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O PRESIDENTE TRUMP DECLARA O ESTREITO DE ORMUZ COMO MAIS UM TERRITÓRIO DOS ESTADOS UNIDOS

O presidente Donald Trump declarou hoje (18) que o Estreito de Ormuz como ‘novo território dos EUA’, um dia após o vencimento do prazo do memorando de entendimento com o Irã. Ao ser questionado se estava trabalhando para estender o Memorando de Entendimento (MoU), Trump se recusou a responder e balançou a cabeça negativamente. O presidente anunciou a sua decisão através uma publicação no Truth Social. A informação veio depois que repórteres perguntaram a Trump no Salão Oval se ele pretendia fazer tal declaração. “Acho uma excelente ideia. Nós controlamos a região por meio do bloqueio, e eu gosto da ideia de declará-la nosso território”, respondeu ele. Trump também destacou o que descreveu como a eficácia do  bloqueio naval americano: “Estamos retirando milhões de barris de petróleo por semana. Se vocês analisarem os números que estamos obtendo, o estreito está aberto, os preços do petróleo estão caindo e continuarão caindo, a menos que decidamos fazer algo muito mais drástico do que estamos fazendo agora.”

Ao abordar a possibilidade de chegar a um acordo com o Irã, Trump disse que “Teerã quer fazer um acordo, mas não vai fazer o tipo de acordo que eu considero necessário”. E acrescentou: “Não podemos permitir que eles tenham uma arma nuclear.  E agora, depois do que fizemos anteriormente com os bombardeiros B-2, levará muito tempo para que eles construam uma.” Ao ser questionado se estava trabalhando para estender o Memorando de Entendimento (MoU), se recusou a responder e balançou a cabeça negativamente. O porta voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar,  Majed al Ansari, disse que os mediadores estavam aguardando que Omã e Irã chegassem a um acordo bilateral sobre o Estreito de Ormuz antes de retomarem as negociações mais amplas entre os EUA e o Irã. Um acordo sobre o Estreito de Ormuz tornaria a retomada das negociações “muito mais fácil”, acrescentou.

O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou nesta segunda-feira (17) que existe um canal de comunicação paralelo com oficiais da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), após o término do período de 60 dias previsto no Memorando de Entendimento.  O presidente do Governo Regional do Curdistão, Nechirvan Barzani, havia sido escolhido como canal secreto de comunicação, citando três fontes com conhecimento direto das negociações. Barzani morou no Irã durante a Guerra Irã-Iraque na década de 1980, estudou na Universidade de Teerã, fala farsi fluentemente e tem relações pessoais com vários membros da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). Trump acrescentou que o Irã deveria hastear “a bandeira branca da rendição” e que ele “não tem prazo” e “não tem pressa” para fechar um acordo. Os iranianos são “bons jogadores de pôquer, mas estão morrendo”, disse Trump.

Ele também alertou que “se Omã atrapalhar o controle dos EUA no Estreito de Ormuz, “ nós vamos bombardeá-los até não sobrar nada”. Em relação às munições americanas usadas contra o Irã,  . Em uma publicação subsequente no Truth Social na segunda-feira, Trump reiterou: “O objetivo número um é, e sempre será, que o Irã não possa ter, de forma alguma, uma arma nuclear”.  Após os comentários de Trump um alto funcionário iraniano disse que o Irã intensificará as tensões no Estreito de Ormuz e em toda a região se a diplomacia com os EUA falhar, apontando para uma mudança na política iraniana, que passa a priorizar a ofensiva em vez da defensiva.

HAMAS

Trump também afirmou que os EUA têm um “canal diferente com o Hamas” e que vêm discutindo a desmilitarização da Faixa de Gaza. Além disso, Trump afirmou que Israel não deveria atacar Gaza, já que o Hamas concordou em “eventualmente entregar suas armas”. Os comentários de Trump surgem no momento em que Jared Kushner, o chefe do Conselho da Paz, Nikolay Mladenov, e Tony Blair se reuniram com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e outros altos funcionários israelenses na segunda-feira para Pressionar Israel à avançar  com a próxima etapa do plano dos EUA para Gaza. Questionado sobre as próximas eleições em Israel, em outubro, Trump disse à FOX que, embora ache “mais apropriado” ficar de fora das eleições, ele “pode ​​apoiar alguém”.

Israel e os Estados Unidos chegaram a um entendimento de que, durante a fase inicial do desarmamento do Hamas, as armas entregues pela organização terrorista serão transferidas para as Forças de Segurança Israelenses (ISF), chefiadas pelo major-general americano Jasper Jeffers, para destruição, em vez de para o proposto Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG).  A reunião contou com a presença do diretor do Shin Bet, David Zini, e do chefe da Inteligência Militar, major-general Shlomi Binder, além do secretário de governo Yossi Fuchs, o conselheiro de política externa Ophir Falk e o diretor do Conselho de Segurança Nacional, Shmuel Ben-Ezra.

A delegação do Conselho da Paz incluía assessores seniores de Trump, como Jared Kushner, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, o embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, e o diretor-geral do Conselho da Paz, Nikolay Mladenov, além de oficiais militares dos EUA. Segundo fontes familiarizadas com as discussões, as partes chegaram a uma série de entendimentos a respeito da estrutura proposta para Gaza e das medidas que se espera que comecem a ser implementadas. Um dos principais entendimentos diz respeito ao mecanismo de desarmamento do Hamas. seus cidadãos, e trazer estabilidade e um futuro melhor para todos os povos da região. “Este é um tema complexo. Fiquei impressionado com o fato de o interesse de segurança de Israel ser um componente importante e central do plano, e insisti nisso. Parabenizei as equipes pelo trabalho e as encorajei a continuarem trabalhando por um futuro melhor para nossos filhos”, acrescentou.

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