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INGOVERNÁVEL, CUBA CHEGA A UM PONTO QUASE SEM RETORNO PARA A ATUAL DITADURA CASTRISTA DEPOIS DE 67 ANOS

Cuba está se aproximando rapidamente de um ponto sem retorno.  A verdade nua e crua  é que uma geração inteira, que já tem 67 anos não conhece a força da liberdade;  Nunca viu um supermercado cheio de produtos, uma urna de votação; Nunca pôde escolher o que quer comprar ou mesmo receber um salário digno. Tudo fruto, consequência, de uma ditadura violenta, que vendeu igualdade, mas só proporcionou pobreza para todos que não pertenciam ao alto poder. Hoje, a cúpula, como em todas as ditaduras, desfruta de riquezas, mas  em outros países onde se pode aproveitar os benefícios de um  paraíso fiscal. A família Castro não é diferente. E nem para todos aqueles que ocupam os mais altos cargos nas forças armadas cubanas ou pertença a elite do poder cubano.

O embargo imposto pelo governo Trump Ao país, que efetivamente corta o  fornecimento de petróleo bruto da ilha governada pelos comunistas da família Castro,   está rapidamente levando a liderança de Havana a um ponto sem retorno, em meio à crescente escassez de combustível e aos frequentes apagões e, por causa deles, outras consequências. Cerca de seis semanas após os EUA deporem o ditador  venezuelano Nicolás Maduro, analistas internacionais  geopolíticos  e de energia,  afirmam que o próximo “dominó”  em Cuba está prestes a cair sob a pressão econômica, a menos que uma solução diplomática seja alcançada. Mas isto está longe de acontecer. As negociações estão sendo feitas quase que secretaamente entre o Secretário de estado Marco Rúbio e o Coronel Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto de Raul Castro(foto a direita).

A situação em evolução pode incluir um potencial conflito com a Rússia, que pretende abastecer Cuba com carregamentos de petróleo. Embora uma repetição da Crise dos Mísseis de Cuba, 64 anos depois, seja altamente improvável, os EUA poderiam acabar apreendendo petroleiros russos, algo que já ocorreu com navios a caminho da Venezuela. Tais ações intensificariam as tensões já elevadas entre os EUA e a Rússia. Parece ser uma alternativa improvável, com a Rússia já em palpos de aranha com a Ucrânia.  A situação do combustível em Cuba vai ficar bastante crítica muito rapidamente. Isso vai colocar uma pressão enorme sobre o governo, porque a energia — seja petróleo ou eletricidade — é a força vital de qualquer país.

Cuba não só enfrenta a escassez de combustível para veículos e aviação, mas também a maior parte de sua rede elétrica depende do petróleo bruto. A ilha possui recursos muito limitados de gás natural e energia renovável. Cuba produz apenas uma pequena quantidade de petróleo internamente, insuficiente para se sustentar. Cerca de 75% das importações de petróleo de Cuba geralmente vinham da Venezuela e do México. Os EUA cortaram o fornecimento venezuelano para Cuba no início deste ano. E uma ordem executiva de Trump no final de janeiro, que ameaçava impor tarifas aos países fornecedores de petróleo de Cuba, levou o México a interromper também, a contragosto, as exportações. Enquanto isso, Cuba depende das reservas que ainda possui. Pouquíssimas. Para atender as suas forças armadas e os altos funcionários da ditadura que comandam o país.

A Casa Branca confirmou que o embargo permanece em vigor e argumenta que está responsabilizando Cuba por seu suposto apoio de longa data à instabilidade regional e ao terrorismo. Trump afirmou que  “Cuba é, neste momento, uma nação falida, e eles nem sequer têm combustível de aviação para que os aviões possam decolar. Estão a obstruir a sua pista. A liderança cubana deveria, sem dúvida, fazer um acordo, sem especificar o que os EUA exigem em troca. Estamos conversando. Enquanto isso, há um embargo. Não há petróleo, não há dinheiro, não há nada.”

Forçar uma mudança política em Cuba — mesmo que não seja uma mudança completa de regime — poderia representar uma grande conquista para o governo Trump. Figuras proeminentes no círculo íntimo de Trump incluem os “falcões da Flórida”, como o Secretário de Estado Marco Rubio, que é cubano-americano, e a Chefe de Gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, afirmou Fernando Ferreira(esquerda), diretor do serviço de risco geopolítico do Rapidan Energy Group. “Isso pode marcar o sucesso da ‘Doutrina Donroe’, conseguindo uma mudança de regime ou uma mudança política em dois adversários dos EUA na região. Começando pela Venezuela, há um efeito dominó muito claro. Cuba tem sido amplamente dependente da Venezuela para o fornecimento de petróleo e para proteção política. A falta de abastecimento de combustível em Cuba está tendo impactos bastante severos. Isso terá um impacto humanitário em Havana e no resto de Cuba. O que eu não sei é a rapidez ou a extensão em que isso levará a mudanças políticas na ilha.”

Rubio está assumindo a liderança nessas questões com uma carta branca bastante longa. É provável que Rubio seja mais confrontador com Cuba do que os diplomatas americanos típicos, mas, no fim das contas, Trump continua sendo o moderador e o negociador. Miguel Díaz-Canel é o primeiro não-Castro a liderar Cuba em 60 anos. Uma questão crucial é se ele está disposto a encontrar uma solução com os EUA ou se será visto como fraco por ceder às pressões de Trump.

 O sistema de saúde debilitado de Cuba foi levado à beira do colapso. O sistema de saúde do país, que  já vivia em constante crise, assim como a economia da ilha, com a falta de suprimentos, pessoal e medicamentos sendo a norma há muito tempo, chegou a beira da falência total.  A situação atingiu um novo extremo nas últimas semanas. Ambulâncias estão com dificuldades para encontrar combustível para atender emergências. A falta de energia têm afetado hospitais já precários. Voos que transportavam suprimentos vitais foram suspensos, já que o governo cubano afirma não ter mais condições de reabastecer aeronaves em seus aeroportos. O ministro da Saúde de Cuba, José Ángel Portal Miranda, afirmou que as sanções americanas não estão apenas prejudicando a economia da ilha, mas também ameaçando a todos. “Não se pode prejudicar a economia de um estado sem afetar seus habitantes. Essa situação pode colocar vidas em risco.”

Milhares  de pessoas em Cuba que vivem com doenças crônicas terão seus medicamentos ou tratamentos afetados. Isso inclui 16 mil pacientes com câncer que necessitam de radioterapia e outros 12.400 que fazem quimioterapia. Segundo ele, os serviços de cardiologia, ortopedia, oncologia e tratamento de pacientes em estado crítico que necessitam de suporte elétrico estão entre as áreas mais afetadas. Tratamentos de doenças renais e serviços de ambulância de emergência também foram adicionados à lista de serviços impactados. A crise energética que Cuba enfrenta há anos atingiu novos patamares no mês passado. É esperado  que esses problemas se agravem nas próximas semanas, embora o governo cubano esteja se esforçando para se adaptar à nova realidade.

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