JOHN CRANE AMPLIA CAPACIDADE DE CENTRO DE SERVIÇOS NO BRASIL E APRESENTA NOVA TECNOLOGIA PARA COMPRESSORES
A John Crane ampliou sua capacidade de serviços no Brasil após alcançar um novo marco em seu centro de serviços no país, localizado em Rio Claro (SP). A empresa concluiu o primeiro reparo e teste dinâmico completo de um selo seco de alta pressão. Segundo Rogério Quirino, gerente regional da companhia, o novo feito faz parte de uma estratégia para fortalecer a operação local com infraestrutura dedicada a testes e à recuperação de selos secos (DGS). “Em termos de logística, o processo fica mais simplificado, pois o cliente não precisa mais enviar o selo para fora do país; ele consegue realizar os reparos localmente. Isso traz um benefício direto de agilidade e confiabilidade na disponibilidade desse ativo para o cliente”, avaliou. Além dos serviços, a John Crane segue investindo para fornecer novas tecnologias ao mercado. Uma das novidades do portfólio da empresa é o chamado selo de separação coaxial Type 93AX, projetado para atuar em compressores com foco em maior tempo de operação, redução de emissões e menor consumo de nitrogênio. “É importante destacar que o nosso Centro de Serviços em Rio Claro já possui capacidade total para realizar o reparo e a manutenção dessa nova linha, integrando nossa infraestrutura local ao suporte tecnológico de ponta da companhia”, explicou.
Para contextualizar, poderia apresentar um panorama geral da atuação da companhia no setor de óleo e gás e offshore?
A John Crane possui uma atuação extremamente robusta no setor de óleo e gás, sendo pioneira no desenvolvimento da tecnologia de selos a seco. Temos realizado investimentos estratégicos para estreitar a proximidade com nossos clientes, unindo nossa engenharia global a centros de serviço locais. Todo esse esforço visa oferecer um processo de reparo de selos de alta qualidade, atendendo às demandas específicas do mercado brasileiro e de toda a América Latina.
O senhor mencionou investimentos para desenvolver essa área. Poderia detalhar quais são essas frentes de expansão no país?
Recentemente, a John Crane expandiu sua unidade em Rio Claro, no estado de São Paulo, inaugurando um centro de serviços dedicado. Trata-se de uma ampliação da nossa planta fabril no Brasil, projetada especificamente para realizar testes e reparos em selos a seco, conhecidos como DGS (Dry Gas Seals). Essa nova infraestrutura nos permite atuar localmente com maior agilidade, oferecendo não apenas uma estrutura física superior, mas também uma capacidade técnica avançada para testar componentes que operam em condições cada vez mais críticas. Nossa prioridade é garantir a recuperação desses selos com tecnologia de ponta.
Nosso diferencial reside na transparência e na parceria com o cliente. O Centro de Serviços permite que o cliente acompanhe todo o processo, desde a inspeção inicial e a abertura do selo assim que ele chega à nossa planta. Não realizamos apenas um reparo mecânico; conduzimos uma avaliação diagnóstica completa. Analisamos, em conjunto com o cliente, as anomalias observadas no campo e visualizamos danos ou contaminações na abertura do componente. Dessa forma, conseguimos identificar a causa raiz dos problemas e entregar uma solução técnica integral, que garante que o compressor opere por muito mais tempo e com a máxima confiabilidade na planta.
Poderia explicar melhor o que são os selos secos e por que eles são considerados essenciais para a produção de óleo e gás na indústria offshore?
Os selos secos são aplicados em equipamentos rotativos de altíssima criticidade, como os compressores, que são vitais para as plantas industriais — não apenas no setor de óleo e gás e offshore, mas em qualquer processo que dependa de sistemas de compressão complexos. A introdução do selo mecânico a seco elevou significativamente o patamar de confiabilidade desses equipamentos. Atualmente, a principal demanda dos nossos clientes é a operação contínua, visando evitar paradas não programadas e estender os intervalos entre as manutenções programadas.
Como essa tecnologia contribui diretamente para a eficiência operacional dessas plantas?
O selo DGS opera sem contato entre as faces, o que reduz o desgaste ao mínimo e permite que o cliente opere com essa tecnologia por longos períodos com altíssima confiabilidade. O mercado busca, hoje, a máxima disponibilidade de seus ativos; eles precisam que as plantas produzam de forma ininterrupta, sem interrupções inesperadas. Portanto, o selo a seco é a solução ideal para garantir que esses sistemas de compressão funcionem com a segurança e a performance exigidas pela indústria atual.
Quais são os principais desafios que os operadores enfrentam hoje em relação aos compressores e como a atuação da John Crane ajuda a superar esses desafios?
Exatamente. No passado, lembrávamos de paradas de compressores ocorrendo a cada três ou quatro anos; hoje, falar em um intervalo de oito anos não é nada anormal. Isso tem estendido o tempo de parada programada dos clientes. Como o sistema de compressão possui uma criticidade muito alta nas plantas, a possibilidade que o selo DGS traz de operar esses equipamentos de forma contínua, ininterrupta e confiável é muito importante. Isso contribui para que o cliente aumente o tempo de operação e evite paradas não programadas, resultando em uma performance do ativo muito maior. É essa demanda por confiabilidade e tempo de operação contínua que os clientes buscam e trazem para nós.
Recentemente, a empresa concluiu o reparo e o teste do primeiro selo seco de alta pressão no Brasil. O que esse marco representa e o que motivou essa expansão da capacidade de serviço no país?
Nós realizamos aqui o primeiro teste do modelo que chamamos de EXP, que é um modelo de alta pressão. Foi um teste realizado com muito sucesso em nossas dependências em Rio Claro, inclusive com o acompanhamento do cliente, o que traz uma confiabilidade muito maior. Em termos de logística, o processo fica mais simplificado, pois o cliente não precisa mais enviar o selo para fora do país; ele consegue realizar os reparos localmente. Isso traz um benefício direto de agilidade e confiabilidade na disponibilidade desse ativo para o cliente.
Poderia detalhar como funciona esse processo de teste dinâmico e os ganhos técnicos para a operação?
O processo em si envolve desde a inspeção inicial até o teste dinâmico. Atuamos com pressões elevadas, que chegam a 450 bar, e rotações de até 30 mil RPM. É um processo complexo, mas que garante total confiabilidade, pois conseguimos rodar esse teste em um ambiente controlado. Tudo isso propicia que o equipamento seja disponibilizado para o campo de forma integral e com segurança total para a operação. Ao simularmos essas condições em nossa unidade, entregamos a confiabilidade que os clientes buscam para suas operações.
Como a John Crane avalia as perspectivas de novos negócios no setor offshore?
O mercado offshore no Brasil continua bastante ativo. Temos observado boas oportunidades, com novas plataformas entrando em operação praticamente todos os anos. Essa demanda crescente está em total sintonia com o que a John Crane tem disponibilizado aos clientes por meio de nossa estrutura local e de nosso centro de serviços. Nosso objetivo não é apenas realizar o reparo em si, mas oferecer uma avaliação detalhada desses ativos. Durante o processo de recuperação, trabalhamos em conjunto com o cliente para identificar as causas raízes de eventuais falhas e propor soluções que aumentem significativamente a confiabilidade da operação em campo.
Em relação a novos investimentos e projeções de crescimento, o que você poderia compartilhar conosco em termos de números ou planos futuros para a região?
Embora a John Crane não divulgue números específicos, posso afirmar que temos mantido uma atuação muito forte em termos de investimento em infraestrutura local. Nosso foco é suportar não apenas o mercado brasileiro, mas também toda a América Latina. Essa estrutura local, vinculada ao expertise global de quem lidera o desenvolvimento dessa tecnologia há 50 anos, nos permite entregar um serviço de excelência.
A John Crane atua em mais de 50 países. Qual é o peso estratégico do mercado brasileiro dentro da operação global da companhia?
De fato, possuímos instalações em mais de 50 países, e a operação brasileira é fundamental, com um foco muito claro no atendimento ao mercado local e no suporte à América Latina. A estratégia global da John Crane é justamente a proximidade com o cliente; queremos estar presentes para atender às demandas específicas de cada um de forma direta. Atuar na manutenção e na confiabilidade de equipamentos tão críticos exige essa presença física, garantindo um desempenho de excelência naquilo que é vital para o negócio dos nossos parceiros.
Para encerrarmos, o que o mercado pode esperar de novidades da John Crane para os próximos meses e anos?
A John Crane investe constantemente no desenvolvimento global de novas tecnologias. Um exemplo recente, que já estamos oferecendo ao mercado, é o selo de separação coaxial Type 93AX, projetado para trabalhar em conjunto com o selo DGS nos compressores. Esse lançamento atende diretamente à expectativa dos clientes de estender o tempo de operação dos equipamentos, pois melhora o controle de emissões e reduz o consumo de nitrogênio. É importante destacar que o nosso Centro de Serviços em Rio Claro já possui capacidade total para realizar o reparo e a manutenção dessa nova linha, integrando nossa infraestrutura local ao suporte tecnológico de ponta da companhia. Vamos apresentar essas e outras soluções de engenharia avançada na Bahia Oil & Gas Energy 2026, em Salvador, entre os dias 27 e 29 de maio.

publicada em 11 de maio de 2026 às 5:00 





