ENBPAR NÃO EXERCERÁ DIREITO DE PREFERÊNCIA NA VENDA DE AÇÕES DA AXIA NA ELETRONUCLEAR
A Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar) decidiu não exercer o direito de preferência na operação de venda da participação acionária da Eletronuclear atualmente detida pela Axia Energia para a Âmbar Energia, empresa ligada ao grupo J&F.
A decisão foi formalizada em ofício encaminhado à antiga Eletrobras na semana passada, conforme noticiado hoje (23) pelo Valor Econômico. No documento, a ENBPar solicita que a Axia providencie o registro oficial da renúncia de seus representantes aos assentos que ocupam no conselho de administração da Eletronuclear.
A estatal também requer a adesão integral da J&F ao acordo de investimentos da Eletronuclear. O ofício é assinado por Gustavo Manfrim, presidente do conselho de administração da ENBPar.
Em outubro do ano passado, a Âmbar Energia firmou contrato para adquirir a totalidade da fatia detida pela Axia — antiga Eletrobras — na Eletronuclear. Avaliada em R$ 535 milhões, a transação marca a entrada da Âmbar no capital da companhia e abre novas perspectivas para o setor, com a incorporação de um sócio privado que pode contribuir para o reequilíbrio financeiro da Eletronuclear.

publicada em 23 de fevereiro de 2026 às 16:00 






Espera-se que o capital privado na Eletronuclear contribua para decisões que elevem os fatores de capacidade das usinas Angra 1 e 2, principalmente reduzindo prazos de parada para recarregamento, em particular Angra 2, que não deveria exceder 25 dias para recarregamento. Adicionalmente que ações sejam tomadas para ampliar os ciclos de operação continua para 18 meses, assim reduzindo o número de paradas para recarregamento. Em conjunto tais medidas podem reduzir a perda de geração (e de faturamento) em aproximadamente te 30%. Fator de capacidade de 90% é possível e desejado, ciclos de 18 meses são comuns na indústria, de 12… Leia mais »
Também cabe à Eletronuclear a visão de longo prazo nuclear. Nova tecnologia, a melhor não a mais política, usinas passivas, mais seguras, modulares, com menores custos de EPC, novos sítios nucleares, mais viáveis e com menores riscos, planejamentos de longo prazo, quer na construção de novas usinas, como em manutenções de grande porte, gestão do rejeito radioativo, preservação e ampliação do conhecimento nuclear, equilíbrio financeiro e busca do lucro, informação do público e dos políticos sobre os potenciais nucleares, irradiação dos valores, visões e princípios nucleares, tipicamente de altíssimos níveis, para o resto da cadeia nuclear baseado na sua grande… Leia mais »
Vejamos o caso de Angra 1, no momento operando com carga reduzida em 25% para ajustar seu período de recarregamento. Um absurdo perdulário e uma complacência lesa pátria. Planejamentos de usinas nucleares se faz com anos de antecedência, com objetivo de reduzir o número e o prazos de paradas para recarregamentos e operar longos ciclos a 100% sem interrupções. No momento fazemos o contrário, 50+ dias de parada em Angra 2, usina alemã que os alemães paravam entre 14 e 17 dias, e para compensar operamos Angra 1 com carga reduzida, pois deixar de gerar eletricidade é um “must”, num… Leia mais »