AS INFORMAÇÕES SOBRE A GUERRA DO GOLFO AINDA DEIXAM O MERCADO DO PETRÓLEO NERVOSO COM O BARRIL ROÇANDO NOVAMENTE US$ 100
As notícias que chegam da zona de guerra evolvendo Estados Unidos, Irã, Arábia Saudita, Israel e os terroristas Houthis não são nada boas para o equilíbrio da região, da economia e também da expansão nuclear tão desejada pelo Irã. Agora, entra a Rússia também se intromete mais diretamente, se opondo a saída do Irã do Tratado de Não Proliferação Nuclear. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, estava respondendo a comentários de autoridades iranianas sobre a possível retirada de Teerã do tratado, que compromete o país a não desenvolver ou adquirir armas nucleares. A Rússia não quer que o Irã abandone o tratado de não proliferação nuclear e conta com a sua permanência no acordo, afirmou Peskov nesta terça-feira (29). Isso ocorre após o vice-presidente do Parlamento iraniano, Ali Nikzad, declarar que Teerã está considerando se retirar do TNP, inclusive que o parlamento analisará uma moção de “tripla urgência” nesse sentido. Agora a tarde, o preço do barril do petróleo Brent estava mais estável, cotado a US$ 97,05 . Mas hoje mais cedo ele variou entre os valores de US$ 97,04 a US$ 100,28 . O WTI, mais firme,
cotado agora a US$ 90,81 o barril.
PREOCUPAÇÃO DAS ELEIÇÕES
O primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu(esquerda) alerta que inimigos podem atacar Israel antes das eleições. Está marcada uma reunião entre Lapid e Netanyahu para a noite desta terça-feira(horário local), após o gabinete do primeiro-ministro ter rejeitado o pedido inicial de Lapid para uma reunião informativa urgente. Em um comunicado divulgado hoje (29) Netanyahu alertou que os “inimigos” de Israel podem tentar atacar o país antes das eleições para o Knesset, em outubro. “Há sinais de que, às vésperas das eleições, nossos inimigos tentarão nos atacar”, disse Netanyahu da Base Aérea de Tel Nof : “Estou enviando uma mensagem a vocês inimigos de Israel: Não se metam conosco. Nosso longo braço os alcançará em qualquer lugar e a qualquer momento.” O primeiro-ministro não especificou a quais inimigos se referia.
Uma reunião sobre o assunto entre o líder da oposição, Yair Lapid (direita), e Netanyahu está marcada para as 23h30 desta terça-feira, informou o gabinete de Lapid. Além disso, o gabinete de
segurança se reunirá antes da reunião. Pela manhã, Lapid exigiu uma reunião a quatro entre ele, Netanyahu, o diretor do Shin Bet (Agência de Segurança de Israel), David Zini, e o presidente da Comissão Eleitoral Central e vice-presidente do Supremo Tribunal, Noam Sohlberg, depois que o Gabinete do Primeiro-Ministro (GPM) negou seu pedido inicial de uma reunião urgente com Netanyahu, na sequência do alerta do primeiro-ministro. “Quando o primeiro-ministro de um Estado democrático declara publicamente que existe uma ameaça que pode perturbar as eleições, todas as partes envolvidas devem receber informações completas sobre a natureza do problema e as medidas que estão sendo tomadas para garantir que o processo democrático seja plenamente respeitado“, afirmou o gabinete de Lapid em sua reivindicação.
O partido Yashar, liderado por Gadi Eisenkot, emitiu uma carta de advertência formal, exigindo a remoção das imagens da base em até quatro horas, alegando que elas violam a lei de propaganda eleitoral que proíbe o uso de bens públicos em conexão com campanhas eleitorais. A carta observava que Yashar consideraria apresentar uma liminar ao Comitê Central de Eleições (CEC) caso a exigência de destituição não fosse atendida dentro do prazo: “O primeiro-ministro deve informar Lapid para garantir que as ameaças não sejam uma manobra política”. O Brigadeiro-General (da reserva) Ofer Winter também respondeu ao aviso de Netanyahu, publicando um vídeo nas redes sociais no qual questionava por que Israel estava “esperando” para reagir se uma ameaça à segurança era iminente “O primeiro-ministro disse que há indícios de um possível ataque nos próximos dias”, afirmou. “O que estamos esperando?”
Altos funcionários do setor de segurança avaliam que o Hezbollah e o Hamas tentarão influenciar a campanha eleitoral de Israel por meio de ataques, incluindo sequestros, e que, à medida que Israel se aproxima do dia da eleição, a probabilidade disso acontecer aumentará. Como resultado, as Forças de Defesa de Israel (IDF) intensificaram a cooperação entre a Força Aérea e as forças terrestres. Segundo um oficial de segurança, os níveis de alerta foram elevados nas últimas semanas e, durante as noites, a comunidade de inteligência tem se dedicado a tentar entender os planos do inimigo. O oficial explicou que a avaliação é de que o inimigo nem sempre faz os cálculos corretos ou avalia adequadamente como reagiremos, “e por isso precisamos estar preparados”. Entretanto, o Comando Norte está muito preocupado com o atrito com o Hezbollah ao longo da Linha Amarela, no sul do Líbano, em território libanês. O alto funcionário enfatizou que a principal preocupação são os dispositivos explosivos que agentes do Hezbollah podem plantar ao longo de rotas e perto de postos avançados, contra as patrulhas das Forças de Defesa de Israel na área.
ARÁBIA SAUDITA RETOMA OLEODUTO
Quase 20 dias depois de seu fechamento, a Arábia Saudita retoma o carregamento de petróleo no Porto de Yanbu, no Mar Vermelho, após o ataque por terroristas Houthis que ocupam o norte do Iêmen. Os ataques com drones, que a
Arábia Saudita atribuiu também às milícias iraquianas, forçaram o reino a fechar o oleoduto em 11 de setembro. De acordo com fontes comerciais e dados de navegação, houve melhoras nas perspectivas para as exportações de petróleo do Oriente Médio. Os ataques com drones, que a Arábia Saudita atribuiu a milícias iraquianas, forçaram o reino a fechar o oleoduto, interrompendo as exportações de petróleo bruto a partir de Yanbu. A gigante petrolífera estatal, Saudi Aramco, notificou seus clientes na noite de ontem (28) sobre seu cronograma de carregamento de outubro em Yanbu. A refinaria carregou um lote proveniente do porto no final da semana passada.
A retomada do carregamento em Yanbu deverá impulsionar as exportações de petróleo bruto do Oriente Médio, onde a guerra dos EUA com o Irã restringiu os embarques pelo Estreito de Ormuz, via responsável por um quinto do fornecimento mundial de petróleo antes do conflito. Imagens de satélite da ESA (Agência Espacial Europeia) capturadas sobre o Mar Vermelho mostram a Arábia Saudita carregando quase 10 milhões de barris de petróleo bruto em Yanbu e Al Muajjiz, escreveu a empresa de rastreamento de navios TankerTrackers com em uma postagem no X na manha de hoje. Al Muajjiz é um terminal ao sul de Yanbu. “Também observamos carregamentos de produtos refinados. No total, identificamos visualmente 40 navios-tanque, independentemente de sua atividade ou proximidade a esses terminais.” Duas fontes do setor estimaram separadamente que o carregamento de petróleo bruto em Yanbu foi de cerca de dois milhões de barris por dia desde a semana passada.
A empresa de rastreamento de navios Kpler estima que o volume atual de petróleo transportado pelo oleoduto seja de cerca de 2,65 milhões de barris por dia e prevê que esse número suba para entre três e quatro milhões de barris por dia nos próximos dias. A empresa afirmou em nota divulgada em ontem a noite, que o retorno completo à taxa pré-ataque, de aproximadamente 5,5 milhões de barris por dia, ainda pode levar mais um mês . Os estoques de petróleo bruto no terminal de Yanbu aumentaram em cerca de um milhão de barris em 22 de setembro, o primeiro aumento desde o ataque. Com base na média de sete dias até 22 de setembro, a Kpler estima que o trânsito de petróleo bruto pelo Estreito de Ormuz, incluindo a movimentação entre navios no Golfo de Omã, seja de nove milhões de barris por dia, um aumento em relação à mínima de 2,2 milhões de barris por dia registrada no final de julho e equivalente a aproximadamente 60% da média de 2025. Somando os ganhos líquidos de Yanbu e Fujairah, as exportações de petróleo bruto do Oriente Médio chegam a quase 80% dos níveis pré-conflito. O carregamento de petróleo bruto no porto egípcio de Sidi Kerir foi retomado em 22 de setembro, após uma pausa de 10 dias, mas os petroleiros permanecem enfileirados na costa, já que as restrições continuam limitando o acesso de grande parte da frota comercial, disse Kpler em nota.

publicada em 29 de setembro de 2026 às 15:00 







