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MESMO GOVERNO, MAS INTERESSES DIFERENTES, COLOCAM LULA E PETROBRÁS EM CAMINHOS DIFERENTES EM RELAÇÃO A PREÇOS

O governo Lula da Silva e a direção da Petrobrás talvez estejam precisando sentar na mesma mesa para afinar o discurso sobre o preço da gasolina. Ontem (12), a presidente da companhia, Magda Chambriard,  do alto da autoridade do seu sucesso à frente da empresa, gerando um lucro superior a R$ 32 bilhões em apenas três meses do ano, disse que o aumento da gasolina iria ” sair já, já.” Muito breve, afirmou.   No dia seguinte, a turma de Brasília,  já está dizendo deverá editar uma medida provisória visando conter o aumento dos preços da gasolina. Magda está sendo profissional, acompanhando o mercado volátil e defendendo a empresa. Lula, defende ele mesmo e a sua própria candidatura

Os preços do petróleo no mercado internacional estão pressionados por causa da guerra entre Estados Unidos e Irã, que bloqueou o tráfego de navios em no estreito de Ormuz, estrangulando a principal rota marítima do petróleo global, com consequências graves no mercado. Esta manhã o barril estava sendo cotado a US$  106 o Brent, para entrega em junho. Caiu 3 dólares em relação a ontem (12), mas ainda muito alto Magda Chambriard, disse que a estatal esperava a aprovação, pelo Congresso,  da proposta que usa a renda da exportação de petróleo para subsidiar combustíveis durante a guerra. A ideia é que o aumento não chegue ao consumidor, por causa de medidas do governo para reduzir os impostos. Incialmente, o governo planejava usar um PLP (projeto de lei complementar) para conter o aumento. A proposta permitia ao Executivo reduzir os tributos federais sobre combustíveis e compensar a perda com receitas extras do setor petrolífero.

Para lembrar, o PLP foi apresentado em 23 de abril à Câmara. Tramita em regime de urgência e teve como relatora designada a deputada Marussa Boldrin, mas ainda depende de aprovação para entrar em vigor. Lula poderá tentar uma ação imediata sobre os preços da gasolina. Medidas provisórias têm força de lei a partir do momento em que são editadas pela Presidência da República. Elas vigoram por até 120 dias, e precisam de aprovação do Congresso nesse prazo para continuar valendo. Uma coisa é certa. Lula fará de tudo para defender a sua candidatura que está mais trôpega do que nunca, com a reprovação de seu governo em alta.

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