Eneva
NAO DELETAR

O IRÃ VOLTA A NEGAR QUE OS ESTADOS UNIDOS TENHAM CONTROLE DE ORMUZ E DIZ QUE ESTÁ EM ACORDO COM OMÃ POR SEU CONTROLE

Dia sim, o Presidente Donald Trump garante que o Estreito de Ormuz não tem mais minas e o barco iraniano que tentar colocá-las novamente será destruído, aparentando ter todo controle da região. Dia Não, o Irã afirma que os EUA devem aceitar integralmente seus termos antes que o Estreito de Ormuz possa ser reaberto sob o novo acordo. Hoje (26), o porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), Hossein Mohebbi, afirmou que o Estreito “pertence ao Irã e ao país de Omã e que os dois países chegaram a resultados aceitáveis ​​para ambos os lados.” As declarações dão conta que o Irã e Omã chegaram a um acordo sobre a parte de cada um  no Estreito de Ormuz e nas receitas provenientes dele, mas a vital via navegável não será reaberta se os EUA não aceitarem suas condições, afirmou a Guarda Revolucionária do Irã nesta quarta-feira. No entanto, uma fonte iraniana de alto escalão disse posteriormente  que um acordo entre o Irã e Omã sobre o Estreito de Ormuz ainda não foi finalizado, acrescentando que ambos os países ainda estavam trabalhando nos detalhes.

O Irã denunciou a tentativa dos EUA de isolar sua economia como um ato de “grave ilegalidade”, afirmando estar confiante de que muitos países não adeririam à campanha de pressão. Os preços do petróleo caíram pelo terceiro dia consecutivo, despencando mais de US$ 2 por barril e atingindo a mínima em duas semanas, após sinais de renovados esforços para buscar uma solução mediada para a guerra que começou em 28 de fevereiro com ataques dos EUA e de Israel contra o Irã. O preço do barril de petróleo Brent está sendo cotado em torno de US$ 87,20, enquanto o WTI está próximo de US$ 80,61.

O Irã e Omã  mantêm negociações intermitentes há semanas sobre o controle do tráfego pelo estreito, que movimentava um quinto das remessas globais de petróleo e gás natural liquefeito antes do início da guerra, em fevereiro. Desde então, a maior parte da navegação foi interrompida, elevando os preços globais da energia, enquanto Teerã e Washington tentam exercer controle sobre o canal, impondo bloqueios separados. “O Estreito de Ormuz pertence ao Irã e a Omã. Estamos em negociações com Omã há cerca de um mês e chegamos a resultados aceitáveis ​​para ambos os lados”, disse Hossein Mohebbi, em declarações publicadas pela mídia estatal iraniana.

A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) acusou os Estados Unidos de tentarem obstruir as negociações entre o Irã e Omã, afirmando que isso causou o atraso no acordo. “Se os Estados Unidos pararem de obstruir e retornarem ao acordo, poderemos abrir o Estreito de Ormuz dentro da estrutura do acordo alcançado… Se os Estados Unidos não aceitarem nossas condições, o Estreito de Ormuz não será aberto em nenhuma circunstância”, disse Mohebbi. Embora as hostilidades ativas entre os EUA e o Irã tenham diminuído consideravelmente nas últimas semanas, os esforços diplomáticos para alcançar um acordo de paz estão estagnados, e os contínuos ataques a navios significam que a passagem pelo Estreito de Ormuz permanece perigosa.

O Irã anunciou uma lista negra com 45 navios, numa aparente tentativa de impedir as transferências de carga entre navios utilizadas por produtores de energia do Golfo para contornar o bloqueio iraniano. Algumas empresas planejam deixar de usar as embarcações incluídas na lista negra, segundo fontes. Em um esforço para aumentar a pressão sobre a economia iraniana, os Estados Unidos ameaçaram, no início desta semana, punir os países que continuarem a fazer negócios com o Irã, mas afirmaram que não imporão sanções imediatamente. As sanções não incluíram instituições financeiras chinesas suspeitas de facilitar as exportações de petróleo do Irã, que foram interrompidas pelo bloqueio dos EUA.

Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários