DESAPARECIDA DO NOTICIÁRIO POR CAUSA DA GREVE DO IRÃ, CUBA PERMANECE NO MODELO “DESESPERO” E NO ESCURO
Depois do início da guerra com o Irã, as preocupações americanas com Cuba ficaram um pouco escanteadas, mas ainda sem solução. O tempo, pelo jeito, só está passando mais rápido para os líderes perversos da ditadura sanguinária cubana. Um deles, respondendo pela presidência, Miguel Díaz-Canel, uma espécie de estagiário de Raul Castro, que mesmo aos 94 anos, ainda manda e desmanda na ilha. Ele afirmou que seu governo deve se concentrar “imediatamente” na implementação de transformações urgentes no modelo econômico e social da ilha, à medida que as reservas de petróleo diminuem. Os comentários feitos durante uma reunião do Conselho de Ministros surgem num momento em que Cuba sente o impacto do bloqueio e no recebimento da Venezuela, após o ataque dos Estados Unidos em Caracas. No dia 3 de janeiro
“Precisamos nos concentrar, imediatamente, na implementação das transformações urgentes e mais necessárias que devem ser feitas no modelo
econômico e social”, disse Canel à mídia estatal. Segundo ela, Díaz-Canel afirmou que os esforços para transformar o modelo econômico e social de Cuba estão ligados à autonomia empresarial e municipal, bem como à reestruturação do aparato estatal, do governo e das instituições, entre outros fatores. Segundo a mídia estatal, ele pediu aos municípios que gerenciassem questões como investimento estrangeiro direto; parcerias econômicas entre os setores público e privado; e investimentos com cubanos residentes no exterior.
O primeiro-ministro Manuel Marrero Cruz afirmou que as prioridades de Cuba estão focadas na produção de alimentos e em mudanças na rede elétrica da ilha, visto que persistem graves apagões e interrupções no fornecimento de combustível. O ministro
de Energia e Minas, Vicente de la. o Levy, foi citado pela mídia estatal dizendo que o progresso no desenvolvimento de uma estratégia de transição pelos municípios ainda é lento, apesar da distribuição de painéis solares para médicos, professores e crianças. Ele afirmou que os municípios precisam de uma estratégia de sustentabilidade que dependa de seus próprios recursos.
No mês passado, Cuba implementou medidas austeras de economia de combustível incluindo a suspensão de alguns transportes públicos e a transferência das aulas para o formato online. Na semana passada, o Departamento do Tesouro dos EUA flexibilizou ligeiramente as restrições à venda de petróleo venezuelano para Cuba, mas apenas para entidades privadas, com proibição de entrega ao governo cubano. Pelo andar da carruagem, a crise energética e econômica da ilha ainda deverá persistir. Além dos problemas energéticos, Cuba enfrenta um aumento acentuado nas sanções americanas, que privaram a ilha de quase US$ 8 bilhões em receitas entre março de 2024 e fevereiro de 2025, uma perda quase 50% maior em comparação com o período anterior, segundo estatísticas do governo.

publicada em 3 de março de 2026 às 17:30 




