O RIO INNOVATION WEEK ENCERRA COM DESTAQUES DEPOIS DE REUNIR UM PÚBLICO DE 200 MIL PESSOAS EM SEUS DIAS DE REALIZAÇÃO
Acabou-se o que ere doce. O último dia do Rio Innovation Week, realizado no centro da cidade, terminou depois de reunir mais de 200 mil pessoas durante a sua realização. No último dia o evento levou ao palco ao palco um debate sobre altas habilidades, superdotação e dupla excepcionalidade, reunindo especialistas, educadores e famílias para discutir os desafios da identificação precoce e da inclusão nas escolas e no mercado de trabalho. A programação encerrou quatro dias da maior conferência global de tecnologia e inovação, realizada no Píer Mauá. Mas durante esses dias, houve muitos destaques, como a apresentação do Paraatleta patrocinado pelo Grupo Assim Saúde, Edson Rocha, que deu um depoimento especialmente forte e convincente sobre a determinação que uma pessoa pode ter. A força
de um verdadeiro atleta, que supera e muito as dificuldades que precisa enfrentar. Foi emocionante. Sua trajetória no paraciclismo, que é um exemplo de resiliência, enriqueceu o debate. Ele foi convidado pela curadora do palco Inclusive Talks, Ana Ceolin, para ser um dos palestrantes do painel “Além da Água e do Asfalto: Resiliência e Alta Performance sem Fronteiras.” O painel reuniu grandes nomes do esporte para uma conversa sobre superação, inclusão e alta performance, destacando como o esporte rompe barreiras, transforma vidas e inspira pessoas dentro e fora das competições. O debate contou com a participação de Clodoaldo Silva, Raphael Thuin, com mediação do Prof. Alexandre Medeiros.
Outro bom destaque do encerramento do evento foi a participação do jovem engenheiro Francisco Victer, pesquisador associado da FGV Energia, que fez a sua apresentação no palco RIW Revolution falando sobre as potencialidades do estado do Rio de Janeiro para atração de indústria e infraestrutura, trazendo o case dos data centers e sobre como São Paulo e Pecém conseguiram construir as condições para atrair esse tipo de investimento. “O Carioca costuma pensar Brasil, o que não
está errado, mas tem dificuldade em pensar em como o RJ precisa superar seus próprios desafios para gerar atratividade. Às vezes a grande concorrência não está nos EUA ou na Ásia, mas nos próprios estados vizinhos“, disse Francisco Victer, que também participou de um painel falando sobre a inovação do presente e do futuro no setor offshore. Nesse segundo painel, o pesquisador citou o recém adotado processo de uso de sensores para ampliar os limites operativos de partes de um FPSO e reduzir gargalos como uma referência extraordinária de ganhos que
podem ser obtidos com baixíssimo custo. A Petrobras adotou o processo após sugestão da SBM Offshore, que operava na Guiana um FPSO acima da capacidade projetada. Com essa medida, a Petrobras agora tem encontrado ganhos acima de 10%, e, em alguns casos até 20%, como na Plataforma Almirante Tamandaré, que elevou sua produção de 225.000 bpd para 270.000.
Francisco Victer encerrou sua participação comentando sobre como a geração geotérmica, que representa 1% da energia mundial mas que em países como o Quênia já é mais de 40% da rede, é também uma grande oportunidade para as empresas offshore, por se tratar fundalmente de perfuração e geologia. No Brasil, o Programa Nacional de Energia Geotérmica (Progeo) foi instituído pelo CNPE por meio da Resolução nº 13, em 1º de outubro de 2025, e iniciou agora suas atividades com o fim de propor e coordenar marcos legais e infralegais para regular a exploração geotérmica.

publicada em 8 de agosto de 2026 às 12:51 




