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SERVIÇO GEOLÓGICO BRASILEIRO ABRE PARA O PÚBLICO UMA PLATAFORMA DIGITAL DO MAPEAMENTO DAS RIQUEZAS MINERAIS

O Serviço Geológico do Brasil (SGB) nunca esteve tão mobilizado depois dos interesses sobre as terras raras brasileiras. Agora, ele está anunciando que  disponibilizou para o público uma plataforma digital dedicada ao acompanhamento e à gestão das informações sobre o mapeamento geológico nacional. A Plataforma de Mapeamento Geológico (pode ser acessar por este link aos lado) fortalece a transparência institucional e amplia o acesso a dados técnicos essenciais para o planejamento territorial, a pesquisa científica e o desenvolvimento do setor mineral no país. O ambiente virtual reúne diferentes níveis de informação e apresenta, de forma organizada e acessível, o chamado “estado da arte” do mapeamento geológico no Brasil, disponibilizando produtos e resultados gerados ao longo de três grandes ciclos de execução: de 1969 a 1993, de 1994 a 2002 e de 2003 até o período atual. Com isso, usuários podem acompanhar o avanço da cobertura de mapeamento do território brasileiro, e consultar produtos publicados desde a fase histórica até os dias atuais, e nas diferentes escalas cartográficas.

Além do acervo técnico, a plataforma também disponibiliza o Plano de Trabalho de 2026, com as informações básicas dos projetos de mapeamento atualmente em desenvolvimento pelo SGB. A medida busca garantir maior transparência sobre as áreas em que estão sendo investidos recursos públicos, permitindo que gestores, pesquisadores, empresas e demais interessados acompanhem de perto a execução das atividades. Como parte da estratégia de expansão da cobertura geológica nacional, a plataforma incorpora ainda o Plano Decenal de Mapeamento Geológico 2025–2034 (PlanGeo 2025–2034), documento que consolida diretrizes, metas e áreas prioritárias para a próxima década, tendo sido estruturado a partir de consulta pública realizada entre abril e maio de 2024.

No início deste mês, o Serviço Geológico do Brasil (SGB) participou,  em Brasília, do evento “Financiamento e Inversões para Implementação do Plano Estratégico da Bacia do Prata“, que reuniu representantes do Brasil, Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai para discutir caminhos de captação de recursos internacionais e acelerar a implementação das ações estratégicas voltadas à gestão integrada da bacia hidrográfica. Indicado como ponto focal do país no Sistema de Suporte à Tomada de Decisão (SSTD) do Comitê Intergovernamental Coordenador dos Países da Bacia do Prata (CIC-Plata), o SGB integrou as discussões técnicas e institucionais, representado pelos pesquisadores em geociências Camila Mattiuzi e Emanuel Duarte. O SSTD é uma plataforma que unifica dados hidrológicos dos cinco países, oferecendo informações estratégicas para gestores e tomadores de decisão.

O encontro teve como foco a capacitação em mecanismos de financiamento internacionais, a identificação de oportunidades para projetos regionais e o fortalecimento do diálogo entre governos, comitês e agências financiadoras. Durante o evento, representantes do BID, do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e da CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe) apresentaram instrumentos e linhas de financiamento disponíveis para iniciativas de gestão hídrica e ambiental e os participante puderam discutir ações do Plano de Ações Estratégicas (PAE) da Bacia do Prata e alinhar possíveis fontes de investimento para sua execução.

A participação do SGB ampliou as possibilidades de cooperação técnica com os países vizinhos, além de fortalecer a capacidade institucional para acessar recursos internacionais e contribuir com futuras ações integradas na região. Ao final da programação, os participantes visitaram a Sala de Crise da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Para a pesquisadora em geociências do SGB Camila Mattiuzi, a agenda foi estratégica tanto para a qualificação técnica quanto para a consolidação de iniciativas conjuntas: “Além da capacitação nos mecanismos de financiamento internacionais, participamos da etapa de discussão para priorização das ações do PAE, que inclui duas frentes essenciais: redes de monitoramento e sistemas de informação e alerta hidrológico”. Os pesquisadores reforçaram a importância da manutenção contínua e no tratamento e disponibilização dos dados em tempo hábil para subsidiar decisões nos cinco países. Mattiuzi ressaltou a experiência acumulada pelo SGB na área: “Na região da Bacia do Prata, o SGB opera dois Sistemas de Alerta Hidrológicos, o SAH Uruguai e o SAH Paraguai (Pantanal). Como ponto focal, podemos trabalhar junto aos demais atores para fortalecer essas ações e ampliar a cooperação regional”.

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