FUNCIONÁRIOS DE ESTATAIS CRIAM UMA ASSOCIAÇÃO QUE DIZ DEFENDER PROGRAMA NUCLEAR BRASILEIRO, MAS É CONTRA EMPRESAS PRIVADAS
O Programa Nuclear Brasileiro, ao invés de se desenvolver, terá que conviver com mais uma entidade que acaba de ser criada em busca reunir representantes de empresas estatais do segmento, como se fosse a saída, a alternativa correta, para o avanço das atividades nucleares no Brasil. A nova entidade se intitula Associação E-Nuclear e se diz em defesa do Programa Nuclear Brasileiro, mas só é formada por pessoas ligadas a empresas estatais, como a Nuclep, INB, Amazul, CNEN e a Eletronuclear. A
diretoria é formada, provavelmente por funcionários dessas empresas, sem qualquer projeção ou expressão política. Sem representatividade no setor, com um rascunho de ser mais um sindicato com interesses próprios de arrecadação. O objetivo é alegado é ter o compromisso “de representar de forma ampla os trabalhadores do setor nuclear brasileiro, além de contribuir e ser reconhecida nas instâncias governamentais.”
Ao mesmo tempo, logo no momento de sua criação, tropeça na arrogância, quando chega a dizer que “Com todo respeito às associações que se organizam e debatem a questão nuclear, avaliamos que falta um olhar neste debate dos profissionais orgânicos na área nuclear. É inconcebível que o setor privado seja porta-voz dominante da área
nuclear em nome do seu pretenso projeto privatizante.” Parece mesmo o pensamento do atraso. De uma disputa surda entre empregados estatais contra a participação das empresas privadas. O Brasil e os seus interesses reais pelo domínio e expansão da energia nuclear, é levado para um ringue onde só aqueles que estão envolvidos em privilégios levam vantagem. O mundo está dando provas diárias que
isso já ficou pra trás e que não traz progresso para ninguém.
Por forças das empresas estatais e seus cabides de empregos, altos salários, está provado e comprovado, que o desenvolvimento não vem por estas razões. O exemplo mais recente vem da Eletronuclear. Lá, a indicação política levou para a direção da companhia um homem acusado de racismo humilhava profissionais competentes com assédio moral. Ao mesmo tempo em que a presidência da empresa era feita por uma um advogado que nada sabia sobre a tecnologia nuclear. É o
“empreguinho” com grande salário para os amigos, mesmo que isso represente um atraso. O país não precisa desses exemplos, mas de uma interligação forte e perene com os investimentos privados, onde verdadeiramente nasce a maioria das novas tecnologias, onde estão os avanços tecnológicos que os países podem dispor. Neste campo, não pode haver adversários, mas contribuições.
Um grupo que nasce com objetivos de crescimento nos estudos da tecnologia nuclear, pode ter sucesso, se houver integração com
as associações e instituições que já estão nesta estrada há muito tempo, lutando, defendendo o nosso desenvolvimento e formando parcerias nacionais e internacionais. Buscando ampliar o conhecimento. Se o grupo que nasce agora, só busca reserva de mercado e empreguinhos nas estatais, tende a fracassar em seus objetivos. O mundo já passou disso, o Brasil, está cruzando, mas está enxergando esta diferença. Para conhecimento, veja os nomes dos que estão formando a primeira diretoria da E-Nuclear:
Edson Machado(foto principal) ( INB) – Presidente
Walter de Brito ( CNEN) – 1º Vice
Luiz Moreira ( Eletronuclear)- 2º Vice
Renildo Santos (Nuclep) – Tesoureiro
Quiroã Dias ( Amazul)- Secretário Geral
Carla Alves (Eletronuclear) – Diretora
Isabel Liberal ( Eletronuclear)- Diretora
Lucas Mendonça (INB) – Diretor
Marcel Zara (Amazul)- Diretor
Roberto Santos ( INB)- Diretor
Ivan Pereira (Nuclep)- Conselheiro
Giovane Moreira – (INB) -Conselheiro

publicada em 7 de março de 2026 às 13:30 





O Renildo já foi da associação dos empregados da Nuclep e perdeu seu mandato ao assumir um cargo dentro da própria companhia. Depois tentou retornar à associação, não conseguiu se viabilizar e acabou tentando emplacar o Ivan que também não teve sucesso. Agora surge novamente vinculado a uma associação criada a toque de caixa, sem qualquer consulta aos trabalhadores e sem passar por um processo democrático de eleição ou legitimação da base. Isso deixa muito claro que essa iniciativa não nasce da vontade dos trabalhadores, mas sim de um movimento articulado por alguns poucos interessados em preservar espaços de poder… Leia mais »
Mais um papinho de “atualização” e “modernização” para atacar o setor público e defender o setor privado, que só deseja lucrar. O setor nuclear brasileiro deve ser monopólio do Estado, sem entes privados corruptos minando os direitos dos trabalhadores com seus lobbys e aumentando a conta de luz para lucrar mais. Precisamos lutar para que a Eltrobras seja reestatizada e a Eletronuclear seja afastada de influências do setor privado.
A matérica cínica ainda ataca sindicatos, vê se pode?
Só pode ter sido escrita por um patrão ou defensor de patrões.
As empresas privadas não visam o desenvolvimento tecnológico e a defesa da soberania brasileira, mas o lucro a qualquer custo. O mundo desenvolvido sempre teve no Estado a figura central para o desenvolvimento de tecnologias sensíveis. Mesmo nos EUA o capital público é a principal fonte de financiamento das pesquisas.
Comecei a ler a matéria e depois do primeiro parágrafo já me suscitava desconfianças. Se um grupo de pessoas se organizam e são de determinado setor, não impede que outros se organizem e invistam no mesmo setor. Por acaso há alguma lei que impeça o setor privado investir, criar empresas, ter projetos, contratar engenheiros? A menos que a intenção seja a de sempre. No Brasil, quando se fala em inciativa privada é para privatizar o que foi criado com o dinheiro público. Sou a favor da iniciativa privada que pesquisa, investe e radicalmente contra os abutres neoliberais.
Mais um CABIDE!
A China o programa nuclear é totalmente estatal, até bancos lá sO estatais, naovecuste banco privado, por isso o país desenvolveu tanto, pois não tem Juros altos e tudo volta ao governo. Aqui o que se privativa é só para lascar o povo e dar lucro para os amigos da corte e propinas para políticos safados .
Os autores, que não assinam artigos neste site, poderiam escrever um texto explicando o que a iniciativa privada já construiu no Brasil. Seria um texto bem curto.
Já há gente demais querendo fatias do que nunca ajudaram a construir… Empresas que visam quebrar monopólios e depois de todo investimento público jogar no lixo e ganhar muita grana ….
Se for chorar, manda áudio.
Quem assina essa matéria? Textualmente pobre, sem conhecimento de causa e de viés ideológico.