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MINISTÉRIO DA FAZENDA ANALISA COM PRUDÊNCIA O AUMENTO DOS COMBUSTÍVEIS MESMO COM A INSTABILIDADE DO PREÇO DO PETRÓLEO

O governo está sendo prudente para ajustar os preços do combustível. É preciso ter calma para ver e saber como o mercado do petróleo vai se comportar nos próximos dias, antes de sair querendo aumentar os combustíveis. Ainda mais agora, quando a Petrobrás deixou um lucro líquido acima de R$ 100 bilhões. Pra que a pressa? O barril do Brent já esteve cotado a US$ 120 o barril do Brent. Hoje, por volta do meio dia de hoje (10) a cotação era de US$ 84,98. O ministro Fernando Haddad disse que a fazenda estava analisando os impactos da guerra no Irã no preço do petróleo e vai apresentar alternativas a Lula. Ele disse que o governo está monitorando os desdobramentos da escalada de tensões no Oriente Médio.  A equipe econômica trabalha na elaboração de diferentes cenários para orientar decisões do presidente Lula.

De acordo com Haddad, a orientação do presidente é que a equipe econômica trabalhe com diferentes cenários antes de adotar qualquer medida. O que se quer é analisar desde situações de menor impacto até cenários mais graves que possam afetar a economia global. Haddad afirmou que a volatilidade recente no preço do petróleo mostra que o cenário internacional ainda está em formação. Para ele, tomar decisões estruturais com base em movimentos de curto prazo pode gerar riscos desnecessários. Com a paralisação de plantas de gás no Catar após ataques de drones, o preço da ureia saltou mais de 10% em poucos dias. Cada alta de 10% nos fertilizantes e no diesel eleva em cerca de 5% o custo do produtor de soja e milho, segundo o Bradesco. A região também é destino de 14% do açúcar brasileiro, 9% do milho e 8% do frango exportados.

O ministro comparou o momento atual a episódios recentes de tensão internacional que provocaram reações imediatas do mercado, mas que acabaram sendo absorvidos com o tempo. A escalada de tensões no Oriente Médio tem gerado preocupação nos mercados internacionais devido ao risco de interrupções na oferta de petróleo e gás, o que poderia pressionar os preços de energia e impactar a inflação em diversos países. O setor mais exposto, depois do energético, é o agronegócio. O Brasil importa entre 80% e 85% dos fertilizantes que consome. O Irã fornece 30%  da ureia importada pelo país.

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