BRAVATAS DE LULA ATACANDO OS ESTADOS UNIDOS E DEFENDENDO CUBA EM FESTA ESVAZIADA DO PT INCOMODAM MARCO RÚBIO
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o seu Secretário de Estado, Marco Rubio, não ficaram nada satisfeitos com as novas bravatas do presidente Lula em relação a Venezuela e, principalmente, contra a atuação americana fazendo pressão contra a ditadura cubana do atual ditador Miguel Diaz-Canel. Lula adjetivou as ações norte americanas como “um verdadeiro massacre contra a população cubana.” A frase foi dita durante um discurso inflamado na Bahia, durante uma esvaziada comemoração pelos 46 anos de fundação do PT, com as presenças dos embaixadores da Venezuela e da China. Lula chegou a fazer referências às terras brasileiras, indicando a preferência pelos chineses no Brasil.
Os Estados Unidos estão pressionando o governo cubano ao impedir que ele receba o petróleo da Venezuela e México e ainda taxar as economias dos países que, ainda assim, queiram mandar petróleo para a refinaria de Havana. Até agora não apareceu ninguém. Em profunda crise, a maior de sua história, a ditadura cubana, sem petróleo, sem combustíveis, está convivendo com apagões diários, água racionada, sem gás, medicamentos e ainda assistindo a população recorrer a carvão e arrancando portas e janelas para cozinhar os alimentos que ainda restam.
O governo cubano tomou medidas de emergência para lidar com a sua maior crise energética agravada pelas sanções dos EUA, incluindo a adoção de uma semana de trabalho de quatro dias para empresas estatais e restrições à venda de combustíveis. O vice-primeiro-ministro Oscar Perez-Oliva Fraga declarou à televisão cubana que o governo “implementaria uma série de decisões para garantir a vitalidade do nosso país e os serviços essenciais, sem abrir mão do desenvolvimento. O combustível será usado para proteger serviços essenciais à população e atividades econômicas indispensáveis.” As medidas de racionamento são as primeiras a serem anunciadas oficialmente, mas que já estava, em prática pela força da realidade que o país passou a viver desde que o presidente Donald Trump terminou a suspensão do abastecimento de petróleo venezuelano e fez pressão contra o fornecimento mexicano e de qualquer país que exporte combustível para Cuba. Os cubanos sofrem com a grave escassez de alimentos, combustível e medicamentos.
Entre as novas medidas estão a redução da semana de trabalho nas empresas estatais para quatro dias, de segunda a quinta-feira; restrições à venda de combustíveis; redução dos serviços de ônibus e trem entre províncias; e o fechamento de estabelecimentos turísticos. Os dias letivos também serão encurtados e as universidades reduzirão a exigência de frequência presencial. Essas medidas visam economizar combustível para promover a “produção de alimentos e eletricidade” e possibilitar “a preservação de atividades fundamentais que geram divisas“, disse Perez-Oliva Fraga. A ilha de 9,6 milhões de habitantes, sob embargo econômico dos EUA desde 1962, está mergulhada em uma grave crise econômica há anos.
“Esta é uma oportunidade e um desafio que não temos dúvida de que superaremos“, disse Pérez-Oliva (esquerda) em um programa de notícias da televisão. “Não vamos entrar em colapso.” O governo fornecerá combustível aos setores de turismo e exportação, incluindo para a produção dos mundialmente famosos charutos cubanos, para garantir as divisas necessárias para financiar outros programas básicos, disse Pérez-Oliva, acrescentando: “Se não tivermos receita, não superaremos esta situação”. A realidade, no entanto, é outra. Oliva mentiu para a população, porque não há mais petróleo para ser refinado e nem combustível, que passou a ser “reserva estratégica” das forças armadas e para algumas altas autoridades do governo central. Perez-Oliva também disse que o racionamento de combustível não afetaria imediatamente as viagens aéreas nacionais e internacionais, mas a realidade é outra bem diferente.
O governo disse que protegerá os portos e garantirá combustível para o transporte doméstico, numa tentativa de proteger os setores de importação e exportação do país. Pérez-Oliva também anunciou um plano ambicioso para plantar 200.000 hectares de arroz para garantir “uma parte importante da nossa demanda”, mas reconheceu que a escassez de combustível levará o país a depender mais de energia renovável para irrigação e de tração animal para o cultivo dos campos. A ministra da Educação, Naima Ariatne, participando do mesmo programa, afirmou que creches e escolas primárias permaneceriam abertas e com aulas presenciais, mas que as escolas secundárias e o ensino superior implementariam um
sistema híbrido que exigiria mais flexibilidade e variaria de acordo com a instituição e a região. “Como prioridade, queremos manter nossas escolas primárias abertas“, disse Ariatne.
“Cuba não precisa fazer concessões políticas, e isso jamais estará em discussão nas negociações para alcançar um entendimento entre Cuba e os Estados Unidos”, disse o ditador Díaz-Canel. “É importante que eles entendam isso. Estaremos sempre abertos ao diálogo e à melhoria das relações entre nossos dois países, mas somente em termos de igualdade e com base no respeito mútuo.” Após o discurso do presidente, a manifestação transformou-se em um desfile que os cubanos chamam de “marcha de combatentes”, um costume que teve origem na época do falecido líder Fidel Castro.
A multidão era liderada por uma fila de pessoas que carregavam fotos dos 32 militares que foram fortos por pertencer a guarda que garantia o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, no poder da Venezuela. “Abaixo o imperialismo!”, gritavam os manifestantes organizados pela própria ditadura cubana: “Cuba prevalecerá!” No fundo, nem mesmo os participantes acreditavam nos “gritos de guerra”. O governo de Cuba afirmou que Trump quer “estrangular” a economia da ilha, onde os cortes de energia e a escassez de combustível, já recorrentes nos últimos anos, se tornaram ainda mais graves. Diaz-Canel afirmou que quaisquer negociações devem ocorrer “em posição de igualdade, com respeito à nossa soberania, à nossa independência e à nossa autodeterminação e sem “interferência em nossos assuntos internos”.

publicada em 9 de fevereiro de 2026 às 12:00 





