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DEPOIS DE INCORPORAR A VITAL AMBIENTAL A ORIZON PASSA A SER RESPONSÁVEL POR 35% DOS RESÍDUOS RECICLADOS NO PAÍS

A Orizon concluiu a incorporação da Vital Engenharia Ambiental, operação que dá origem à uma grande empresa de valorização de resíduos da América Latina. A complementaridade entre as duas empresas será responsável por cerca de 35% de todo o resíduo destinado corretamente no Brasil, com volume anual de 14,5 milhões de toneladas. Ao todo, a Orizon ampliará sua presença para atender a aproximadamente 40 milhões de pessoas, fortalecendo sua atuação em soluções de gestão, tratamento, destinação e valorização de resíduos, em linha com a agenda de economia circular e transição energética justa do país.  A nova companhia nasce com uma agenda concreta de crescimento, sustentada por projetos já em andamento e contratos de longo prazo. No biometano, por exemplo, a Orizon já conta com duas plantas em operação e avança com mais sete plantas em construção, com o início de operação nos próximos 18 meses, consolidando essa frente como um dos principais motores de expansão da companhia.

A operação fortalece a Orizon em sua missão de transformar um problema comum às cidades, o lixo, em recursos estratégicos para a economia circular e a transição energética. Nos Ecoparques da Orizon, os resíduos deixam de ser apenas um passivo ambiental e passam a ser transformados em biogás, biometano, energia elétrica, materiais recicláveis, combustível derivado de resíduos (CDR), fertilizantes orgânicos e créditos de carbono. “Mesmo com os avanços do Marco do Saneamento, o Brasil ainda convive com mais de 3 mil lixões, uma realidade que gera impactos ambientais, sociais e de saúde pública. A incorporação da Vital amplia nossa capacidade de oferecer soluções em escala para apoiar municípios na superação desse desafio, transformando resíduos em valor, energia renovável e desenvolvimento”, afirma Milton Pilão, CEO da Orizon.

O impacto social, ambiental e econômico da operação se reflete na atuação de 30 Ecoparques distribuídos por 15 estados, com geração de aproximadamente 15 mil empregos diretos, impulsionando o desenvolvimento nas regiões em que a companhia está presente. A capilaridade da operação combinada de Orizon e Vital se traduz em um amplo alcance de atendimento: são quase 300 cidades de médio e grande porte e mais de 430 clientes industriais. A incorporação também fortalece a posição da companhia como uma das principais infraestruturas de descarbonização do país, ao transformar resíduos urbanos em energia renovável, combustíveis de baixo carbono e atributos ambientais capazes de apoiar a redução de emissões de diversos setores da economia. Esse trabalho de destinação adequada, aproveitamento energético e recuperação de materiais se traduz em cerca de 6,5 milhões de tCO₂e em emissões evitadas por ano. Parte desse esforço já é certificada na forma de aproximadamente 4,3 mil tCO₂ e em créditos de carbono gerados, cada um equivalente a uma tonelada de CO₂ que deixou de ser emitida — permitindo que empresas compensem suas próprias pegadas e reforçando o papel da companhia na transição para uma economia de baixo carbono.

Além do avanço em biometano, o portfólio ampliado reforça a estratégia da Orizon de transformar resíduos em diferentes formas de valor. Nesse contexto, ganha ainda mais relevância a URE Barueri, ativo que já integra o portfólio da companhia e representa uma das frentes mais inovadoras da agenda de recuperação energética. A URE Barueri, Primeira Unidade de Recuperação Energética da América Latina, é fruto de uma Parceria Público-Privada de 30 anos com o município de Barueri (SP) e tem a Sabesp como sócia, com 20% de participação. A unidade transforma resíduo sólido urbano em energia limpa por meio da tecnologia Waste to Energy. Com conclusão prevista para o primeiro semestre de 2027, terá capacidade para processar 870 toneladas de resíduos por dia e gerar 20 MW de energia renovável, o suficiente para abastecer cerca de 75 mil residências. “A transação adiciona ganho de eficiência, previsibilidade de caixa e receitas de longo prazo, ao mesmo tempo em que acelera uma agenda de crescimento orgânico que já está em execução, apoiada por uma cultura de excelência operacional e pela ampliação contínua do nosso portfólio de soluções“, avalia o CEO.

 Se, no plano de crescimento, o biometano representa uma das principais avenidas de expansão da Orizon, do ponto de vista energético ele consolida o papel da companhia na transição para uma matriz mais limpa. Com a integração dos ativos, a empresa amplia sua relevância nesse mercado e passa a responder por cerca de 30% da capacidade autorizada de produção de biometano a partir de resíduos sólidos urbanos no Brasil, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Produzido a partir da captura, purificação e conversão do metano originado da decomposição de resíduos, o biometano se afirma como um combustível estratégico para a descarbonização do país. Com capacidade potencial de produção de 2 milhões de m³/dia, promovendo a descarbonização de diversos tipos de setores como: logístico, industrial e de mobilidade urbana, sendo capaz de substituir, por exemplo, o diesel de cerca de 10% da frota de ônibus nacional. A companhia alcança um novo patamar operacional e se posiciona como uma das principais protagonistas da transição energética no Brasil.

O biometano reduz em até 99,7% as emissões de CO₂ em comparação ao diesel, de acordo com referências do FGV/GHG Protocol, e diminui em até 85% as emissões de poluentes associados à piora da qualidade do ar e a impactos na saúde respiratória nos grandes centros urbanos. “A produção nacional de biometano também contribui para maior estabilidade de custos frente às oscilações internacionais do petróleo e do dólar. Em um país que ainda importa cerca de 25% a 30% do diesel que consome, ampliar a oferta de um combustível brasileiro, renovável e produzido a partir de resíduos é uma agenda estratégica de segurança energética. Estamos prontos para atender a uma demanda estrutural crescente na indústria, no transporte pesado e na mobilidade urbana”, destaca Pilão. Com a operação, o valor de mercado da companhia passa de R$ 7 bilhões para R$ 10,7 bilhões, consolidando uma plataforma com receita bruta acima de R$ 4 bilhões. O EBITDA atinge R$ 1,3 bilhão, ante R$ 480 milhões, e o lucro líquido passa de R$ 70 milhões para R$ 439 milhões. A transação fortalece a estrutura de capital da nova companhia, que passa a operar com menor alavancagem e maior flexibilidade financeira para seguir consolidando o setor através de aquisição de aterros sanitários, visando aumentar a sua base de resíduos sob gestão.

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