ESTADOS UNIDOS MIRA QUADRUPLICAR CAPACIDADE NUCLEAR E PREVÊ AVANÇAR COM QUATRO NOVOS MICRORREATORES ATÉ JULHO
Com a visão de que segurança energética é segurança nacional, o governo dos Estados Unidos está apostando na fonte nuclear para garantir um fornecimento de energia contínuo e estável. O país deve avançar, no segundo semestre, na implantação de novos microrreatores, segundo revelou a estrategista sênior para inovação nuclear no Departamento de Estado dos EUA, Kirsten Cutler, durante um painel de debates no Nuclear Summit 2026, no Rio de Janeiro.
“Até 4 de julho, Dia da Independência, teremos de três a quatro microrreatores atingindo criticidade”, detalhou. Para lembrar, um reator nuclear atinge a criticidade quando entra em um estado de reação em cadeia autossustentada. É considerado um marco crucial na implementação de empreendimentos atômicos.
Kirsten lembrou que o governo dos Estados Unidos tem a meta de quadruplicar a capacidade nuclear, com um acréscimo de 300 gigawatts até 2050, alcançando 400 GW de capacidade instalada. O país também afirma estar avançando no enriquecimento do combustível nuclear, além de analisar o reprocessamento e a reciclagem. “Portanto, ao longo de todo o ciclo do combustível, estamos avançando com força”, declarou.
Ela também apontou que a energia nuclear está sendo impulsionada pela demanda das grandes empresas de tecnologia — Amazon, Meta e Google — que já firmaram acordos relacionados à fonte. “Essas empresas reconhecem que sua competitividade depende de ter esse fornecimento seguro de energia, e a indústria de petróleo e gás também está muito interessada”, pontuou.
Kirsten afirmou acreditar que os pequenos reatores modulares (SMRs) dos Estados Unidos terão um papel importante para ajudar países a atingir seus objetivos de segurança energética e desenvolvimento econômico.
“Esses SMRs não são apenas menores; eles são mais seguros, mais inteligentes e mais adaptáveis do que as tecnologias anteriores. E eles podem fornecer não apenas, como já sabemos e foi discutido, eletricidade para sustentar tecnologias do futuro, como a IA”, concluiu.

publicada em 24 de março de 2026 às 14:00 





O Brasil precisa multiplicar por três nossa geração média de eletricidade. Então atingiremos cerca de 30 mil dólares de PIB per capita, o equivalente a Portugal hoje, destino de nossa diáspora. Ou seja, precisamos escala. A economia de escala estabelece que custos diminuem com grandes produções. Se agregarmos escala aos grandes reatores, como o AP1000, teríamos o melhor dos mundos, escala e menores custos, na construção e na operação. Precisamos de centrais com múltiplos reatores grandes, aliás como US, China, França, Coreia do Sul, etc fizeram com pleno sucesso. Não me deixa mentir a frota de reatores antigos dos EUA,… Leia mais »