ATIVIDADES DE INTELIGÊNCIA INTERNACIONAL E DO HEZBOLLAH FAZEM TRUMP PERDER A PACIÊNCIA COM A DITADURA CUBANA
A inteligência americana detectou que a ditadura cubana está oferecendo um ambiente favorável para operações hostis para os terroristas do Hezbollah, inteligência estrangeira e grupos para militares. Por isso, o presidente dos Estados Unidos mandou intensificar as sanções contra o regime cubano, que passou a explicitar apoio a ditadura dos Aitolás, no Irã. As novas sanções visam indivíduos, entidades e afiliados que apoiam o aparato de segurança do regime ou que são cúmplices em corrupção ou graves violações dos direitos humanos. A ordem também autoriza sanções secundárias para a realização ou facilitação de transações com indivíduos sancionados. A
ordem declara que “todos os bens e direitos sobre bens que estejam nos EUA, que possam entrar no país posteriormente ou que estejam sob o controle de qualquer pessoa dos EUA, estão bloqueados e não podem ser transferidos, pagos, exportados, retirados ou ser objeto de qualquer outra transação”.
Ao mesmo tempo, pessoas estrangeiras que operam ou operaram em setores como energia, defesa, metais, mineração, serviços financeiros ou qualquer outra área determinada pelas autoridades dos EUA podem ser alvo de sanções. Da mesma forma, aqueles que “forneceram assistência material, patrocínio ou apoio financeiro, material ou tecnológico” ao regime cubano, podem ser sancionados. Além disso, a ordem executiva, reconhecendo as práticas obscuras de Havana, proíbe ações destinadas a burlar as restrições ou conspirações para violá-las. Ao mesmo tempo, o documento assinado por Trump contém “um aviso implícito a Cuba, afirmando que o governo se alinhou com o Irã e grupos militantes como o Hezbollah,” disseram dois funcionários da Casa Branca.
“Cuba oferece um ambiente propício para operações hostis de inteligência estrangeira, militares e terroristas a menos de 160 quilômetros do território dos EUA“, afirmou a Casa Branca. As novas sanções surgem pouco depois de o secretário de Estado, Marco Rúbio, ter afirmado que as autoridades de Havana “estenderam o tapete vermelho para que nossos adversários operem em território cubano contra nossos interesses nacionais com total impunidade. Não permitiremos que nenhum aparato militar, de inteligência ou de segurança estrangeiro opere impunemente a menos de 160 quilômetros da costa dos EUA. Isso não acontecerá sob o governo do presidente Trump.” Ele também disse que “as coisas podem melhorar em Cuba com reformas econômicas sérias, mas não com as pessoas atualmente no poder. Elas são economicamente
incompetentes.”
Após as sanções anunciadas, a congressista cubano-americana Maria Elvira Salazar escreveu no X que “A Era de fingir que não vimos nada acabou. Por décadas, o regime cubano se alinhou com os inimigos dos Estados Unidos, estendendo o tapete vermelho para atores hostis e fortalecendo laços com regimes como o do Irã. Isso não é especulação. É uma realidade de segurança nacional a apenas 160 quilômetros de nossas costas.” Por sua vez, o congressista cubano-americano Carlos Giménez, afirmou que “o regime precisa entender que, se continuar a agir de má fé, consequências muito mais severas se seguirão”.
DIAZ-CANEL E O CINISMO
O atual líder oficial da ditadura cubana, Miguel-Diaz-Canel, que governa com a mão pesada da repressão sobre as ordens de Raul Castro, irmão de Fidel Castro, diz que não presos políticos em Cuba, negando, inclusive, a prisão do menino de 16 anos, Jonathan Muir, que protestava em Matanzas contra um apagão de mais de 24 horas, o lixo nas ruas e a falta de comida. Diaz-Canel também transmitiu uma mensagem ao povo cubano dizendo que não saberia informar quando Cuba receberia ouro carregamento de petróleo. Um segundo navio petroleiro, desta vez carregado de combustíveis, vindo da Rússia, não deverá aportar em Cuba depois da ordem expressa de Donald Trump. O petróleo russo enviado em março já está se esgotando sem ter garantido nenhuma melhora na vida de grande parte dos cubanos. Somente a “ casta” da ditadura e
o Exército se beneficiaram. Diaz-Canel disse que “Passamos quatro meses sem receber combustível até que um navio-tanque chegou da Rússia, o que nos permitiu mudar a situação energética e elétrica do país nos últimos quinze dias.” O ditador reconheceu que o petróleo enviado pela Rússia a bordo do Anatoli Kolodkin — cuja chegada a Cuba foi autorizada por Trump — “está se esgotando nestes dias e não sabemos quando mais combustível chegará a Cuba“.
Após discursar veementemente para os participantes no encerramento do encontro de solidariedade com Cuba, para o qual não faltaram recursos, e dedicar publicações em suas redes sociais a desafiar os EUA, no domingo, Díaz-Canel agradeceu ao presidente da Colômbia, Gustavo Petro, por uma mensagem de apoio, e gerou perguntas que não pode responder. Em sua mensagem, compartilhada pelo ditador cubano, Petro expressou sua discordância “com uma agressão militar contra Cuba” e enfatizou que “o Caribe é uma
zona de paz e isso deve ser respeitado. O povo cubano é o único dono de seu país “, afirmou o presidente colombiano, ao que Díaz-Canel respondeu que o regime endossa suas palavras “a respeito do direito de nossa heroica região de permanecer uma zona de paz”.
A reação das redes sociais diante da hipocrisia governamental, foi quase imediata: “Se o nosso país é nosso, por que não realizamos eleições livres para escolher um presidente?”, perguntou um usuário do fórum. A pergunta se repetiu nos comentários da publicação de agradecimento de Díaz-Canel. Outro lembrou que “o presidente Petro foi eleito pelo povo
colombiano” e perguntou: “Por que nós, cubanos, não podemos ter o mesmo direito que o povo colombiano de eleger nosso presidente?”
“É verdade que não queremos agressão, mas o povo quer uma mudança total de quem governa este país; o povo está mergulhado na miséria. Nada funciona, queremos eleições livres e que aqueles que vão governar o país nos garantam o básico (…)”, afirmou outro usuário.
“A agressão não consiste em realizar eleições limpas e transparentes (…). A agressão não consiste em permitir que o povo se expresse”, declarou outro.

publicada em 4 de maio de 2026 às 18:30 




