O IRÃ REVELA QUE TEM 460 QUILOS DE URÂNIO ENRIQUECIDO E QUE É CAPAZ DE FAZER ONZE BOMBAS NUCLEARES

O Ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr bin Hamad al-Busaidi, reúne-se com o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e com o genro do presidente dos EUA, Donald Trump, Jared Kushner, antes das negociações indiretas entre EUA e Irã, em Genebra, Suíça, em 17 de fevereiro

O Irã afirma possuir 460 kg de urânio enriquecido a 60%, quantidade suficiente para construir 11 bombas nucleares, segundo  o enviado dos EUA, Steve Witkoff, que detalhou as negociações fracassadas, revelando a postura desafiadora de Teerã em relação ao enriquecimento de urânio. Os negociadores iranianos disseram a Witkoff e ao genro do presidente do Trump, Kared Kushner, “diretamente e sem pudor” que controlavam toda esta quantidade de urânio enriquecido e que sabiam que ele poderia ser rapidamente enriquecido a 90% para fabricação de bombas nucleares, afirmou Witkoff. “Os iranianos pareciam estar  orgulhosos de terem burlado todos os protocolos de supervisão para alcançar esse resultado.”

Descrevendo a situação, Witkoff relatou que o Irã possuía aproximadamente 10.000 kg de urânio físsil, divididos em cerca de 460 kg de material enriquecido a 60%, 1.000 kg de material enriquecido a 20% e o restante a 3,67%. No entanto, como o Irã fabrica suas próprias centrífugas para enriquecer o material, é praticamente impossível impedi-los, e eles têm um suprimento infinito, afirmou Witkoff. Outro fator de ameaça é que o urânio enriquecido a 60% pode ser ainda mais enriquecido para 90%, grau utilizado em armas, em aproximadamente uma semana, “talvez 10 dias“, no máximo, observou Witkoff, e mesmo o urânio enriquecido a 20% pode atingir o grau necessário para armas em 3 a 4 semanas.

Os iranianos também disseram a Witkoff e Kushner que têm o direito inalienável de enriquecer todo o combustível nuclear que possuem, e Witkoff observou que foi assim que as negociações começaram. Em resposta, os enviados dos EUA afirmaram que Trump acredita que os EUA têm o direito inalienável de deter o Irã completamente, disse Witkoff a Hannity.

Instalações nucleares de Natanz, bombardeada, ainda pode ter depósito de urânio enriquecido

Os iranianos então disseram que seu “direito inalienável de enriquecer” seria o ponto de partida, ao que Witkoff e Kushner trocaram um olhar e disseram: “agora estamos realmente em apuros“, continuou. Hannity perguntou a Witkoff sobre os esforços para oferecer ao Irã um cenário em que eles pudessem manter o urânio em um nível de enriquecimento baixo. Em resposta, Witkoff revelou que os EUA ofereceram ao Irã um acordo segundo o qual o país não enriqueceria urânio por 10 anos, e os EUA pagariam o combustível em nome do Estado iraniano. Essa oferta foi “categoricamente rejeitada“, disse Witkoff.

A rejeição indicou a Witkoff e Kushner que os iranianos não tinham intenção de fazer nada além de manter o enriquecimento de urânio com o objetivo de usar o material como arma, disse ele a Hannity. “Eles ficam sentados lá como se a Operação Martelo da Meia-Noite nunca tivesse acontecido“, respondeu Hannity, referindo-se aos ataques aéreos dos EUA que danificaram as instalações nucleares do Irã em junho de 2025. Os iranianos pensaram que poderiam coagir os EUA, respondeu Witkoff. Trump enviou os emissários para determinar se o Irã estava realmente interessado em fechar um acordo que atendesse aos objetivos do presidente, afirmou Witkoff. De acordo com ele, os objetivos de Trump eram eliminar o programa de mísseis do Irã, eliminar seu apoio e defesa de grupos terroristas que desestabilizam o Oriente Médio, eliminar sua marinha para garantir a liberdade dos mares e evitar um possível fechamento do Estreito de Ormuz, e garantir que o Irã não consiga realizar enriquecimento nuclear. “Entramos lá e tentamos chegar a um acordo justo, mas ficou muito claro que seria impossível, provavelmente já no final da segunda reunião. Voltamos para uma terceira reunião para tentar novamente, mas essa reunião não foi positiva“, concluiu Witkoff.

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