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ALERTA DA CIA AO GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DEIXA O ACORDO COSTURADO COM IRÃ PENDURADO POR UM FIO

O acordo entre os Estados Unidos e o Irã está por um fio. Ele deveria ser assinado na próxima sexta-feira (19), mas o  diretor da CIA, John Ratcliffe, alerta que o Irã não está disposto a fazer concessões nucleares, citando informações da inteligência americana. O presidente dos EUA, Donald Trump, estava entre aqueles que foram alertados em uma série de reuniões que antecederam o anúncio do acordo entre Washington e Teerã. Ratcliffe alertou altos funcionários americanos de que as agências de inteligência dos EUA reuniram evidências que levantam dúvidas sobre a disposição do Irã em fazer concessões em relação ao seu Programa Nuclear. Por enquanto, esta notícia ainda não mexeu com o mercado do petróleo, que continua a manter o preço do barril do Brent a US$ 80,69 esta manhã(16).

Trump e seus assessores discutiram as informações coletadas, que, segundo relatos, mostram que as discussões internas entre autoridades iranianas sobre o acordo eram inconsistentes com o que Teerã havia dito aos EUA e aos mediadores. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, compartilharam as preocupações de Ratcliffe e levantaram questões sobre o memorando de entendimento durante as reuniões. Ratcliffe e Rubio disseram que, com base nas informações de inteligência, duvidavam que o Irã concordasse com as exigências nucleares dos EUA. “Os dados de inteligência indicam que as intenções iranianas não estão em consonância com os seus compromissos no âmbito do acordo”.

Autoridade da Casa Branca afirma que acordo atende a todas as linhas vermelhas dos EUA. O vive JD Vance e os enviados Steve Witkof e Jared Kushner teriam defendido o acordo.  Trump ouviu todas as opiniões, mas observou que “todos entendem que ele é quem toma a decisão final” sobre o assunto. Embora o texto completo do acordo de 14 pontos ainda não tenha sido publicado, uma fonte familiarizada com os termos disse à agência de notícias americana  Axios que o Irã obterá mais com o memorando do que abrirá mão, a menos que assine um acordo nuclear que atenda plenamente às exigências dos EUA. Segundo a fonte, o texto detalha que Teerã e Washington se comprometerão a “resolver a questão do destino do material enriquecido estocado”, além de discutir o enriquecimento futuro e “outros assuntos mutuamente acordados relacionados às necessidades nucleares do Irã, com base em uma estrutura satisfatória a ser definida no acordo final”. Caso um acordo nuclear final seja alcançado, os EUA retirarão todo o pessoal militar mobilizado durante as operações americanas contra o Irã na região em até 30 dias e removerão todas as sanções contra Teerã em um cronograma previamente acordado.

POSIÇÃO ISRAELENSE

O grupo terrorista Hezbollah financiados pelo Irã, baseados no sul do Líbano,  insiste que o Irã não assinará o acordo a menos que Israel deixe o Líbano. O grupo lançou mísseis e morteiros contra tropas das Forças de Defesa de Israel no sul do Líbano. Os israelenses expressaram consternação após a confirmação dos EUA e do Irã de que haviam concluído as negociações para pôr fim ao conflito, afirmando que o regime iraniano não era confiável e que, permanecendo intacto, continuaria a representar uma ameaça existencial constante ao Estado judeu.

Trump afirmou que considera a guerra no Líbano um conflito menor e uma arena na qual a Síria pode enfrentar o Hezbollah em parceria com os Estados Unidos, caso Israel, sob a liderança de Netanyahu, não possa ser controlado. “Se Israel não consegue resolver o problema sem matar todos os outros, a Síria deve resolvê-lo”, disse Trump em uma reunião bilateral com o emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, na terça-feira, na França, durante a reunião do G-7. Ele disse que considera a guerra no Líbano um conflito menor e uma arena na qual a Síria pode enfrentar o Hezbollah em parceria com os Estados Unidos.  “Israel está lutando contra o Hezbollah há muito tempo, e muitas pessoas estão sendo mortas. Não é preciso demolir um prédio de apartamentos toda vez que se procura por alguém, porque há muita gente nesses prédios, e nem todos são do Hezbollah, disso eu tenho certeza.

Trump então elogiou o presidente sírio, Ahmed al-Sharaa   dizendo que  “ele uniu aquele país muito rapidamente, é muito capaz e é muito bom para mim. Ele protegeu tudo o que eu pedi.” Quando perguntado se estava frustrado com Nethanyahu,  ele respondeu: “Não, temos um ótimo relacionamento. Não gostei que ele tenha feito um ataque por causa de uma coisa tão insignificante com alguns drones. Eu vi o ataque, vi para onde a bomba foi. Foi cruel.  Foi demais. Tudo pode ser demais. Mas temos tido uma relação muito eficaz. Sem os Estados Unidos, não haveria Israel. Sem mim, não haveria Israel, porque nenhum outro presidente estava disposto a fazer o que eu fiz. Eu tinha uma ótima relação com Bibi, mas agora Bibi precisa ser mais responsável em relação ao  Líbano.”

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