasil como um dos mais importantes centros globais de desenvolvimento, engenharia e fabricação de veículos para o transporte coletivo. Ao longo das últimas sete décadas, as empresas instaladas no país passaram a projetar e produzir veículos adaptados às condições brasileiras, desenvolvendo soluções para corredores exclusivos, sistemas BRT, acessibilidade, eletrificação, conectividade e descarbonização do transporte coletivo, seja urbano ou rodoviário. A engenharia desenvolvida no Brasil tornou-se referência para operações na América Latina, África e Oriente Médio, enquanto as exportações consolidaram o país como fornecedor relevante para dezenas de mercados. “Mais do que uma história industrial, a evolução da produção nacional de ônibus representa a mobilidade de milhões de brasileiros. Os ônibus conectaram cidades, aproximaram regiões, transportaram trabalhadores, estudantes e famílias e desempenharam papel decisivo na integração econômica e social do país”, disse o presidente da Anfavea, Igor Calvet.

Ao longo desse período, a indústria estruturou uma cadeia produtiva completa, reunindo fabricantes de chassis, encarroçadoras, fornecedores de componentes e centros de engenharia que fizeram do Brasil uma referência internacional em soluções para mobilidade urbana e transporte rodoviário de passageiros. Desde 1957, o Brasil já produziu quase 1,2 milhão de chassis de ônibus, com o registro de 900 mil emplacamentos e de 276 mil unidades exportadas. O grande marco da produção nacional ocorreu em 1956, quando a Mercedes-Benz inaugurou sua fábrica em São Bernardo do Campo (SP) e colocou em linha o chassi LP 312, o primeiro ônibus produzido no Brasil.

A expansão da indústria ganhou novo impulso a partir dos anos 1960 com a nacionalização da produção da Scania. Depois dos primeiros modelos importados da Suécia, como o L71, a empresa iniciou a fabricação local dos chassis B75 e B76, contribuindo decisivamente para o desenvolvimento do transporte rodoviário e urbano de maior capacidade. A trajetória da Scania no Brasil é marcada por sucessivos avanços tecnológicos: a introdução da direção hidráulica em ônibus (1963); a suspensão pneumática no eixo traseiro (1968); o primeiro ônibus com motor traseiro (1972); o primeiro ônibus articulado do país (1977); o chassi 8×2 (1995); o primeiro ônibus urbano de piso baixo (1999); o ônibus de 15 metros (2001); e o primeiro ônibus nacional movido a GNV e biometano (2016).

Na década de 1970, a Volvo ampliou a competitividade e o conteúdo tecnológico da indústria brasileira ao instalar sua operação industrial em Curitiba (PR). A empresa trouxe avanços em segurança, conforto, suspensão e motorização, além de desempenhar papel fundamental na difusão dos ônibus articulados e dos sistemas BRT.  O chassi B58, lançado em 1979, introduziu o conceito de motor central, ampliando o espaço interno e o conforto dos passageiros. A evolução dessa plataforma contribuiu para a consolidação dos corredores de ônibus e dos sistemas estruturados de transporte coletivo. Nos últimos anos, a Volvo ampliou sua atuação em soluções de baixa emissão, com modelos elétricos produzidos localmente e veículos preparados para operar com biodiesel B100.

 A partir dos anos 1990, a Volkswagen Caminhões e Ônibus passou a integrar de forma decisiva o desenvolvimento da indústria nacional de ônibus por meio da linha Volksbus. A empresa diversificou a oferta de chassis para aplicações urbanas, escolares, fretamento e transporte regional, ampliando a capacidade de atendimento às diferentes demandas do mercado brasileiro. Nos últimos anos, a Volkswagen intensificou investimentos e a família Volksbus incorporou motores mais eficientes, soluções de conectividade e telemetria, sistemas eletrônicos de gestão da frota e recursos voltados à redução do consumo de combustível e das emissões.

Já neste século, a Iveco passou a integrar o ecossistema industrial brasileiro, ampliando a concorrência e acelerando a renovação tecnológica do segmento. O primeiro modelo voltado ao mercado brasileiro foi o ORE 1, lançado em 2009, seguido pelo chassi BUS 17-280, apresentado em 2014 na FetransRio e desenvolvido especificamente para as condições operacionais do país. A Iveco Bus consolidou sua presença com soluções voltadas ao transporte urbano, escolar e de passageiros, incorporando avanços em acessibilidade, eficiência operacional, conforto e redução de emissões.

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