LEILÃO DE TRANSMISSÃO ALCANÇOU 50,6% DE DESÁGIO E R$ 3,3 BILHÕES EM INVESTIMENTOS
O primeiro Leilão de Transmissão de 2026 realizado hoje (27), na sede da B3, em São Paulo, terminou com todos os cinco lotes arrematados e a previsão de R$ 3,3 bilhões em investimentos na infraestrutura de transmissão de energia elétrica no Brasil. O certame teve um deságio excelente, de 50,68%, o maior desde 2020.
O lote 1 foi arrematado pela CYMI Construções e Participações, com oferta de R$ 46,6 milhões e deságio médio de 46,85% em relação à Receita Anual Permitida (RAP) inicial. O lote prevê obras em quatro estados: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
O lote 2 foi vencido pela Engie Transmissão de Energia Participações S.A, com proposta de R$ 18,1 milhões e deságio de 46,89% frente à RAP inicial. O investimento estimado é de R$ 193,627 milhões, e a RAP corresponde à receita que o empreendedor terá direito após a entrada em operação das instalações. O Lote 2 contempla a Linha de Transmissão 230 kV Ponta Grossa – Canoinhas C1, com 137 km.
A Engie também venceu os quatro sublotes do lote 3, com ofertas de R$ 22,8 milhões deságio de 52,3%) no sublote A; R$ 20,6 milhões (54,81%) no sublote B; R$ 39,5 milhões (56,2%) no sublote C; e R$ 21,6 milhões (54,77%) no sublote D. O investimento estimado total do lote é de R$ 1,3 bilhão, com obras para aumentar a capacidade do sistema de transmissão nas áreas do Ceará e Rio Grande do Norte.
O lote 4 foi arrematado pelo consórcio BR2ET Transmissora, com oferta de R$ 25,5 milhões e deságio de 37,89%. O projeto inclui linhas e subestações na Bahia e em Sergipe, com investimento estimado de R$ 240,4 milhões, geração de 686 empregos e prazo de construção de 42 meses.
Já o lote 5 foi arrematado pela CYMI Construções e Participações, com proposta de R$ 91,1 milhões e deságio médio de 50,89%. O projeto prevê a construção de linhas e subestações entre Mato Grosso e Pará, com investimento estimado de cerca de R$ 1 bilhão, expectativa de criação de 2.020 empregos e prazo de execução de 60 meses.

publicada em 27 de março de 2026 às 20:00 





Quando vamos instalar nossas usinas de eletricidade próximo aos centros de consumo, limitando a necessidade de transmissões continentais, que ao se juntar ao custo de distribuição supera o custo geração? Não conseguimos 100 mil MW energia firme no nosso sistema, mas a transferimos por distâncias continentais. Se nosso sistema tivesse privilegiado gerações próximas aos centros urbanos, talvez tivéssemos 200 MW de energia firme com o mesmo investimento. Países continentais geram junto aos centros de cargas. E nos orgulhamos de nossas linhas de transmissão que aquecem o mundo com aproximadamente 5% de perdas por Joule. Não é nada, não é nada,… Leia mais »