GOVERNO IRANIANO PODE TER MATADO MAIS DE 12 MIL MANIFESTANTES ATÉ AGORA. O MUNDO REAGE E O BRASIL SE MANTÉM EM SILÊNCIO SEM UMA PALAVRA
Não se trata de direita ou esquerda; amigos ou inimigos; parceiros ou não parceiros comerciais, aliados ou desalinhados políticos. O caso do Irã já passou de todas estas barreiras e se coloca como violência contra a humanidade. Os protestos em todo país já empilharam -literalmente – mais de 12 mil corpos de homens, mulheres e jovens que protestam contra a violência do governo iraniano. Além das mortes por tiros dados por tropas do governo, estão sendo feitos enforcamentos públicos com julgamento de minutos feitos por qualquer autoridade policial. O governo Lula está calado diante desta barbaridade. Há uma distância gigantesca da posição oficial e das
manifestações de solidariedade e revolta de brasileiros que se manifestam através das redes sociais. O silêncio se traduz em apoio aos Aiatolás. A grita dos brasileiros revelam a indignação pela violência, principalmente contra as mulheres iranianas. O governo Lula está preferindo olhar, saber e fingir que vê o que está ocorrendo diante de seus olhos. Há mais de três mil pessoas feridas e mais de dois mil presos pelos protestos. As forças armadas americanas podem, a qualquer momento, realizar ataques estratégicos contra alvos iranianos, segundo o próprio presidente Trump.
É alarmante. São mais de 12.000 mortos estimados no verdadeiro pelas tropas regulares iranianas ocorridos principalmente ao longo de duas noites, em meio a protestos, segundo relatos. A informação é de hoje (13) vinda da Iran International, descrevendo os eventos como “o maior massacre da história contemporânea do Irã”. Há pilhas e pilhas de corpos espalhados por várias cidades. Ontem (12) centenas de manifestantes se reuniram no maior cemitério do Irã, Behesht-e Zahra, entoando slogans como “Este ano é o ano do derramamento de sangue, Seyyed Ali será deposto”. O termo “Seyyed Ali” se refere ao Líder Supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. Dados da organização de direitos humanos HRANA, sediada nos EUA, confirmam a morte de 646 pessoas, desde o início dos protestos no mês passado. Mas são números desatualizados. Os serviços de informação, segundo o Jerusalem Post, confirmam milhares de mortos.

Os manifestantes iranianos formam uma estrada de luz usando os celulares em protesto contra os dias de apagão oficial
As fontes da Iran International incluíram indivíduos próximos ao Conselho Supremo de Segurança Nacional, duas fontes dentro do gabinete presidencial e membros da Guarda Revolucionária Islâmica em Mashhad, Kermanshah e Isfahan. Informações adicionais vieram de testemunhas oculares, familiares dos mortos, relatórios de campo, dados de centros médicos e relatos de médicos e enfermeiros em diversas cidades. Pelo relato da ONG americana HRANA, até domingo(11), das 646 pessoas com mortes confirmadas durante os protestos, 505 eram manifestantes ativos, nove dos quais eram crianças. Além disso, 133 membros das forças armadas e da polícia, um promotor e sete civis que não participavam dos protestos
foram mortos. Outras 579 mortes relatadas estão sob investigação. As autoridades detiveram pelo menos 10.721 pessoas desde o início dos protestos, e 97 casos de confissões forçadas por detidos foram divulgados pela mídia oficial ou ligada ao governo, informou a HRANA, que também disse que o bloqueio das comunicações limitou a documentação independente dos eventos e que todos os números representam estimativas mínimas verificadas.
REAÇÃO DO GOVERNO E DE ALGUNS PAÍSES
Autoridades iranianas classificam reportagens internacionais sobre os protestos como uma “narrativa fabricada” e com apoio da mídia estatal, rejeitaram as reportagens internacionais sobre os protestos, atribuindo a violência a “elementos estrangeiros”, “terroristas” e “manifestantes violentos“. Manifestações pró-governo também foram relatadas em diversas cidades. As reações internacionais incluem condenações de governos europeus. Alemanha, França e Reino Unido condenaram veementemente a repressão e exigiram o fim imediato da violência e o restabelecimento do acesso à internet. “As autoridades iranianas têm a responsabilidade de proteger sua própria
população e devem permitir a liberdade de expressão e de reunião pacífica sem medo de represálias. Exortamos as autoridades iranianas a exercerem moderação, a se absterem da violência e a defenderem os direitos fundamentais dos cidadãos do Irã“, declararam em conjunto. O Parlamento Europeu restringiu a entrada de funcionários diplomáticos iranianos, enquanto a França e a Suécia evacuaram funcionários não essenciais de suas embaixadas ou aconselharam seus cidadãos a deixarem o Irã. Autoridades americanas disseram que “várias opções” estão sendo analisadas, mas indicaram preferência por medidas diplomáticas.
INÍCIO DOS PROTESTOS
Estes protestos começaram no dia 28 de dezembro do ano passado, em resposta à alta dos preços, com a inflação passando de 45% mas logo se voltaram contra os governantes religiosos que estão no poder há mais de 45 anos. Os iranianos estão cada vez mais revoltados com o nível de violência desproporcional da poderosa Guarda Revolucionária. Grandes protestos contra o regime teocrático do Irã, amplificados pela crise econômica no país persa, estão sendo realizados desde a última semana de dezembro. O regime dos aiatolás tem respondido de forma violenta: mais de 500 pessoas foram mortas e mais de 10 mil foram presas desde o início das manifestações. Trump tem reafirmado que pode realizar ações militares no Irã em resposta a essa repressão ele disse está vendo a questão “com muita seriedade”. Disse também que o Irã pediu conversações, mas que os Estados Unidos poderiam atacar pontos estratégicos, antes mesmo dessa reunião, se a violência contra oi povo permanecesse. E ela continua. “Os militares estão analisando a situação e estamos considerando algumas opções muito fortes. Tomaremos uma decisão”, disse o presidente americano.
A nova determinação do governo dos Estados Unidos quer punir o Irã – e vai – prevê novas sanções econômicas. O Presidente Trump determinou que qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa de 25% sobre quaisquer e todas as transações realizadas com os Estados Unidos. “Esta ordem é final e conclusiva e com efeito imediato.” A nova determinação não se limita apenas a exportações de produtos, mas “quaisquer transação com os Estados Unidos”. Os reflexos serão imediatos. Se o Brasil quiser manter seu comércio com os iranianos, terá que pagar mais 25% de taxas, mas claramente para qualquer exportação. Na ponta do lápis, é muito ruim para os exportadores brasileiros se o governo mantiver a sua relação comercial com o Irã, que movimento em importações pouco mais de US$ 85 milhões e exporta quase US$ 3 bilhões. Nem se compara o movimento com os Estados Unidos. Lula vai ter que decidir se apoia o violento governo teocrático dos Aiatolás e fingir que nada vê o que ele faz com a sua população ou participar das sanções. As exportações iranianas se baseiam principalmente com milho, soja e açúcar. As importações registram alguns poucos fertilizantes, pistache e uvas secas, principalmente.
INTERNET SUSPENSA
O governo do Irã suspendeu os serviços de internet em todo país há quatro dias. Em algumas cidades, como a capital Teerã, o sistema de energia também foi suspenso em
muitos trechos. O presidente Donald Trump, conversou com o empresário Elon Musk (direita), dono da StarLink, para pedir auxílio para que o bilionário possa colocar os seus satélites à serviço do povo iraniano gratuitamente nesta fase. E está sendo feito. A medida repressiva visa dificultar a comunicação entre os manifestantes e apoiadores dos protestos que estão localizados fora do país. A Starlink liberou acesso gratuito à internet e também da Venezuela, logo depois da captura do ditador sanguinário Nicolás Maduro. A medida valerá até fevereiro, de acordo com um comunicado emitido pela própria empresa de Musk.

publicada em 13 de janeiro de 2026 às 11:00 







Era de se esperar de um governo que apoia ditaduras sanguinárias…