NAO DELETAR

COM A PRODUÇÃO DE PETRÓLEO PARALISADA E SEM CONSEGUIR EXPORTAR, IRÃ VIVE UM CAOS MAS CONTINUA MATANDO SUA POPULAÇÃO E INCENTIVANDO O TERRORISMO

As múltiplas faces da indústria petrolífera no mundo depois do início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. Os dentes do leão persa só estão afiados mesmo contra a sua própria população. Praticamente todos os dias a Guarda Revolucionária faz o que quer, praticamente sem a liderança de nenhum Aiatolá “aparente”. Desde a morte de Ali Khamenei no primeiro dia de guerra que o Irã parece uma galinha que acaba de perder a cabeça: quente, sem direção, espalhando sangue por onde passa. O filho dele, o Aiatolá sucessor, Mojtaba Khamenei(direita), foi gravemente ferido, nunca apareceu desde então. Apenas usam o seu nome. Há possibilidades de que esteja morto.  Os

Um Aiatolá desaparecido, que está tendo seu nome usado

assassinatos de seu próprio povo, que já conta-se aos milhares, continuam como se elas estejam dando “bons exemplos” aos que conseguem sobreviver as barbáries de militares sanguinários. O país sofre um bloqueio econômico direto via entrada do Golfo de Ormuz. Toda exportação de petróleo iraniano está paralisada há meses. A sua produção está interrompida e muitos de seus poços talvez nem consigam mais voltar a operar. O país está um caos, com uma inflação acima de 73%.

O Irã continua a usar seus satélites terroristas como Hezzbollah no sul do Líbano, o Hamas, na Faixa de Gaza, e os Houthis, no norte do Iêmen. Grupos perigosos, armados, treinados e financiados pelo Irã. O Estreito de Ormuz aindasem o fluxo normal de navios e o Estreito de Bab al-Mandab,  entre a Etiópia, Iêmen e Eritréia, dominado pelos Houthis, influenciam diretamente no preço do barril do petróleo Brent, que esta manhã está cotado a aproximadamente US$ 105,58, de acordo com os últimos fechamentos e negociações de mercado. Com a produção de petróleo paralisada,  as consequências econômicas estão se tornando impossíveis de ignorar. As exportações marítimas de petróleo bruto do Irã despencaram de uma média de 230.000 barris por dia no início de setembro para zero, permanecendo nesse patamar em outubro. Este é um desenvolvimento extraordinário para um país que depende das receitas do petróleo para financiar seu governo, sustentar sua moeda e obter as divisas necessárias para comprar importações.

Washington passou décadas tentando prejudicar a economia iraniana por meio de sanções, mas o bloqueio naval conseguiu algo muito mais devastador em questão de semanas. Claire Jungman, diretora de inteligência e risco marítimo da Vortexa, afirmou que “O bloqueio está conseguindo o que anos de sanções jamais conseguiram”. Estima-se que haja atualmente 83 milhões de barris de petróleo bruto iraniano retidos em navios-tanque, incluindo 43 milhões de barris presos a oeste do Estreito de Ormuz. O Irã possui o petróleo, tem potenciais compradores e enormes obrigações financeiras, mas não pode entregar livremente seu produto e arrecadar a receita. As exportações de gás liquefeito de petróleo também despencaram 48% em relação ao mês anterior, atingindo seu nível mais baixo desde pelo menos janeiro de 2023. O governo está sendo privado de sua principal fonte de divisas, enquanto os custos de manutenção do Estado e de suas forças armadas continuam.

O Irã  não pode simplesmente substituir bilhões em receitas de exportação perdidas aumentando os impostos sobre uma população que já está em dificuldades. Os funcionários públicos ainda esperam receber seus salários, os gastos militares continuam, as importações precisam ser financiadas e as obrigações pendentes não desaparecem porque os petroleiros não podem sair do porto. Quanto mais tempo esse bloqueio continuar, mais difícil se tornará para Teerã manter a máquina financeira da qual o governo depende. A moeda iraniana já foi devastada. O rial perdeu aproximadamente 35% do seu valor em relação ao dólar desde julho, enquanto a inflação anual atingiu 73,6% em setembro. Imagine viver sob um governo onde o poder de compra das suas economias está sendo destruído nesse ritmo, enquanto o país perde o acesso à sua fonte mais importante de divisas. Os produtos importados ficam mais caros, as empresas lutam para obter os suprimentos necessários e a família média paga o preço pelas decisões tomadas por políticos que nunca parecem sofrer as mesmas consequências que o povo que governam. Um retrato claro das ditaduras de esquerda, como Cuba, Nicarágua, Coréia do Norte,  onde apenas o povo sofre. Os líderes roubam e se locupletam.

A contração econômica é igualmente alarmante. O Fundo Monetário Internacional agora projeta que a economia do Irã encolherá 7,6% em 2026, enquanto dados do governo iraniano mostram que o PIB contraiu aproximadamente 10% em comparação com o ano anterior. A produção industrial, o comércio e o consumo das famílias estão todos sofrendo. Um país não pode perder sua receita de exportação, sofrer um colapso cambial e manter a atividade econômica normal simplesmente porque seus líderes insistem que permanecem financeiramente seguros. O governo pode até conseguir sobreviver politicamente por algum tempo, mas a economia privada está sendo sistematicamente privada do capital necessário para funcionar. A posição da China é particularmente importante porque Pequim tem sido um dos principais destinos do petróleo iraniano. A Vortexa relata que a demanda chinesa por petróleo bruto iraniano diminuiu, uma vez que o petróleo russo preencheu parte da lacuna. Isso ilustra como os fluxos internacionais de capital e comércio se ajustam independentemente dos acordos políticos que os governos acreditam ter estabelecido. A Rússia se beneficia ao substituir o fornecimento iraniano, enquanto Teerã perde tanto receita quanto poder de barganha. A Rússia agora responde por 80% das exportações de petróleo de alto risco monitoradas pela Vortexa entre Irã, Rússia e Venezuela. Moscou pode estar politicamente alinhada com Teerã, mas isso não significa que os produtores russos abrirão mão voluntariamente de sua própria participação de mercado para resgatar as finanças do Irã.

Washington pode acreditar que eliminar a receita petrolífera do Irã forçará Teerã a negociar, mas a guerra econômica acarreta consequências que vão muito além do alvo pretendido. O Irã ainda possui a capacidade de ameaçar a navegação pelo Estreito de Ormuz, um dos corredores energéticos mais importantes do mundo em termos estratégicos. Quanto mais desesperadora se torna sua situação financeira, maior o incentivo para que seus líderes usem qualquer poder de influência que lhes reste. Um bloqueio destinado a enfraquecer um país pode, portanto, criar perturbações em toda a região, aumentando os custos de transporte, os prêmios de seguro e os preços da energia para nações que não têm nada a ver com a disputa original. A economia global está interligada, quer os políticos queiram admitir ou não. O Irã perde sua receita petrolífera, a Rússia conquista uma fatia maior do mercado, a China ajusta suas compras e os consumidores ocidentais enfrentam custos de energia mais altos. Todos os governos envolvidos acreditam que podem manipular o resultado por meio de sanções, bloqueios ou pressão militar. Mas o comércio internacional não opera de acordo com desejos políticos, e os danos econômicos raramente ficam restritos ao país originalmente visado.

NUCLEAR- A BOMBA CONTRA A MONTANHA

‘Vamos acabar com isso rapidamente’. A frase é do presidente Donald Trump, que  ameaça o complexo nuclear iraniano de Pickaxe Mountain ( A montanha da Picareta) onde todo urânioenriquecido do Irã está enterrado depois das explosões do ano passado feitas com ataques dos Bombardeiros B-2.  Trump não confirmou relatos anteriores de que os EUA usariam uma bomba GBU-43/B Massive Ordnance Air Blast (MOAB), conhecida popularmente como “a mãe de todas as bombas”, para atacar o Irã. “Talvez tenhamos que ir por esse caminho“, disse ele. “Vamos tentar. Vamos resolver isso rapidinho.” Ele acrescentou que não havia planos para que as forças terrestres americanas participassem de tal ataque, dizendo: “Não, não vejo isso.” Em vez disso, ele enfatizou que a MOAB era uma arma não nuclear. “É como uma pequena bomba nuclear. A mãe de todas as bombas é uma bomba grande, mas não é nuclear”, disse ele.

Mas há planos prevendo o uso da MOAB, a maior arma não nuclear do arsenal militar dos EUA, contra a infraestrutura energética e instalações nucleares iranianas, incluindo a Montanha da Picareta. Trump afirma que os EUA teriam que retornar à guerra se se retirassem dentro de um ano. Ele também discutiu a possibilidade de encerrar a guerra com o Irã, dizendo que, se os EUA se retirassem no próximo ano, provavelmente teriam que retornar. “Queremos garantir que eles nunca tenham uma arma nuclear, porque se a tivessem, na minha opinião, a usariam imediatamente”, explicou. No entanto, Trump expressou confiança de que a guerra terminaria em breve. “A guerra com o Irã vai acabar muito em breve. Vai terminar muito em breve”, disse ele, acrescentando que o Irã está atualmente negociando com os Estados Unidos. “Eles nos pediram para parar. E nós paramos, porque estamos negociando com eles.”

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