PROJETO BRASILEIRO DE MICRORREATOR ESTÁ PERTO DE ENTRAR EM NOVA ETAPA E PODE TER INÍCIO DE TESTES EM MEADOS DE 2027
O projeto do microrreator brasileiro, liderado pela Diamante Geração de Energia, em parceria com a INB (Indústrias Nucleares do Brasil) e a startup Terminus, está próximo de avançar. Ao Petronotícias, o gerente de P&D da Terminus, Adolfo Braid, afirmou que o próximo passo será iniciar os trabalhos técnicos do projeto. Ele espera que os primeiros testes da chamada “unidade crítica” (reator de potência muito baixa usada para testes) poderão acontecer em meados do próximo ano, a depender do avanço do licenciamento.
“Nós estamos finalizando os contratos com as Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs). Os recursos da Finep e da Diamante já estão depositados nas contas do projeto, e estamos nessa fase de iniciar os pagamentos para começar os trabalhos técnicos. Agora é o grande início, e as coisas estão começando a andar”, disse Braid após participar de um painel de debates no evento Nuclear Summit 2026, no Rio de Janeiro.
Ao todo, nove ICTs, incluindo universidades federais, estão envolvidas no projeto. A iniciativa contará com financiamento de R$ 30 milhões da Finep. A proposta é construir, no Instituto de Engenharia Nuclear (IEN/CNEN), um reator de potência muito baixa, suficiente para sustentar a reação nuclear em cadeia de forma controlada, da ordem de 100 W. Nesse equipamento, também chamado de unidade crítica, será possível aferir parâmetros neutrônicos importantes e validar modelos teóricos.
“Lógico que ainda dependemos da licença para implantar a unidade crítica, mas já avançamos bastante. Tudo indica que, dependendo do andamento do licenciamento junto à Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), até o meio do ano que vem vamos conseguir entregar a unidade crítica para o IEN iniciar os testes”, detalhou Braid.
O executivo lembrou que 68% dos municípios brasileiros têm menos de 20 mil habitantes. Um microrreator de 5 megawatts elétricos, por exemplo, poderia abastecer cerca de 5 mil habitantes. “Então veja: com a combinação de um a quatro microrreatores, seria possível atender municípios com menos de 20 mil habitantes”, afirmou.
Na unidade crítica a ser desenvolvida, será verificado o funcionamento dos diversos sistemas do reator, além da realização de experimentos para analisar seu comportamento em diferentes condições, incluindo simulações de falhas e o aprimoramento dos sistemas de segurança. A unidade crítica oferece um ambiente controlado e seguro para pesquisa, desenvolvimento, testes e treinamento.

publicada em 24 de março de 2026 às 15:00 





100 watts de potencia, fazemos isso em reatores de pesquisa há 50 anos. Com 200+ milhões de habitantes, 8,5 milhões de km2, renda per capita de 400 dólares ao mês, precisamos colocar zeros à direita. De tudo, à potência do reator, ao número de reatores e à renda per capita.
O senhor tem razão, mas acredito que eles tem um motivo para isso, não pretendem usar material muito enriquecido, fazendo com que tenha menos burocracia.