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GRUPO ATEM INICIA OPERAÇÃO DE BASE FLUVIAL EM ITACOATIARA PARA GARANTIR ABASTECIMENTO DURANTE VAZANTE

O Grupo Atem iniciou as operações de uma base fluvial em Itacoatiara (AM), estruturada pela Navemazônia para apoiar a transferência de cargas de navios para balsas durante o período de vazante dos rios.  A nova estrutura faz parte do planejamento do grupo para reduzir os impactos de eventuais restrições à navegação e manter o fluxo de petróleo e derivados até Manaus e outras localidades do Amazonas. A estratégia combina o monitoramento dos rios com a antecipação de viagens e formação de estoques, reforço da frota e informações produzidas pelo Laboratório de Modelagem do Sistema Climático Terrestre (Labclim), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Segundo atualização apresentada pelo Labclim em 17 de setembro, o fenômeno El Niño atingiu a categoria “muito forte” e poderá continuar influenciando as chuvas e os níveis dos rios até março ou abril de 2027. O cenário deste ano, entretanto, permanece diferente das estiagens registradas em 2023 e 2024. Em Manaus, o Rio Negro segue em processo de descida, mas ainda dentro da faixa considerada normal para o período. A maior atenção está concentrada no Alto Rio Negro, onde os volumes de chuva e os níveis dos rios permanecem abaixo do padrão esperado.

As projeções climáticas são utilizadas em conjunto com a experiência acumulada pelo Grupo Atem durante as estiagens de 2023 e 2024. A partir desse aprendizado, Refinaria da Amazônia, Atem Distribuidora, Navemazônia, responsável pelo transporte fluvial, e Rodoamazônia, que atua no transporte rodoviário, passaram a trabalhar de forma integrada para adaptar embarcações, estoques, rotas e modais às condições de navegabilidade.

O número de balsas-tanque empregadas pelo grupo em 2026 mais do que dobrou em relação a 2024. Segundo a empresa, a ampliação da frota aumenta as possibilidades de remanejamento de estoques e de utilização de embarcações com características adequadas às diferentes condições encontradas durante a vazante.

“Nas estiagens anteriores, aprendemos na prática que não existe uma única solução para enfrentar as restrições de navegabilidade. É preciso combinar antecipação de estoques e viagens, diferentes embarcações, rotas e modais. Hoje, somamos essa experiência às informações produzidas pelo monitoramento climático para tomar decisões com maior antecedência”, afirma Guilherme Santana, vice-presidente de Distribuição e Operações do Grupo Atem.

Um dos pontos de atenção durante o período de vazante é a Costa do Tabocal, na rota de acesso a Manaus. A redução do nível do rio pode limitar a passagem de navios de grande porte responsáveis pelo transporte de petróleo e derivados destinados à Refinaria da Amazônia, que fornece combustíveis para distribuidoras, empresas de navegação e outros setores.

A base de Itacoatiara amplia as alternativas logísticas do grupo diante dessas restrições. Na operação ship-to-barge, as cargas são transferidas dos navios para balsas-tanque, que podem seguir até Manaus quando as condições não permitem a navegação de embarcações maiores. A Navemazônia também realiza a operação inversa, chamada barge-to-ship, na qual as cargas são transferidas de balsas para navios.

As operações são realizadas em área de fundeadouro no Rio Amazonas, com autorização e homologação dos órgãos competentes, e exigem coordenação entre embarcações, estoques e transporte. No atendimento a municípios do interior, o combustível também pode ser transferido para balsas menores ou seguir por trechos rodoviários, de acordo com as condições de cada rota.

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