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CLADTEK ENTRA EM 2026 COM GRANDE CARTEIRA DE PROJETOS PARA SUA FÁBRICA NO BRASIL

O ano novo já começou e, com ele, surgem novas oportunidades e expectativas positivas para muitas empresas que operam no Brasil. Nesta segunda-feira (5), na série especial Perspectivas 2026, vamos falar de uma companhia que conseguiu resultados muitos satisfatórios em 2025 e que prevê um 2026 ainda mais promissor. A Cladtek viveu seu melhor momento no país no ano passado, com um faturamento próximo de R$ 1 bilhão. Além disso, a empresa fechou e executou contratos importantes para fornecimentos nos campos de Mero e Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos. Para 2026, a Cladtek já assegurou uma robusta carteira de projetos para sua fábrica no bairro de Santa Cruz, no Rio de Janeiro (RJ). “Em 2025, garantimos contratos que já deixam nossa fábrica praticamente lotada para 2026, algo que conseguimos pela primeira vez. Já temos projetos entrando em 2027 e alguns se estendendo até o meio daquele ano”, revelou o diretor de vendas para as Américas da companhia, Daniel Werneck. Por fim, o executivo afirma que a empresa pretende investir ainda mais neste ano em eficiência e produtividade. “Nosso objetivo é entregar os projetos para 2026 e além com custos reduzidos e maior valor agregado para nossos clientes. Estamos ansiosos para encerrar 2026 com resultados ainda melhores do que os de 2025”, concluiu.

Como foi o ano de 2025 para a sua empresa e para o seu setor?

Eu diria que foi um ano excepcional. Foi, sem dúvida, o nosso melhor ano aqui no Brasil. Conseguimos executar e finalizar o projeto Mero 4 com excelência, em parceria com a Subsea7. Além disso, iniciamos nossa primeira parceria com a Allseas para o projeto Búzios 10 — o maior projeto que a Cladtek já realizou em extensão e também o maior da Petrobrás em quilometragem em um poço do pré-sal. Estamos muito orgulhosos de fazer parte desses grandes marcos.

Também assinamos e iniciamos a produção do projeto Mero 3-HISEP. Trata-se de uma tecnologia bastante disruptiva para a exploração de petróleo e gás, que permite a reinjeção de CO2 diretamente no leito marinho. O HISEP é fundamental para a Petrobras e para o setor offshore global, pois reduz a pegada de carbono, as emissões de CO2 e o gasto de energia, além de permitir plataformas menores sem comprometer a produção. Essa é a meta atual das operadoras e dos países: gerar energia reduzindo o impacto ambiental.

O ano de 2025 foi marcante tanto pelos projetos executados quanto pelos que já garantimos para 2026. Em termos de resultados, tivemos um salto significativo, nos aproximando de um faturamento de R$ 1 bilhão, algo inédito para a Cladtek no Brasil.

Se você fosse consultado, que sugestões daria ao governo ou ao mercado para melhorar o ambiente de negócios no setor?

Através das nossas associações de classe, temos discutido muito temas como o Repetro e o conteúdo local. O Repetro é uma ferramenta indispensável para o mercado de óleo e gás, mas demanda melhorias. Atualmente, a complexidade e as exigências acabam, por vezes, favorecendo a indústria estrangeira em detrimento de quem está produzindo no Brasil. Embora existam benefícios fiscais para as empresas, o risco e a burocracia envolvidos acabam favorecendo a importação em certos casos.

Sobre o conteúdo local, ele é vital para a nossa indústria e é uma das razões de estarmos no Brasil há 14 anos. No entanto, a forma como ele é fiscalizado e apurado precisa de ajustes. O objetivo deve ser garantir que as empresas brasileiras competitivas sejam, de fato, privilegiadas. Mais do que discutir se o percentual deve aumentar, precisamos focar em como a aplicação dessa regra pode favorecer a indústria nacional de maneira prática.

Outro ponto importante são as cláusulas de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) da ANP. Precisamos de mecanismos mais simples para que esses fundos financiem a indústria de forma direta, em projetos que tragam retorno real ao setor, e não apenas em iniciativas isoladas.

Apesar desses desafios, o ambiente de negócios melhorou muito e está mais favorável. A Cladtek investiu mais de R$ 100 milhões nos últimos dois anos em melhorias, automação e aumento de produção. Acreditamos no setor e queremos continuar investindo no Brasil, mas, para isso, precisamos de um alinhamento contínuo entre a indústria e o legislativo para tornar o mercado ainda mais atrativo para os investidores.

Quais são as perspectivas da Cladtek para 2026?

São as melhores possíveis. Em 2025, garantimos contratos que já deixam nossa fábrica praticamente lotada para 2026, algo que conseguimos pela primeira vez. Já temos projetos entrando em 2027 e alguns se estendendo até o meio daquele ano. Isso mostra que o nosso trabalho está dando retorno e que o mercado de óleo e gás no Brasil está bastante pujante.

Além da Petrobrás, temos novos entrantes e grandes operadoras atuando fortemente no Brasil e na região. A partir da nossa fábrica no Rio de Janeiro, consolidamos o Brasil como um hub de óleo e gás que atende também o Golfo do México, Guiana e Suriname.

Atualmente, temos mais de 800 funcionários e pretendemos investir ainda mais no próximo ano em eficiência e produtividade. Nosso objetivo é entregar os projetos para 2026 e além com custos reduzidos e maior valor agregado para nossos clientes. Estamos ansiosos para encerrar 2026 com resultados ainda melhores do que os de 2025, trabalhando desde já para garantir o crescimento sustentável da empresa nos próximos anos.

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