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MESMO FERIDO E DESFIGURADO, MOJTABA KHAMENEI COMANDA O IRÃ COM SEUS GENERAIS. TRUMP INICIA OPERAÇÃO FÚRIA ECONÔMICA

O filho do Aitolá Ali Khamenei, morto no primeiro dia de guerra contra os Estados Unidos e Israel, Mojtaba Khamenei, bastante ferido e desfigurado,  está acordado e consciente, segundo um relatório de inteligência de Israel. Mojtaba permanece “mentalmente lúcido e engajado“, recebendo bilhetes manuscritos com atualizações do mundo exterior, no entanto, os comandantes da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) são os que realmente comandam o Irã atualmente.  Ele não foi visto nem ouvido em público desde que foi nomeado para o cargo em março, dias depois de ter sido ferido no ataque que matou o seu pai. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth,  afirmou no início  que Khamenei ” ficou desfigurado” no ataque. Segundo relatos, ele recebe bilhetes manuscritos com atualizações do mundo exterior e se dirige ao público por meio de supostas declarações escritas.

O político iraniano Abdolreza Davari, que conhece Khamenei pessoalmente e trabalhou para o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejaddisse que a forma de liderança de Khamenei é como a de um diretor de conselho nomeando membros em quem confia para tomar todas as decisões. “Os generais são os membros do conselho”, disse Davari, descrevendo o grupo de comandantes  nomeados por Khamenei para administrar o Irã nas áreas de defesa e relações exteriores. De acordo com analistas citados no relatório, os generais da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) continuam sendo a “força dominante” no Irã devido à relação pessoal de Khamenei com eles.

Sanam Vakil, diretora do programa para o Oriente Médio e Norte da África da Chatham House, disse que Khamenei “ainda não está no comando ou controle total. Talvez haja alguma deferência para com ele. Ele assina o documento, ou faz parte da estrutura de tomada de decisões de forma formal. Mas, no momento, ele se depara com apresentações de fatos consumados.” O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que a resposta do Irã à recente proposta dos EUA para um acordo de paz foi compartilhada com Khamenei e que a posição do Líder Supremo sobre o assunto será levada em consideração. Ghalibaf assumiu recentemente o comando das negociações com os EUA, após o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, ter sido afastado do processo, depois de liderar as conversas antes da guerra. Ele foi orentado a não tratar sobre assuntos nucleares, se ou quando, houver uma nova rodada de negociações com o vice-presidente americano JD Vance. O presidente da Câmara adotou um tom mais pragmático em seu discurso, reconhecendo que o Irã não é “mais poderoso que os Estados Unidos”, apesar de seus recentes “ganhos militares. Às vezes, vejo nosso povo dizer que os destruímos. Não, nós não os destruímos. Vocês precisam entender isso.”

OPERAÇÃO FÚRIA ECONÔMICA

Os Estados Unidos iniciaram uma nova fase na guerra contra o Irã,  interceptando e apreendendo navios que tentam romper o bloqueio imposto às embarcações iranianas ou que fornecem apoio material ao regime, em uma campanha de pressão denominada Operação Fúria Econômica. Nenhum navio consegue chegar ou cruzar o bloqueio americano saindo dos portos iranianos. As forças militaresm navais e aéreas, cerca o Mar da Arábia. É um estrangulamento total de fornecimento de qualquer material. A cada dia, o prejuízo iraniano chega a US$ 450 milhões de dólares. E isso acontece há dez dias. Começou no dia 13.

Os navios que tentam burlar o bloqueio são contatados pelas forças americanas e, caso a tripulação não cumpra as ordens, o navio é incapacitado e abordado. Os EUA realizaram uma operação desse tipo abordando o petroleiro Touska, de bandeira iraniana.  Ele transportava aproximadamente dois milhões de barris de petróleo iraniano da Ilha de Kharg quando tentou romper o bloqueio. A operação expandiu-se rapidamente para além do Estreito de Ormuz, abrangendo navios que prestavam apoio ao regime iraniano. O Pentágono anunciou também  que o navio M/T Tifani foi interceptado pelo Comando Indo-Pacífico dos EUA, responsável pelos oceanos Índico e Pacífico e áreas adjacentes.

A  expansão das patrulhas americanas tem o potencial de se assemelhar a operações anteriores dos EUA contra embarcações da frota clandestina ligadas à Venezuela, durante as quais navios no Oceano Atlântico, Oceano Índico e Caribe foram apreendidos de maneira semelhante. O Departamento de Defesa, o Departamento de Estado e o Departamento do Tesouro dos EUA estão trabalhando juntos na Operação Fúria Econômica, exercendo pressão sobre o Irã enquanto as negociações de cessar-fogo entre EUA e Irã continuam. As sanções econômicas lançadas pelo Departamento do Tesouro, juntamente com o bloqueio e a apreensão de embarcações ligadas ao Irã, visam cortar a capacidade do Irã de exportar petróleo como meio de financiar seus esforços de guerra.

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