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ABDAN VAI REUNIR PROFISSIONAIS DA INDÚSTRIA E DA IMPRENSA NO RIO PARA DEBATER RELEVÂNCIA DA NUCLEAR NO SETOR ELÉTRICO

A Associação Brasileira para Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN) realiza na próxima terça-feira (18) o evento Nuclear Communication 2026, na sede da Fecomércio, Rio de Janeiro. O encontro reunirá representantes da indústria, academia, governo, setor elétrico e imprensa para debater os desafios estratégicos da energia nuclear no Brasil, incluindo segurança energética, expansão da demanda, transição energética, formação de capital humano e comunicação com a sociedade.

Segundo o presidente da ABDAN, Celso Cunha, a discussão ocorre em um momento particularmente importante para o país. “O Brasil está diante de decisões que terão impacto por décadas. O crescimento econômico, a digitalização da economia e a transição energética exigirão planejamento de longo prazo. A energia nuclear faz parte dessa conversa porque reúne atributos que serão cada vez mais necessários para garantir segurança de suprimento, competitividade e desenvolvimento sustentável”, declarou.

Publicação recente divulgada pelo Fórum das Associações do Setor Elétrico (FASE) aponta que a expansão da demanda por eletricidade, impulsionada pela digitalização da economia, pela atração de novas indústrias e pelo avanço da eletrificação, deve colocar a segurança energética no centro das decisões estratégicas do próximo governo federal.

Segundo Celso Cunha, esse cenário exige uma visão mais ampla sobre a composição da matriz elétrica. “O Brasil possui uma matriz renovável admirável e deve continuar ampliando fontes como solar e eólica. Mas o próprio crescimento dessas fontes torna ainda mais importante a presença de tecnologias capazes de oferecer estabilidade ao sistema. O desafio não é escolher uma fonte em detrimento de outra, mas construir complementaridade entre elas.

A discussão ganha relevância em um momento em que diversos países vêm ampliando seus programas nucleares justamente para atender ao aumento da demanda elétrica provocado pela inteligência artificial, pelos grandes centros de processamento de dados e pelas metas globais de descarbonização.

Quando o critério passa a ser a entrega de atributos como potência, confiabilidade e resiliência, a energia nuclear naturalmente entra na discussão. É uma fonte de baixíssima emissão de carbono, com elevada disponibilidade operacional e que pode atuar como um importante elemento de estabilidade para o sistema elétrico brasileiro“, avalia Cunha.

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