ELETRONUCLEAR PROPÕE AMPLIAR ARMAZENAMENTO DE COMBUSTÍVEL USADO ENQUANTO REPOSITÓRIO NACIONAL NÃO SAI DO PAPEL
Enquanto o Brasil não tira do papel o projeto de seu depositório definitivo para combustíveis nucleares usados, a Eletronuclear estuda alternativas para otimizar a capacidade de armazenamento de rejeitos radioativos de baixo e médio níveis de radiação gerados pelas usinas nucleares de Angra dos Reis.
Os detalhes foram discutidos nesta semana durante de representantes da empresa com a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN). Técnicos da Eletronuclear apresentaram alternativas para otimizar e, eventualmente, ampliar o uso das estruturas atualmente disponíveis para armazenamento dos rejeitos. O objetivo é garantir a continuidade das operações das usinas nucleares e manter os padrões de segurança exigidos pelo setor.

Eletronuclear dispõe de infraestrutura para armazenamento a seco (UAS) de material irradiado na Central Nuclear de Angra, além de piscinas de armazenamento
A iniciativa busca assegurar condições adequadas para o gerenciamento desses materiais enquanto o projeto do Centro Tecnológico Nuclear e Ambiental (CENTENA), considerado estratégico para a destinação de rejeitos radioativos no país, segue sem cronograma definido para implantação. Segundo a empresa, o empreendimento ainda não possui projeto executivo concluído nem iniciou seu processo de licenciamento.
A Diretoria de Instalações Radiativas e Controle (DIRC) da ANSN será responsável por avaliar as propostas com base no arcabouço regulatório vigente. A autoridade ressaltou, porém, que a eventual implementação das medidas exigirá um esforço técnico significativo, incluindo análises de segurança, ajustes operacionais e revisões em procedimentos de licenciamento.
Segundo a ANSN, embora não seja necessária uma alteração estrutural nas normas atualmente em vigor, o processo demandará trabalho intensivo tanto da operadora quanto do órgão regulador, com acompanhamento rigoroso para garantir a conformidade com os requisitos de segurança nuclear e proteção radiológica.

publicada em 3 de junho de 2026 às 18:30 






Que vergonha! Provavelmente já gastamos mais de cem bilhões de reais com atividades nucleares estatais nos 50+ anos que labutamos no assunto, construimos com este dinheiro duas usinas nucleares e deixamos de construir uma meia dúzias de outras, não equacionamos solução para o rejeito de alta atividade, os combustíveis irradiados, que permanecem em Itaorna precária e temporariamente e até mesmo para o rejeito de média e baixa atividades (bem mais fácil de equacionamento) , objeto deste artigo. Este padece de uma solução definitiva, digna e limpa. Estamos enchendo a “caixa de gordura” nuclear sem que seu conteúdo tenha pra onde… Leia mais »