APÓS ACUSAÇÕES DE GUSTAVO PETRO, PRESIDENTE DO EQUADOR NEGA ATAQUES À COLÔMBIA
O Equador reconheceu hoje (17) que realizou operações contra grupos armados colombianos que teriam ingressado em seu território, mas negou ter conduzido ações no território da Colômbia. O presidente do Equador, Daniel Noboa (foto principal), publicou em uma rede social que foram realizados bombardeios em locais que serviam de esconderijo para grupos de narcoterrorismo. Os alvos, porém, estariam todos dentro do território equatoriano, alegou Noboa.
Já a chanceler equatoriana, Gabriela Sommerfeld, declarou que o país executa ataques a acampamentos de grupos irregulares estrangeiros e ressaltou que se trata de organizações que cruzam a fronteira a partir da Colômbia e se estabelecem em território equatoriano.
Ontem (16), o presidente da Colômbia, Gustavo Petro (foto à direita), afirmou que o país foi alvo de bombardeio a partir do Equador em uma área próxima à fronteira entre os dois países. “Estão nos bombardeando a partir do Equador e não são os grupos armados ilegais“, disse durante uma reunião ministerial sobre reforma agrária. Petro também declarou ter pedido ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que interceda na situação. “Pedi que ligue para o presidente do Equador porque nós não queremos entrar em uma guerra“, afirmou.
O Equador faz parte do chamado “Escudo das Américas”, uma aliança formada por 17 países e anunciada recentemente pelo presidente Donald Trump com foco em ações voltadas à segurança no continente. A Colômbia não integra o acordo, em meio às críticas de Trump ao presidente Gustavo Petro.
O caso ocorre em meio a uma crise diplomática e comercial entre Colômbia e Equador. As tensões se intensificaram em fevereiro, quando o presidente Daniel Noboa anunciou a imposição de uma taxa de 30% sobre produtos colombianos, sob a justificativa de falta de cooperação no combate ao narcotráfico na região de fronteira. Em resposta, a Colômbia suspendeu as exportações de eletricidade para o país vizinho e adotou tarifas de 30% sobre 20 produtos equatorianos, ampliando o atrito entre os dois governos.

publicada em 17 de março de 2026 às 19:00 




