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CORE POWER ANUNCIA PARCERIA PARA DESENVOLVER ENERGIA NUCLEAR NO TRANSPORTE MARÍTIMO NOS EUA

A Administração Marítima dos Estados Unidos (MARAD), vinculada ao Departamento de Transportes, e a Core Power (US) Inc. anunciaram nesta semana, em Washington, a assinatura de um Memorando de Cooperação (MoC), de caráter não exclusivo, para trabalhar conjuntamente na criação de estruturas para o uso de energia nuclear no transporte marítimo.

Segundo a Core Power, a iniciativa está vinculada ao Plano de Ação Marítima dos Estados Unidos, lançado em fevereiro após a Ordem Executiva 14269, Restoring America’s Maritime Dominance. O plano estabelece três pilares para reconstruir a base industrial que o governo considera estratégica para a segurança econômica e nacional e para “restabelecer” os Estados Unidos como potência marítima global.

De acordo com a empresa, a propulsão nuclear “muda o modelo operacional básico” do transporte marítimo comercial. Um reator pode fornecer potência elevada e contínua durante anos entre os reabastecimentos, eliminando a dependência do abastecimento convencional de combustíveis marítimos e as emissões associadas à propulsão.

A Core Power afirma que o desafio comercial é desenvolver um sistema completo que seja seguro, protegido, licenciável, segurável, financiável e operacional em escala de frota, com responsabilidades claramente definidas para integração nuclear, combustível, portos, mão de obra e suporte durante todo o ciclo de vida.

ESTALEIRO NUCLEAR

A empresa também planeja desenvolver nos Estados Unidos um estaleiro dedicado à integração e ao ciclo de vida de sistemas nucleares, responsável pela instalação dos reatores, abastecimento inicial de combustível, testes, comissionamento, reabastecimento, retirada do combustível e suporte durante toda a vida operacional das embarcações.

Os cascos convencionais e os sistemas marítimos deverão ser construídos em estaleiros comerciais, aproveitando a capacidade de construção naval de países aliados. A estratégia permitirá acelerar a fabricação dos cascos enquanto os Estados Unidos concentram internamente as atividades especializadas de integração nuclear e suporte ao longo do ciclo de vida.

O presidente Trump deixou claro que a dominância energética americana e a força marítima caminham juntas”, afirmou Stephen Carmel, administrador da MARAD. “Esta estrutura garante que os Estados Unidos liderem o mundo com uma frota segura sob bandeira americana. A propulsão nuclear é uma oportunidade comercial importante, mas deve ser abordada como um sistema completo — seguro, protegido, licenciável e financiável.”

O anúncio ocorreu pouco antes do lançamento da iniciativa Atomic Technologies Licensed for Applications at Sea (ATLAS), da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). O programa busca apoiar a indústria marítima na avaliação do uso de pequenos reatores modulares para a propulsão de navios civis e para o fornecimento de energia offshore, em um contexto de busca por combustíveis alternativos e maior segurança energética no longo prazo. O lançamento ministerial da iniciativa da AIEA, sediado pelos Estados Unidos, está previsto para hoje (26) e amanhã (27), em Washington.

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