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AUMENTAM OS PROTESTOS POPULARES EM CUBA E O MEDO MUDA DE LADO. OS DITADORES SANGUINÁRIOS PARECEM ACUADOS

O medo está mudando de lado em Cuba. Sem saber o que é votar e massacrado há 60 anos, a população cubana, motivada pelos apagões, falta de combustíveis,  água e alimentos, e ainda estimulada pela esperança da troca de um regime violento e corrupto, começa a reagir com protestos diários. Além do panelaço de todas as noites, aproveitando a escuridão das horas intermináveis sem energia,  que atualmente dura mais de 32 horas, a sociedade quer mudança. Uma grande ala dos militares quer mudança, enquanto a cúpula da ditadura desvia os parcos dólares que anda entram escassos no país e grande pare irriga contas secretas no paraíso fiscal do Panamá, levados pela GAESA, a empresa comandada pelos ditadores sanguinários. A cúpula está acuada também pela pressão americana, que ameaça deportar paras Havana 500 mil cubanos que vivem de forma irregular nos Estados Unidos. Para a ditadura, seria a pá de cal. Não há emprego, alimento, riqueza para tanta gente de volta às origens. Seria o caos total no país. Os castristas que se locupletaram por 60 anos de ditadura, ainda se sustentam pendurados um no outro e usando a violência extrema contra os protestos e prendendo até crianças. Os dias para eles parecem contados, apesar de uma “ajuda humanitária” de México,  China e Rússia, aliados de Cuba, um país caindop aos pedaços.

A população também  queima o lixo acumulado  nas ruas  em protesto contra os apagões nas cidades. Centenas de pessoas se  mobilizam  em Havana e em muitas cidades no interior da Ilha.  Os manifestantes entoam cânticos como “Liberdade” e “Pátria e Vida”, mesmo depois do restabelecimento do serviço de eletricidade.  Os apagões se tornam cada vez mais prolongados e estimulam os protestos pelas ruas da capital. Foram protestos pacíficos, porém bastante significativos,  com panelas batendo, trânsito interrompido, enquanto os moradores queimavam lixo e exigiam liberdade. As manifestações eclodiram  após um apagão de mais de 24 horas, embora em outras partes da cidade tenha durado até 32 horas durante o fim de semana. Os moradores também reclamaram da escassez de água e das dificuldades que a falta de eletricidade impõe à conservação dos poucos alimentos que ainda conseguem armazenar.

Apesar da presença policial e das tentativas de dispersar o protesto, o que acalmou a comunidade foi o restabelecimento dos serviços. Assim, com a energia elétrica de volta, os moradores encerraram o bloqueio da estrada, mas sua ação deixou claro que o descontentamento está se tornando cada vez mais sufocante na ilha. Protestos assim têm aumentado nas últimas semanas em Cuba, em proporção direta ao aumento dos apagões, justificados pelo governo pela escassez de combustível, falhas em usinas termoelétricas obsoletas e pela crise estrutural do sistema elétrico cubano. No fim de semana, além de Havana, houve protestos semelhantes também em Placetas, Villa Clara, onde moradores bateram panelas e frigideiras após um apagão de 30 horas. No entanto, houve casos recentes em que a polícia chegou ao ponto de sacar armas de fogo e ameaçar manifestantes com elas, além de disparar tiros para o ar e atacar violentamente os moradores que protestavam, como aconteceu, por exemplo, em Antilla, Holguín, Guanabacoa e Havana.

O CAOS IMPERA

O caos já impera em Cuba. A pressão social,  o vácuo Institucional e o Risco de Agitação estão frequentes.  Eventos em Morón apontam para uma escalada do conflito, com aumento dos protestos e a possibilidade de uma mobilização nacional coordenada. A atual deterioração da sociedade cubana não pode ser entendida como uma sucessão de episódios isolados de descontentamento, mas sim como a manifestação de uma crise estrutural que combina deterioração material, fechamento político e controle social sistemático.  O alto custo de vida na ilha e o colapso recorrente do sistema elétrico, de água e alimentos,  criam um cenário em que grandes setores da população operam sob uma lógica de sobrevivência. Esta é a expressão visível de um modelo incapaz de sustentar um país, de um regime que, por décadas, só conheceu o fracasso.

Banco panamenho

A sensação é de um sinal que uma crise ainda maior está se formando: quando a ordem jurídica não oferece mecanismos reais para canalizar as demandas sociais, o conflito tende a se deslocar para formas extra institucionais, muitas vezes imprevisíveis. Nunca houve uma eleição em 60 anos em Cuba. Os ditadores são os mesmos. Todos ricos, com gordas contas bancárias em dólar, resultado dos desvios da GAESA, depositados no paraíso bancário do Panamá. Enquanto isso, a população sofrendo o resultado do comunismo que só é bom para quem está no poder. 

O regime consolidou um sistema de controle baseado na repressão preventiva. Intimações sem acusações formais,

Miguel Diaz-Canel, Um ditador acuado

interrogatórios, vigilância, restrições ao acesso à internet e pressão indireta fazem parte de uma arquitetura coercitiva eficaz para conter a mobilização aberta. No entanto, esse tipo de controle não elimina o descontentamento.  Ao mesmo tempo, essas ações alimentam ainda mais a lenta ebulição de uma explosão social, uma vez que o medo da repressão, embora ainda presente, tende a desaparecer entre os cubanos. Essas ações também refletem um padrão que transcende incidentes isolados e constitui uma política de Estado voltada para a dissuasão do exercício de direitos. Em um contexto de erosão da legitimidade, o regime pode impor o silêncio no curto prazo, mas encontra cada vez mais dificuldades para manter a ordem social sem recorrer a níveis crescentes de repressão.

Raul Castro, indiciado como assassino pelos Estados Unidos, já não aparece em público

O sistema não dá certo para toda sociedade, mas os ditadores sanguinários castristas insistem em querer mantê-lo. Não há perspectiva, mas o que esperam?   A persistência do modelo atual aponta para uma evolução previsível do conflito. A combinação de dificuldades materiais, ausência de canais institucionais e controle coercitivo fomenta uma agitação social cada vez mais frequente e intensa. Essas manifestações inicialmente locais podem adquirir dimensões regionais ou nacionais, especialmente em um contexto onde redes informais de comunicação permitem respostas mais rápidas e coordenadas. Do ponto de vista jurídico, esse cenário apresenta riscos significativos. A resposta do Estado baseada na repressão estimula violações ainda maiores dos direitos humanos, com prisões absurdas e ilegais até de jovens que protestam contra fome.

MILITARES TIRANDO O APOIO

O líder da oposição cubana, José Daniel Ferrer(direita), diz que “A maioria dos militares cubanos também quer a queda do regime.” Assim como muitos de seus compatriotas, Ferrer pensa sobre o futuro de Cuba, agora marcado pela intensidade que parece preceder uma transição. O líder da oposição discute essa possível mudança política na ilha, como parte de sua turnê pela Europa. Após reuniões com altos funcionários do Parlamento Europeu e de países como Polônia, República Tcheca e Estônia, bem como com representantes da direita espanhola, ele  analisa a posição da comunidade internacional em relação ao castrismo, além do impacto da justiça internacional sobre a elite governante e as fraturas internas no aparato repressivo do regime.

Ferrer defende que as medidas necessárias estão sendo tomadas para dar aos EUA a base legal, razões e  motivos para agir. Se a ditadura não negociar um processo de renúncia ao poder e o início de uma verdadeira transição política e econômica rumo à democracia, é óbvio que eles irão atrás dela. Começaria precisamente com Raúl Castro, acusado de ser o principal responsável pelo assassinato dos quatro pilotos da Irmãos ao Resgate: “Tenho certeza de que Donald Trump, seus assessores e, principalmente, o Secretário de Estado Marco Rubio, estão plenamente cientes de que, neste momento, se o regime não cair o mais rápido possível, ele acabará se fortalecendo. Os inimigos dos EUA veriam o regime cubano como seu aliado e o rearmariam. Eles lhe dariam recursos para consolidá-lo como uma ameaça cada vez maior a

A cúpula desvia alimentos e não possa fome, mas enfrenta descontentamentos

Washington.”

O líder da oposição cubana afirma que “Conheço tenentes-coronéis, majores e capitães que, tanto quanto qualquer cubano, querem que Cuba mude, que a nação seja democratizada e que esta profunda crise econômica, social, de saúde, de transporte e de habitação chegue ao fim. Seus salários são insuficientes. Há aqueles que se recusam a cumprir ordens para reprimir, torturar ou espancar presos políticos. Quando perceberem que a ação dos EUA é iminente e que não estão apenas blefando, veremos muitos desobedecendo às ordens. A maioria quer mudança e não obedecerá a ordens para assassinar detidos.”

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Geraldo Luís Lino
Geraldo Luís Lino
1 dia atrás

Petronotícias é uma das melhores fontes de informações e análises sobre o setor petrolífero e energético em geral, mas quando se mete, incompreensivelmente, a fazer comentários políticos e ideológicos, passa a disputar com palpiteiros/torcedores de redes sociais, inclusive, usando uma linguagem mais afeita a eles.