ESTUDANTES DO INSTITUTO MAUÁ DE TECNOLOGIA DESENVOLVERAM UM NANOSSATÉLITE PARA DETECTAR MACHAS DE ÓLEO NO OCEANO EM TEMPO REAL

O Brasil que todos queremos ver: estudantes do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT) desenvolveram um nanossatélite funcional, projetado para detectar manchas de óleo no oceano, identificar embarcações próximas e contribuir com a identificação dos possíveis agentes poluidores. O projeto é coordenado pelo professor Fernando Martins, da Divisão de Eletrônica e Telecomunicações e contou com a presença de três alunos. Um de Engenharia Eletrônica e dois de Ciência da Computação, que atuaram em todas as etapas técnicas, da modelagem do equipamento aos sistemas embarcados. O satélite foi concebido com o objetivo de monitorar eventos ambientais críticos. Para isso, utiliza câmera de imagem, algoritmos de detecção e processamento embarcado que permitem identificar, em tempo quase real, tanto a presença de óleo no mar quanto os navios que estariam relacionados ao vazamento. “Nosso propósito é fornecer uma solução tecnológica criada por estudantes para apoiar a sociedade na identificação de eventos de poluição marítima e seus responsáveis“, explica o professor Fernando, que é o gerente da Divisão de Eletrônica e Telecomunicações do Centro de Pesquisas do Instituto Mauá de Tecnologia.

“Estamos muito satisfeitos com o desempenho do nosso time. Trata-se de um projeto totalmente executado por estudantes, com alto rigor técnico, que mostra a capacidade da Mauá de integrar Engenharia, Computação e Telecomunicações em soluções reais. Desempenhamos competências em IA, Eletrônica e softwares embarcados, bem como a integração com a estrutura mecânica e com a estação rádio base do Smart Campus Mauá,” destaca Martins. O projeto passou por missões rigorosas que simulam cenários reais de operação espacial como os testes de vibração (simulando o lançamento no foguete) e ciclo térmico (simulando as condições de temperatura em órbita). O desempenho do nanossatélite foi apresentado em um evento latino-americano de pequenos satélites sediado no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos, evento chamado CubeDesign, Das 22 equipes inscritas, 11 foram selecionadas para os testes finais e apenas sete conseguiram concluir as missões propostas. A Mauá completou todas as missões, superando desafios como comunicação remota, análises de detecção e controle do sistema recebendo o Prêmio Readinessequipe que terminou primeiro todas as missões e sempre esteve pontual nos testes. Engenharia, método e disciplina foram os pontos fortes.

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