A UNIDADE 2 DA CENTRAL NUCLEAR DE ZAPORIZHZHIA NA UCRÂNIA RECEBE LICENÇA PARA OPERAR POR MAIS DEZ ANOS
Órgão regulador russo emitiu uma licença de operação para a segunda unidade da Central Nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa, que fica na Ucrânia. A Rostekhnadzor emitiu uma licença de 10 anos para a Unidade 2 da Usina que está sob controle militar russo desde o início de março de 2022. A Rosatom, afirmou que a obtenção da licença “confirma que os equipamentos, os sistemas de segurança e as qualificações do pessoal da unidade de energia estão em total conformidade com os rigorosos requisitos das normas e regulamentos russos de energia nuclear e abre caminho para o futuro desenvolvimento da geração de energia nuclear na região”.
afirmou que “todos os trabalhos necessários, a manutenção e a manutenção preventiva programada são realizados em estrita conformidade com os cronogramas e com alto nível de profissionalismo. Nosso objetivo permanece o mesmo: preparar todas as unidades para a próxima geração”. Também foi submetido um pedido à Rostekhnadzor para uma licença de operação da Unidade 6 e a Rosatom pretende submeter pedidos semelhantes até o final de 2026 para as unidades 3, 4 e 5. A central nuclear de Zaporizhzhia, com seis unidades, tem a maior capacidade de qualquer central nuclear na Ucrânia e na Europa, mas todas as seis unidades estão desativadas desde pouco depois do início da guerra, altura em que passou para o controlo militar russo.
As licenças existentes, emitidas antes da guerra pelo regulador nuclear ucraniano, foram temporariamente reconhecidas e prorrogadas quando necessário pela Rússia, enquanto seu regulador não emitia novas licenças. Desde setembro de 2022, equipes de especialistas da Agência Internacional de Energia Atômica estão alocadas na usina como parte dos esforços para garantir a segurança nuclear em um local situado próximo à linha de frente das forças ucranianas e russas. A Ucrânia afirma que a melhor maneira de garantir a segurança nuclear é que a usina retorne ao seu controle e sistema regulatório. A Rússia declara que pretende reiniciar as unidades da usina sob sua estrutura legal e regulatória, quando as condições forem adequadas.
Em conversas realizadas em junho do ano passado entre o Diretor-Geral da AIEA, Rafael Mariano Grossi, e Likhachev, foi
discutida a questão da possível religação das unidades. Grossi declarou em uma coletiva de imprensa na ocasião que havia um “consenso” de que seria desaconselhável religar a usina na atual conjuntura militar, acrescentando: “Há outros aspectos mais técnicos, como, por exemplo, a disponibilidade de água suficiente para resfriar os reatores ou também a disponibilidade de energia externa suficiente e estável, para que se possa ter a garantia de que, se a religação for iniciada, não haverá apagão e a usina poderá operar.” A cobertura dessas negociações pela agência de notícias russa Tass relatou que Likhachev disse que a usina só poderia ser reiniciada quando não houvesse mais ameaça militar, e o citou dizendo: “Já iniciamos a construção de uma estação de bombeamento modular flutuante com capacidade de até 80.000 metros cúbicos por hora, que resolverá todos os problemas relacionados ao abastecimento de água caso as unidades atinjam sua capacidade projetada”.

publicada em 20 de fevereiro de 2026 às 15:00 




