NAO DELETAR

NA ABERTURA DA OFERTA PERMANENTE, ARTUR WATT REFORÇA IMPORTÂNCIA DAS ATIVIDADES EXPLOTARÓRIAS NO BRASIL

O mercado de óleo e gás volta seus olhos para a sede da Agência Nacional do Petróleo (ANP), onde começou agora há pouco o 4º Ciclo da Oferta Permanente sob o regime de partilha. Na abertura do evento, o diretor-geral da ANP, Artur Watt, destacou que a licitação ocorre em um momento de crise e de incertezas no cenário internacional, marcado por conflitos que afetam os mercados de energia e reforçam a importância da segurança energética para governos, investidores e sociedades. O dirigente também destacou a importância da continuidade das atividades exploratórias no país, de modo a garantir os níveis de reservas brasileiras de óleo e gás natural.

Segundo o diretor-geral, a maturação gradual de campos importantes reforça a necessidade de manter a atividade exploratória e viabilizar novas descobertas para garantir a reposição das reservas nacionais. “Segurar a continuidade das atividades exploratórias é uma questão estratégica para o país”, afirmou.

Para Watt, o Brasil se mantém como um dos destinos mais atrativos para investimentos em exploração e produção de petróleo e gás natural, devido ao potencial geológico, ao arcabouço regulatório, à previsibilidade institucional e ao amplo portfólio de oportunidades de longo prazo.

O diretor-geral da ANP também ressaltou a relevância do pré-sal como uma das principais fronteiras exploratórias do mundo. Ele defendeu a continuidade da oferta de blocos, inclusive em áreas próximas a oportunidades já identificadas, além do avanço da regulação em temas como os tiebacks, com o objetivo de permitir uma exploração mais eficiente das reservas brasileiras.

Watt destacou ainda os números recentes da produção nacional. Em agosto, o Brasil atingiu o recorde de 4,6 milhões de barris de petróleo por dia, dos quais 3,8 milhões de barris por dia foram produzidos no pré-sal, representando mais de 82% da produção nacional. As projeções da ANP indicam que a produção brasileira poderá alcançar 5 milhões de barris por dia em 2032.

O dirigente da ANP ressaltou que os benefícios das rodadas de licitação vão além da produção de petróleo e gás, com impactos sobre investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação, formação de mão de obra especializada, contratação de fornecedores da cadeia industrial nacional e desenvolvimento regional.

Ele citou que, em 2025, as obrigações de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PDI) alcançaram R$ 4,3 bilhões, enquanto as participações governamentais chegaram a R$ 100,4 bilhões. Para o ciclo de 2026 a 2030, a estimativa é de aproximadamente R$ 700 bilhões em investimentos em exploração e produção, acompanhados de compromissos relevantes de contratação local de bens e serviços.

O 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha terá 13 blocos exploratórios offshore em leilão. Cinco deles estão na Bacia de Campos: Magnetita, Turmalina, Hematita, Larimar e Azurita. Os demais estão na Bacia de Santos: Jade, Aragonita, Cruzeiro do Sul, Opala, Granada, Cerussita, Rubi e Rodocrosita.

No regime de partilha de produção, parte do petróleo e do gás produzidos pelas empresas é destinado à União – o chamado “percentual do excedente em óleo”. A empresa ou consórcio que oferecer o maior percentual será a vencedora e arrematará a área em disputa.

Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários