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DE OLHO EM OPORTUNIDADES NO EXTERIOR, PETROBRÁS MANDA DELEGAÇÃO AO MÉXICO E ESTUDA NOVA LEGISLAÇÃO DA VENEZUELA

Os planos de internacionalização da Petrobrás ganharam novos capítulos. A presidente da companhia, Magda Chambriard, afirmou nesta terça-feira (12) que a estatal enviará delegações das áreas de refino e de exploração e produção de petróleo ao México para avaliar potenciais oportunidades de negócios em parceria com a estatal Pemex.

A nova visita de representantes da Petrobrás ao México ocorre poucas semanas após Chambriard ter visitado o país no mês passado. Na ocasião, a executiva se reuniu com a presidente do México, Claudia Sheinbaum. O novo encontro, marcado para o dia 13, contará com representantes dos segmentos de exploração e produção e de refino das empresas.

“Se a gente estiver produzindo óleo cru no México, se a gente puder refinar no próprio México e puder aproveitar o adicional de gás no próprio México, esse é o melhor dos mundos“, disse Chambriard. “E se a gente puder fazer isso ainda em benefício das sinergias possíveis entre a exploração, a produção e o refino, e a produção de gás e o processamento de gás no México, em benefício da Braskem, então essa será a cereja do bolo de todo esse esforço“, acrescentou.

Segundo Chambriard, a Petrobrás busca oportunidades para incorporar novas reservas de óleo e gás, vendo na parceria com a Pemex uma possibilidade relevante tanto para ampliar reservas quanto para gerar sinergias no aproveitamento de óleo e gás. A executiva afirmou ainda que o lado mexicano do Golfo do México apresenta potencial em campos maduros e avaliou que o cenário ideal seria produzir petróleo no país e destinar esse óleo ao refino no próprio México. Ela acrescentou ainda que o aproveitamento de gás natural e oportunidades na área petroquímica também fazem parte das análises da estatal.

AVALIAÇÃO SOBRE VENEZUELA 

Sobre a Venezuela, Chambriard afirmou que a Petrobrás ainda não tomou uma decisão definitiva sobre uma eventual atuação no país e que, neste momento, o foco da companhia está em analisar as condições atuais do mercado venezuelano e compreender os impactos da nova legislação do setor de petróleo e gás aprovada recentemente. A executiva lembrou que o país operou até pouco tempo atrás sob um regime de isenções e que o novo marco regulatório ainda está sendo avaliado pela estatal brasileira.

Em um primeiro momento, entendia-se que, para operar em solo venezuelano, precisaríamos atuar por meio de uma empresa constituída nos Estados Unidos — o que, no nosso caso, seria via Petrobras America. Contudo, recebemos informações muito recentes de que essa exigência pode não ser mais necessária. Ao que parece, há uma lista de empresas vetadas na qual as companhias brasileiras não se enquadram. Portanto, estamos buscando clareza sobre esses pontos”, detalhou.

Chambriard acrescentou que a Petrobrás já realizou estudos sobre ativos venezuelanos em anos anteriores e, por isso, a companhia já possui uma avaliação preliminar sobre oportunidades no país. Segundo ela, os próximos passos envolvem aprofundar o entendimento sobre a nova legislação e sobre as regras de isenção em vigor, para definir de que maneira a estatal poderia atuar na Venezuela de forma alinhada aos interesses da empresa, do Brasil e do próprio país vizinho.

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