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POR PRESSÃO AMERICANA OS CARTÕES VISA E MASTECARD DEIXARÃO DE OPERAR EM CUBA A PARTIR DO PRÓXIMO SÁBADO

O Banco Central de Cuba (BCC) anunciou nesta  quarta-feira (3) que, a partir do próximo sábado, 6 de junho, os cartões VISA e Mastercard deixarão de funcionar na ilha, após o banco estrangeiro que prestava o serviço de intermediação ter anunciado o rompimento com a instituição financeira do conglomerado empresarial militar, GAESA,  que está sob sanções dos Estados Unidos.  Em um comunicado   compartilhado nas redes sociais pelo jornalista pró-governo Lázaro Manuel Alonso, o banco informou que “em 2 de junho, recebeu uma comunicação do banco estrangeiro, que processa transações em Cuba usando Visa e Mastercard, para encerrar seu relacionamento com a Fincimex SA“.

O BCC enfatiza que a decisão “está diretamente relacionada à Ordem Executiva nº 14404, de 1º de maio, emitida pelo Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, como parte de sua estratégia de sufocamento contra o povo de Cuba“. A ordem adverte que empresas estrangeiras com negócios em Cuba ligados à GAESA devem dissolvê-los até 5 de junho, caso contrário, poderão sofrer sanções dos EUA. A Fincimex é o braço financeiro do monopólio militar responsável pela gestão de remessas, cartões de débito e crédito e processamento de pagamentos internacionais.

“Como resultado dessa decisãoCuba fica impossibilitada de receber receitas da venda de bens e serviços por meio de cartões de crédito reconhecidos internacionalmente, como Visa e Mastercard “, diz o comunicado. “O banco estrangeiro anunciou que, a partir de 6 de junho, data em que a medida do império entra em vigor, torna-se ilegal e impossível continuar com a execução dos acordos com a entidade cubana”, acrescenta.

Aos 95 anos, Raul Castro ainda é a palavra do poder em Cuba

O BCC destaca que os meios que permanecem operacionais em Cuba para pagamentos em moeda estrangeira são os cartões pré-pagos 100% nacionais (Clásica e Tropical) e os cartões internacionais Mir, da Rússia, e UnionPay, da China.

O dólar americano atingiu um novo recorde no mercado informal, à medida que a crise econômica, os apagões e a escassez de moeda estrangeira no regime se agravam: 600 pesos. O valor, registrado pela Taxa Representativa do Mercado Informal (TRMI), elaborada diariamente pelo veículo de comunicação independente  El Toque, representa um aumento de cinco pesos em relação ao dia anterior e culmina uma escalada que se intensificou nas últimas semanas. Entretanto, a taxa de câmbio oficial fixada pelo Banco Central de Cuba (BCC) permanece abaixo dos valores reais de mercado, sendo igualmente inacessível para a maioria dos cubanos. O dólar está oficialmente cotado a 524 pesos. A diferença entre as duas taxas reflete a incapacidade do Estado de atender à demanda por moeda estrangeira e a crescente desconfiança da população na moeda nacional.

A medida interrompe um dos principais fluxos de moeda estrangeira para os cofres de Havana. O regime cubano vende produtos em moeda estrangeira a preços exorbitantes em sua rede de lojas, aceitando pagamentos com cartão ou dinheiro, embora os habitantes da ilha recebam seus salários em pesos. Os dólares que entram no país vêm principalmente de remessas de emigrantes, que recarregam esses cartões. Para lembrar, a GAESA é um conglomerado financeiro comandado pelos líderes da ditadura cubana, que é responsável por toda transação feita em dólar na ilha. Parte do valor arrecadado irriga contas secretas desses líderes no Panamá. A GAESA foi criada e fundada por Raul Castro, irmão de Fidel Castro.

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