O BLOQUEIO NAVAL AMERICANO AOS PORTOS DO IRÃ COMPLETA UM MÊS COM PREJUÍZOS SUPERIORES A US$ 13,5 BILHÕES
O bloqueio naval dos Estados Unidos contra o Irã completou um mês neste domingo (10), provocando um prejuízo superior a US$ 13,5 bilhões. Há um mês nenhum navio que pensa em deixar os portos iranianos com alguma mercadoria, seja petróleo ou alimento, consegue cruzar o bloqueio. E muito menos qualquer navio que se dirija a qualquer porto do Irã, seja de qualquer bandeira, consegue entrar para descarregar. Com isso, os iranianos estão entre a cruz e a espada, porque não entra nem dinheiro e muito menos produtos e insumos para abastecer a população do país. Mesmo diante deste drama real, os líderes da ditadura sangrenta dos Aitolás estão escolhendo a espada. Esta manhã, o barril
do petróleo tipo Brent está sendo cotado a US$ 103,89. Voltou a passar da barreira dos três dígitos. Os iranianos apostam no caos internacional. Mas, para a sua própria economia, há um outro fator que será crucial nos próximos dias: o estoque do petróleo. Já não há mais onde estocar tanto petróleo. Os campos estão produzindo e se pararem, o prejuízo será ainda pior, porque sofrerão uma obrigatória queda por um longo período para uma avaliação geológica dos poços, com riscos graves à produção.
O governo da ditadura dos Aitolás iranianos parece estar fazendo um esforço para manter o clima de tensão elevado e sacrificar seu próprio povo com o terror de uma guerra, como a que está acontecendo contra os Estados Unidos e Israel. Aqueles que se dizem líderes do governo, embora não se saiba quem são, insistem em dizer que a última proposta de paz formulada por eles é “generosa”, apesar de ter sido rejeitada e considerada inaceitável pelo presidente americano Donald Trump. “Nossa
reivindicação é legítima: estamos pedindo o fim da guerra“, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, falando em nome dos líderes iranianos. Baghaei rebateu as declarações de Trump, afirmando que a proposta do Irã aos Estados Unidos era razoável e enfatizando que os EUA continuam a fazer exigências descabidas. Ele afirmou que Teerã busca apenas garantir seus direitos e fez sugestões generosas e responsáveis aos EUA. “Nossa reivindicação é legítima: estamos pedindo o fim da guerra, o levantamento do bloqueio e da pirataria dos
EUA e a liberação dos ativos iranianos que foram injustamente congelados em bancos devido à pressão dos EUA. A passagem segura pelo Estreito de Ormuz e o estabelecimento da segurança na região e no Líbano são outras exigências do Irã, consideradas ofertas generosas e responsáveis para a segurança regional.“
Segundo informações da agência de notícias semioficial iraniana Tasnim, a mais recente proposta iraniana enfatiza a necessidade de pôr fim à guerra em todas as frentes e de suspender as sanções contra Teerã. Segundo relatos, o comunicado enfatizou a necessidade de suspender as sanções impostas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA às vendas de petróleo iranianas durante um período de 30 dias e de pôr fim ao bloqueio naval ao Irã. A resposta do Irã não atendeu às exigências dos EUA em relação ao seu programa nuclear e ao enriquecimento de urânio. Segundo relatos, o Irã propôs diluir seu estoque de urânio enriquecido e transferir parte dele para um terceiro país que não seja os Estados Unidos.
Além disso, o Irã exigiu que o urânio enriquecido fosse devolvido ao seu poder caso as negociações fracassem ou se os EUA se
retirassem do acordo posteriormente. Embora o Irã tenha concordado em interromper o enriquecimento de urânio, especificou que a duração seria inferior a 20 anos e recusou-se a desmantelar suas instalações nucleares. A reação de Trump à proposta não surpreendeu as autoridades iranianas, segundo a agência Tasnim, que citou uma fonte bem informada. “Acabamos de presenciar a reação do ‘suposto presidente dos EUA’ à resposta do Irã. Não importa; ninguém no Irã está elaborando um plano para agradar Trump“, afirmou a fonte. O relatório também mencionou que a equipe de negociação está trabalhando em uma proposta focada “no povo do Irã”, acrescentando: “Quando Trump não está satisfeito, geralmente significa que estamos no caminho certo.”

publicada em 11 de maio de 2026 às 11:00 




