MERCADO SE ACALMA E O PREÇO DO PETRÓLEO CAI DURANTE O DIA E VAI VOLTANDO AOS VALORES ANTES DA GUERRA DO IRÃ
Aos poucos os preços do petróleo começaram a voltar aos patamares anteriores. No final da tarde o barril do Brent já estava cotado a 76.1500 dólares, uma queda superior a US$ 2 desde a manhã quando mercado amanheceu nervoso. Já no momento de publicação desta reportagem, a cotação do Petróleo WTI é 66,45 dólares. Três dias depois dos ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irã, mesmo com o fechamento do Estreito de Ormuz, os analistas falharam em suas previsões, que era de US$ 100 dólares, podendo chegar a US$ 120. Talvez pela escalada de força da coalização Estados Unidos-Israel, com os ataques iranianos parecendo água sob pressão saindo de uma mangueira de jardim sem ninguém segurar. Solta água para todo lado, sem controle.
O West Texas Intermediate, o petróleo bruto leve e doce produzido nos Estados Unidos, estava sendo negociado a cerca de US$ 72 o barril na noite de domingo, um
aumento de cerca de 8% em relação ao preço de negociação de cerca de US$ 67 na sexta-feira, de acordo com dados do CME Group. Agora, volta ao patamar de US$ 66,4. Um barril de petróleo bruto Brent, o padrão internacional, estava sendo negociado a cerca de US$ 79 por barril na noite de domingo, um aumento de cerca de 8% em relação ao preço de negociação de US$ 72,87 na sexta-feira, que havia sido a maior alta em sete meses na ocasião. Hoje pela manha encostava em US$ 80 e agora de volta aos US$ 76.
O Estreito de Ormuz, que se estende ao longo da costa do Irã, é uma das vias navegáveis mais importantes do mundo para o comércio global de petróleo. Aproximadamente 1/3 do fornecimento mundial de petróleo precisa passar pelo Estreito, o que equivale a cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia em 2024. O Irã produz cerca de 3 milhões desses barris de petróleo, a maior parte dos quais é destinada a países como China, Índia, Japão e Coreia do Sul, mas a sua produção caiu a zero, com os ataques que sofre. Mas a interrupção de grande parte do fornecimento global de petróleo provavelmente terá um impacto até mesmo nos EUA. Há informações, ainda não confirmadas, que mais de 140 petroleiros estão sem poder atravessar o estreito. As seguradoras cancelaram as apólices.

publicada em 2 de março de 2026 às 15:00 




