NAO DELETAR
HMFLOW

DITADURA CUBANA REAGE ÀS DENÚNCIAS DE MARCO RUBIO CONTRA CUBA COM BRAVATAS, IMITANDO LULA, E ACUSA O SECRETÁRIO AMERICANO DE CORRUPÇÃO

O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, acusa Cuba de liderar uma campanha de “espionagem e subversão” contra os Estados Unidos ao longo das últimas sete décadas, com base em um relatório de mais de 100 páginas elaborado pelo Departamento de Estado norte-americano. O documento intensifica a pressão da gestão Donald Trump sobre o governo cubano em meio à crise econômica enfrentada pela ilha. O relatório também cita o Brasil de Lula, do PT, do Foro de São Paulo e envolve as ligações cubanas e brasileiras com o Hamas, o Hezbollah, Irã, China e Rússia.

O relatório aponta Espionagem e Infiltração e afirma que Cuba se infiltrou nos “mais altos escalões” do governo norte-americano, recrutou gerações de ativistas e apoiou o que define como grupos terroristas de esquerda. Diz que é uma Guerra de Desgaste.  Segundo o texto, Havana aperfeiçoou um modelo de “guerra de desgaste prolongada”, utilizando sabotagem e redes de aliados para tentar desestabilizar os EUA.  O documento detalha a atuação do regime cubano em diversos países das Américas, incluindo menções ao Brasil, relacionando a influência da ilha a eventos políticos recentes no continente, apontando uma Ameaça Regional. O chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, classificou o documento como uma “falácia”. Ele afirmou que o relatório serve como pretexto para manter o embargo econômico e promover uma possível agressão militar contra a ilha. O governo Trump tem mantido um discurso agressivo em relação a Havana. Após a prisão do ditador sanguinário Nicolás Maduro, na Venezuela, os EUA impuseram um bloqueio de petróleo a Cuba, agravando a situação energética e econômica no país caribenho.

GUERRA DE DESGASTE

O triunfo da Revolução Cubana em 1959 foi inicialmente saudado por Washington, mas o contexto da Guerra Fria logo frustrou qualquer tentativa de relações pacíficas. Washington rapidamente impôs sanções ao novo regime liderado por Fidel Castro e seu irmão Raul Castro (esquerda), que nacionalizaram empresas americanas,  estreitando laços com Moscou e o bloco comunista. O governo dos EUA orquestrou várias tentativas de assassinato contra Castro e, em contrapartida, Havana acolheu, treinou e apoiou movimentos guerrilheiros no Terceiro Mundo, especialmente na América Latina e no Caribe. O relatório do Departamento de Estado reconhece que “Havana nunca teve capacidade para derrotar os Estados Unidos em um conflito armado convencional. Em vez disso, os cubanos aperfeiçoaram um novo modelo para uma guerra de desgaste prolongada, organizada em torno de espionagem, infiltração, sabotagem, redes de aliados e uma infraestrutura revolucionária concebida para colocar os Estados Unidos contra si mesmos”.

Base americana de Guantanamo

Essas novas acusações do Departamento de Estado resumem anos de relatórios dos serviços de inteligência dos EUA, que também estiveram por trás de operações como a fracassada invasão da Baía dos Porcos, em Cuba, em abril de 1961. Os Estados Unidos combateram a influência cubana na América Latina com sua própria guerra secreta. O relatório não anuncia novas sanções ou medidas concretas, embora detalhe uma longa lista de acusações contra organizações americanas ainda ativas, como a Rede Nacional sobre Cuba (NNOC, na sigla em inglês).

Marco Rubio, de ascendência cubana, liderou um encontro internacional na semana passada para combater   o ressurgimento do terrorismo político que, segundo o governo Trump, é dominado pela extrema esquerda. O Departamento de Estado contabilizou oficialmente a presença de 66 países em uma  reunião em Washington, onde Cuba foi mais uma vez denunciada como um Estado “patrocinador do terrorismo”. Rubio acredita que esse “terrorismo de extrema esquerda” tornou-se novamente a principal ameaça violenta não estatal em todo o mundo, após os ataques de 11 de setembro de 2001 e as mais de duas décadas de jihadismo. “O ataque de Cuba aos Estados Unidos nunca foi, em essência, uma disputa sobre política econômica, soberania ou mesmo a posse de um território específico. Foi uma revolução contra a própria civilização ocidental”, afirma o relatório.

A REAÇÃO CUBANA

O regime cubano rejeitou o relatório dos EUA sobre espionagem imitando Lula e as suas bravatas contra o governo dos Estados Unidos, chamando Marco Rubio de “ladrão” e “corrupto”. Bruno Rodríguez afirma que Washington está buscando um “pretexto” para manter a pressão sobre Havana e acusa Marco Rubio de promover uma possível agressão militar. O presidente Miguel Díaz-Canel reagiu com uma mensagem na qual rejeitou o documento e lançou acusações contra o secretário de Estado Marco Rubio. “O ladrão pensa que todos são como ele“, descrevendo a reportagem como uma iniciativa promovida por “um dos funcionários mais corruptos da atual administração“, referindo-se ao secretário de Estado Marco Rubio, lembrando  as bravatas de Nicolás Maduro e de Lula contra o Presidente Donald Trump. O ditador cubano teve, no entanto, o cuidado de não nomear Rubio. Já Rubio acusou  Canel de ter “comprovadas ligações com narcotraficantes e terroristas na Flórida.”  No Brasil, Lula disse que  Rubiose quiser interferir na eleição beneficiando meu adversário, abra um comitê político para ele.”

Em sua publicação, Canel também analisou algumas das acusações históricas feitas por Havana contra os EUA, incluindo a suposta introdução de doenças, ataques, ações terroristas e tentativas de assassinato contra Fidel Castro, além de insistir que o embargo constitui um ato de “dimensão genocida”. O ditador  também afirmou que o regime cubano “nunca agiu para prejudicar o povo americano” e alegou que o relatório faz parte de um suposto “neo-macartismo transnacional” que busca justificar novas ações contra Havana. O ministro das Relações Exteriores do regime, Bruno Rodríguez, também rejeitou  o relatório e afirmou que faz parte da “construção de um pretexto” para manter a política de pressão econômica contra Havana. De acordo com Rodríguez, Washington pretende justificar sua “guerra econômica” contra a ilha e alimentar uma suposta aspiração de “atacar militarmente Cuba“, enquanto acusa Rubio de responder apenas aos “interesses daqueles que sempre o financiaram”.

Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários