GUIANA E ESTADOS UNIDOS BATEM RECORDES DE VENDAS DE PETRÓLEO PARA O MERCADO MUNDIAL
São muitos os reflexos no mercado de petróleo no mundo. Tem que chore e tem quem fature e ganhe muito dinheiro. Os que choram estão o Japão, a Coréia do Sul, a China, o Vietnã e todos os outros países que compram petróleo dos países árabes produtores, que estão bem mais perto de seus mercados, ganhando com a velocidade da logística e seus preços menores. Mas tem também os que estão ganhando muito, como a Guiana e os Estados Unidos, que participam da guerra, mas estão vendendo petróleo como nunca venderam. Mais de 5,5 milhões de barris por dia que são produzidos no Alasca, Texas e na Louisiana. A Guiana também está nadando de braçada vendendo o petróleo produzido pela norte-americana ExxonMobil. Em apenas sete anos, a Guiana se tornou uma das economias globais e exportadoras de petróleo de
crescimento mais rápido, além de uma potência na produção de petróleo, com capacidade de produção de quase 1 milhão de barris por dia. Desde que a ExxonMobil iniciou a produção no bloco offshore de Stabroek em 2019, a economia da Guiana quadruplicou. Ela era um dos países mais pobres da América do Sul, com menos de um milhão de habitantes, e mudou sua posição no mapa global. No início da tarde de hoje (2) o barril do Brent US$ 94,87. Este aumento fez com que compradores disputassem o petróleo bruto fora da região do Oriente Médio.
O país busca impulsionar a contratação de conteúdo local em atividades relacionadas ao petróleo, incluindo alimentação, hotelaria e outros serviços. Após iniciar seu quarto projeto, conhecido como Yellowtail, no ano passado, o consórcio liderado pela Exxon que opera o bloco Stabroek, na Guiana, atingiu a produção de 900 mil barris de petróleo por dia (bpd). A capacidade de produção de oito projetos em desenvolvimento deverá atingir 1,7 milhão de barris por dia até 2030. A Exxon estimou que os recursos brutos recuperáveis do Bloco Stabroek sejam de quase 11 bilhões de barris de petróleo equivalente.
No primeiro semestre de 2026, “alcançamos produção recorde, mantivemos uma forte confiabilidade e temos os projetos
Uaru, Whiptail e Hammerhead em construção, com a previsão de produção do primeiro petróleo em Uaru no final deste ano. O CEO da Exxon, Darren Woods, já contabiliza uma produção recorde no primeiro semestre deste ano e ainda vai contar com os projetos Uaru, Whiptail e Hammerhead que estão em desenvolvimento, mas com a previsão de produção do primeiro petróleo em Uaru no final deste ano. A Exxon também já solicitou uma autorização ambiental para desenvolver a descoberta de gás condensado de Haimara, em Stabroek. O fechamento do Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, fez com que os compradores passassem a enxergar o petróleo bruto de fora do Oriente Médio como uma fonte de energia mais confiável. Países com livre acesso ao Atlântico, como a Guiana, não são obrigados a buscar soluções às pressas caso um ponto de estrangulamento seja fechado, bloqueado ou alvo de ataques com mísseis. Guiana, Brasil, Estados Unidos e outros produtores americanos, além da Noruega na Europa, são cada vez mais vistos como fornecedores de energia confiáveis em um mundo que enxerga riscos excessivos no Oriente Médio.
SORRISO AMERICANO
Mesmo lutando na guerra contra o Irã, gastando bilhões de dólares em armamentos, os Estados Unidos estão ganhando outros bilhões de dólares produzindo petróleo e vendendo para o mercado. O Alasca, o Texas e a Louisiana, juntos, vendem mais de 5,5 milhões de barris por dia. A demanda das refinarias asiáticas e europeias, fazem o maior produtor de petróleo do mundo ser o mais vendedor de petróleo do mundo. A guerra contra o Irã, que começou em 28 de fevereiro deste ano, tem maltratado os compradores de petróleo, que deixaram de se abastecer no mundo árabe para se socorrem na Guiana, no Brasil e nos Estados Unidos, principalmente. Com Ormuz fechado, a maior interrupção de todos os tempos, as refinarias do mundo inteiro buscaram alternativas ao fornecimento do Oriente Médio.
No mês passado as vendas americanas ultrapassaram 5,2 milhões de bpd, de acordo com a empresa de dados e análises Kpler. As
exportações para Ásia e Europa bateram recordes em maio, com a Ásia recebendo 2,45 milhões de bpd dos barris exportados. A Europa ficou em um segundo lugar próximo, com 2,4 milhões de bpd. O Japão foi responsável pela maior parte das importações asiáticas de tipos de petróleo dos EUA em maio, com 808 mil bpd, cerca de 32% a mais. Bulgária, Croácia, Turquia e Grécia também compraram muito no mercado americano. Agora tem as expectativas das negociações que, neste momento, estão paralisadas. O Irã parece perdido, com a liderança do país sendo disputada pela guarda islâmica e o poder dos Aitolás. Ninguém dança e não sai da pista. Não se aposta em que vai manter o poder. O medo e a insegurança se espalha na cúpula e ninguém sabe o que acontecerá ao país, que está em frangalhos.

publicada em 2 de junho de 2026 às 14:00 




