NAO DELETAR
HMFLOW

DEPOIS DE 30 HORAS INCÊNDIO, O PORTA AVIÕES GERALD FORD DEIXA A GUERRA DO IRÃ E SEGUE PARA REPAROS NA ILHA DE CRETA

O Gerald Ford, o maior porta-aviões do mundo, está atualmente no Mar Vermelho indo em direção à Baía de Souda, na ilha grega de Creta, para fazer reparos em consequência de um incêndio que demorou 30 horas para ser debelado. Ele é o mais novo da frota americana. O navio de guerra esteve em missão por nove meses, incluindo operações contra a Venezuela no Caribe, antes de chegar ao Oriente Médio. Ainda não se sabe a extensão dos danos e nem quanto tempo será necessário para os reparos. Um dos oficiais disse que quase 200 marinheiros receberam tratamento para ferimentos relacionados à fumaça quando o incêndio começou na lavanderia principal do navio. O fogo levou horas para ser controlado e afetou cerca de 100 beliches. Um militar foi retirado do navio por helicóptero devido aos ferimentos, disse o oficial.

O Pentágono ainda não se pronunciou sobre este incidente. Após  incêndio ser controlado, os militares  afirmaram que não houve danos ao sistema de propulsão do navio e que o porta-aviões estava totalmente operacional. Os Estados Unidos realizaram ataques contra mais de 7.000 alvos desde que iniciaram as operações contra o Irã em 28 de fevereiro. O porta-aviões USS Ford, com mais de 5.000 marinheiros a bordo, possui mais de 75 aeronaves militares, incluindo caças como o F-18 Super Hornet. O Ford conta com um sofisticado radar que auxilia no controle do tráfego aéreo e na navegação.

Não há informações ainda sobre quais navios militares permaneceram do teatro de combate. O Ford é acompanhado pelos seguintes navios de guerra e apoio: o cruzador de mísseis guiados da classe Ticonderoga, Normandy, e os destróieres de mísseis guiados da classe Arleigh Burke, Thomas Hudner, Ramage, Carney e Roosevelt, incluem capacidades de guerra superfície-ar, superfície-superfície e antissubmarino.

NOVOS ATAQUES A INFRAESTRUTURAS E PETRÓLEO A US$ 110

A guerra no Oriente Médio continua escalando, sem sinais aparentes de arrefecimento. O Irã lançou mísseis contra alvos no Catar e na Arábia Saudita, além de ameaçar instalações de petróleo e gás em toda a região do Golfo. A estatal QatarEnergy informou que a cidade industrial de Ras Laffan, um dos principais polos energéticos do Catar, sofreu “danos extensos” após ser atingida. Já a Arábia Saudita declarou ter interceptado quatro mísseis balísticos direcionados a Riad, além de um ataque com drone contra uma instalação de gás no leste do país.

O aumento das tensões no Oriente Médio impulsionou os preços do petróleo no mercado internacional. Os contratos futuros do Brent avançaram 7,41%, alcançando US$ 111,08 por barril após o fechamento, enquanto o WTI registrou alta de cerca de 3,75%, a US$ 99,82. O movimento reflete a preocupação dos investidores com possíveis interrupções no fornecimento global, diante das ameaças do Irã a países como Emirados Árabes Unidos e outros produtores estratégicos da região.

Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários