LÍDERES DA DITADURA CUBANA JÁ DESVIARAM US$ 36 BILHÕES PARA INVESTIMENTOS PRÓPRIOS E DEPÓSITOS EM BANCOS DO PANAMÁ
Autoridades americanas se reuniram com alguns membros do governo indicados pela ditadura cubana, em Havana, para buscar um acordo que afaste os principais líderes da ditadura e estabelecer uma série de ações que demonstrem uma mudança de rumos da ilha. Washington pressiona por reformas na economia estatal de Cuba, em meio a uma crise energética e um embargo americano às exportações de petróleo para a ilha, além de ter dado 14 dias para que todos os prisioneiros políticos do regime sejam libertados. Um funcionário do Departamento de Estado dos EUA confirmou que a reunião ocorreu no dia 10 de abril, em conversas supervisionadas pelo Secretário de Estado Marco Rubio, sem especificar quais funcionários participaram.
A delegação americana reiterou que a economia cubana está em queda livre e que as elites governantes da ilha têm uma pequena janela de oportunidade para implementar reformas essenciais apoiadas pelos EUA, antes que a situação se agrave irreversivelmente. As conversas sinalizaram que os dois países poderiam chegar a um acordo diplomático, apesar das declarações do presidente Donald Trump sobre uma possível ação militar contra a ilha após a incursão dos EUA em janeiro, que resultou na captura do ditador sanguinário venezuelano Nicolás Maduro, um aliado próximo de Cuba. O avião que transportou a delegação dos EUA para Havana em 10 de abril foi a primeira aeronave do governo dos EUA a pousar em solo cubano desde 2016.
“O presidente Trump está empenhado em buscar uma solução diplomática, se possível, mas não permitirá que a ilha se transforme em uma grande ameaça à segurança nacional caso os líderes cubanos não estejam dispostos ou não sejam capazes de agir“, disse um funcionário do departamento de Estado, que não quis revelar a sua identificação. Alejandro García del Toro (esquerda), responsável pelos assuntos dos EUA no Ministério das Relações Exteriores de Cuba, afirmou que nenhuma das partes estabeleceu prazos ou fez ameaças durante a reunião, que ele descreveu como “respeitosa”. “Eliminar o embargo energético contra o país era uma das principais prioridades da nossa delegação“, disse García del Toro.
As propostas dos EUA incluem permitir a instalação dos terminais de internet Starlink de Elon Musk no país, indenizar
cidadãos e empresas americanas por bens confiscados pelo regime cubano após a ascensão de Fidel Castro ao poder em 1959, libertar presos políticos e conceder maiores liberdades políticas, afirmou o funcionário. Os EUA também estão preocupados com a influência de potências estrangeiras na ilha, acrescentou. García del Toro afirmou que os EUA foram representados por funcionários de nível médio do Departamento de Estado e que Cuba foi representada “no nível de vice-ministro das Relações Exteriores”. Um alto funcionário do Departamento de Estado também se reuniu separadamente com Raúl Guillermo Rodríguez Castro (direita), neto do General Raúl Castro.
A FORTUNA DOS LÍDERES DA DITADURA CUBANA
O salário médio mensal em Cuba subiu para 6.930 pesos em 2026, segundo dados oficiais recém-publicados pelo Escritório Nacional de Estatísticas e Informação (ONEI), órgão estatal, refletindo a desigualdade salarial entre as atividades econômicas e as províncias. Em comparação com 2025, o salário médio aumentou 18,7%, o equivalente a 1.091 pesos, observou o economista Elías Amor em seu blog CubaEconomia. No entanto, a inflação galopante que assola o país corroeu esse aumento. Um dólar vale 525 pesos no mercado informal cubano, segundo a taxa de câmbio representativa publicada diariamente pelo veículo de comunicação independente El Toque, reduzem o salário médio de quase 7.000 pesos por mês para apenas 13,20 dólares. Mas esta realidade está longe, bem longe, da riqueza que os líderes da ditadura que “salvaram a democracia cubana.”
Para eles, a realidade encontra-se nos bancos panamenhos. A realidade do comunismo e do socialismo se repete sempre, sem falha. Em Cuba, os líderes da ditadura e das forças armadas, fundaram a GAESA (Grupo de Administración Empresarial S. A.), uma holding que gerencia mais de 45% do PIB cubano e é responsável pelo que há de investimentos que dão certo na ilha, especialmente o turismo e a venda de charutos e de açúcar. Tudo que atrai dólar para o país, pertence a GAESA. É ela quem constrói luxuosos hotéis, por exemplo, que recebem os turistas que chegam a Ilha e se encantam com os carros cheios de gambiarras da década de 50 e que pagam caro para assistir a extrema pobreza de Havana.
Hoje, mesmo a realidade sendo a dos apagões, a ganância dos líderes não os deixa largar o osso. É o dinheiro fácil, a fortuna depositada nos Bancos do Panamá, para onde viajam sorrateiramente para desfrutar o que o dinheiro pode comprar. A população não tem água, alimentos, remédios, assistência. O lixo se acumula nas ruas e só não é visto nas noites dos apagões que deixam as cidades inteiras às escuras. Sem energia por 10, 12 e até 24 horas por dia, dependendo da região. Ela só não falta nas regiões das mansões, tomadas dos americanos em 1959, na revolução comandada pelo também sanguinário Fidel Castro. A revolução foi motivada para acabar com a ditadura de Fugêncio Batista, a corrupção, a monocultura da cana e a prostituição. Hoje, somente Batista não existe mais. Nada mudou. Muito menos a ditadura, que ficou mais agressiva, a corrupção e a prostituição seguem firmes.
As Forças Armadas do país administram secretamente bilhões de dólares através da GAESA. Tecnicamente, não existe. Não adianta procurar na internet, registros contábeis ou balanços. A empresa embolsa e manda para o Panamá cada dólar recebido pelos negócios mais rentáveis do regime cubano: turismo, remessas financeiras, comércio exterior e missões médicas no estrangeiro. Basta lembrar do programa MAIS MÉDICOS, tão defendido pelos governos petistas. Agentes, enfermeiros, um ou outro médico são enviados para vários países, que pagam uma fortuna para o governo cubano. Os profissionais, recebem um pequeno salário.
A inteligência americana descobriu que a GAESA possuía bens em vários países no valor de pelo menos US$ 20 bilhões, incluindo mais de US$ 16 bilhões em contas bancárias panamenhas. Esta revelação foi feita pelo jornal Miami Herald, com informações exclusivas de uma fonte do jornal. Esta fortuna é maior do que as reservas internacionais de muitos países. Mas ela não pertence a Cuba e sim aos seus ditadores. Quase nove a cada 10 cubanos vivem em condições de extrema pobreza ou “sobrevivência”, segundo estimou em 2025 o Observatório Cubano dos Direitos Humanos.

Carros antigos, que servem aos turistas, assim como a empresa de turismo e todos os seus ônibus, se refletem em lucro da GAESA
A GAESA foi criada na década de 1990 para administrar empresas que operavam com divisas em plena crise após a queda da União Soviética (1922-1991) e a saída do país. Seu objetivo inicial era relativamente limitado: gerar recursos para as próprias Forças Armadas por meio de negócios vinculados ao turismo, comércio exterior e outros setores que captavam dólares. Mas, com o passar do tempo, os desvios, os roubos, transformaram o grupo numa quadrilha e a empresa em um império financeiro.
Desde então, o conglomerado começou a se expandir rapidamente e absorver empresas estatais estratégicas, entre elas a maior de todas: a Cimex. A GAESA adquiriu toda a sua rede de empresas, dentro e fora de Cuba: corporações localizadas em paraísos fiscais, comércios varejistas em moeda local e em dólares, postos de gasolina, negócios imobiliários, exportação, importação, atacadistas.
Englobou outras empresas rentáveis, como as especializadas no setor turístico Gaviota e Habaguanex, a operadora de internet Etecsa e a gestão do porto comercial do Porto Mariel, o maior do país, que teve a expansão financiada pelo governo brasileiro, através do BNDES, que nunca foi pago de volta, tendo como garantia Charutos cubanos. A GAESA assumiu também o controle do Banco Financeiro Internacional (BFI), que opera as transações de Cuba com o exterior. Ela monopolizou todos os negócios que atraíam dólares: turismo, comércio, telecomunicações, bancos, remessas financeiras, logística e construção.
O grupo empresarial foi presidido por anos pelo general Luis Alberto Rodríguez López-Calleja (esquerda) (1960-2022), ex-genro de Raúl Castro e considerado um dos homens mais poderosos do país. Foi sob seu comando que a GAESA assumiu o controle das principais empresas estatais, até se tornar a gigante que é hoje em dia. Após a morte de López-Calleja, em 2022, a presidência do grupo passou para a sua vice, a Ania Guillermina Lastres, general do exército cubano. A estrutura empresarial da GAESA é extremamente obscura. Não se sabe quem lidera seus órgãos de decisão, não há um organograma oficial e boa parte das suas empresas operam por meio de redes societárias de difícil rastreamento. O poder é concentrado em um grupo seleto e reduzido. Sabe-se apenas que a influência do Coronel – neto de Raul Castro, irmão de Fidel, tem grande poder sobre a general Lastres.
Raul Castro, pelo que se sabe, não queria militares com poderes financeiros, mas apenas políticos. Por isso, o comando da GAESA está com o entorno familiar e militar do próprio Raúl, hoje com 94 anos. Oficialmente aposentado, ele continua sendo o homem mais poderoso de Cuba. Raúl Castro tem quatro filhos: Déborah, Mariela, Nilsa e Alejandro Castro Espín. E também vários genros, netos e parentes próximos, que são vinculados a negócios e instituições importantes do poder. Entre eles, o seu neto e guarda-costas Raúl Guillermo Rodríguez Castro, conhecido como o “ El Cangrejo” (Caranguejo), que tem frequentes viagens ao Panamá. Muitas delas em aviões particulares. A atual presidente-executiva da GAESA, Ania Guillermina Lastres, é principalmente operacional: ela representa e supervisiona a empresa, mas não faz parte do seu núcleo de proprietários, com poder de decisão e acesso aos seus fundos multimilionários.

publicada em 23 de abril de 2026 às 4:00 












