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ANGRA 2 FARÁ PARADA PROGRAMADA PARA TROCA DE COMBUSTÍVEL EM JANEIRO

A Eletronuclear se prepara para realizar a troca de seu combustível nuclear na próxima parada programada de Angra 2, prevista para começar em 16 de janeiro de 2026. A companhia recebeu, entre 2 e 5 de dezembro, o quarto dos sete lotes de combustível nuclear que serão utilizados na recarga da usina. O cronograma prevê dois carregamentos semanais, com conclusão das entregas até meados de dezembro. Os elementos combustíveis foram fornecidos pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB), enquanto o transporte ficou a cargo da Eletronuclear.

Segundo a área de Combustível Nuclear da Eletronuclear, serão substituídos 56 elementos, o equivalente a aproximadamente 30% do núcleo do reator, etapa necessária para manter a continuidade da operação no próximo ciclo.

Esta será a 21ª parada programada de Angra 2 e deve durar cerca de 50 dias, até 6 de março de 2026. No período, serão executadas aproximadamente 5 mil atividades de manutenção, inspeções e testes, alinhadas às práticas internacionais do setor. Entre as etapas previstas estão a recarga parcial do núcleo, inspeções estruturais em equipamentos e revisões em sistemas utilizados na geração de energia.

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Dráusio Lima Atalla
Dráusio Lima Atalla
1 mês atrás

Parar Angra 2 para recarga anual em 50 dias é desperdiçar 45 milhões de dólares pela perda de produção, numa empresa que não sabe como vai fechar o balanço. Usinas alemães, todas, paravam entre 14 e 17 dias. Não precisamos repetir tais desempenhos em parada, mas realizar nossas paradas com 200 ou 300% de excesso de tempo parado e perda de uns 800 mil MWh é escandaloso. Depois corremos ao caixa do governo para tapar os buracos no balanço. E ainda sofismamos sobre os desempenhos das usinas, pois contabilizamos o ciclo em operação, “esquecendo” das mega paradas. O desempenho de… Leia mais »

Dráusio Lima Atalla
Dráusio Lima Atalla
1 mês atrás

Portanto não existe poder ou força para aumentar o desempenho através da elevação do stress. Corre frouxo. Adicionalmente, cada dia parada de Angra 2 custa torno de um milhão de dólares, portanto 25 dias adicionais e desnecessários de parada custa 25 milhões de dólares, que se soma à perda de geração de outros 45 milhões, totalizando algo em torno de 70 milhões de dólares de perdas desnecessárias. Não há átomo de Urânio que aguente.

Dráusio Lima Atalla
Dráusio Lima Atalla
1 mês atrás

Repetindo este desempenho pífio por 25 anos, metade das causas do fracasso nuclear brasileiro está esclarecida.

Dráusio Lima Atalla
Dráusio Lima Atalla
1 mês atrás

Em adição às perdas de geração e gastos adicionais com uma parada para recarregamento longa, que pode chegar a quase uma centena de milhão de dólares, a própria duração do ciclo nas usinas brasileiras é perdulária. Paramos depois de operar 12 meses para trocar combustível. Em seis anos, paramos seis vezes Angra 1 e seis vezes Angra 2. Entretanto parte da indústria há décadas pára a cada 18 ou 24 meses, de tal modo que em seis anos pára 4 vezes cada unidade, se o ciclo for de 18 meses, ou três vezes, se o ciclo for de dois anos.… Leia mais »

Dráusio Lima Atalla
Dráusio Lima Atalla
1 mês atrás

Além disso, a geração nuclear de eletricidade é a alma do ciclo nuclear, pois ela é que gera receitas de centenas de milhões de dólares, atendendo um mercado carente de eletricidade, como no Brasil, onde se consome um terço da eletricidade necessária para gerar uma produtividade razoável. Sendo complacente e perdulária, a geração não irradia recursos para outras etapas do ciclo de combustível nuclear, prospecção, enriquecimento, fabricação de combustível e gestão de rejeitos. Ou seja, indo pro buraco, como atualmente, a geração condena à miséria todo o ciclo nuclear. No buraco, também não aprendemos a arte nuclear e o país… Leia mais »