ORDENS DE EXECUÇÕES DE MANIFESTANTES NO IRÃ ESTÃO SENDO ATRIBUÍDAS AO AITOLÁ MOJTABA KHAMENEI MESMO FERIDO E ESCONDIDO
A teocracia dos Aitolás estimuladores e financiadores de grupos terroristas, está fazendo com a própria população iraniana o parece fazer de melhor: executar através de enforcamento parte da população que se manifestou desde o dia 28 de dezembro contra o poder absolutista do regime sanguinário. Muitos dos presos estão sendo executados diariamente mesmo durante os ataques que o país está sofrendo das Operações Leão Rugidor (Israel) e Fúria Épica (Estados Unidos). Mais de 42 mil pessoas, a maioria mulheres e jovens, já foram assassinados pelo regime iraniano dos Aitolás. Nos últimos dias, quase 1.000 das 1.212 pessoas executadas, foram acusadas, sem que pudessem se defender, por crimes relacionados a drogas, de acordo com o 15º relatório da Harm Reduction International. Além das 955 pessoas executadas, mais de mil pessoas estão atualmente no corredor da morte pelo suposto crime. O relatório observou que a onda de execuções de 2025 deixou pelo menos 222 crianças sem pais.
Pelo menos 23 das vítimas eram mulheres, algumas das quais foram consideradas culpadas apesar de drogas não terem sido encontradas em propriedades de suas

O Aitolá Mojtaba Khamenei pode estar bem ferido e a beira da morte, mas todas as ordens do governo estão sendo atribuídas à ele
famílias e não em sua posse direta, o que, segundo a HRI, levanta questões sobre seu suposto papel nos crimes. Além disso, quase um em cada quatro dos mortos pertencia a um grupo étnico minoritário, e mais de um em cada cinco dos assassinados pelo regime eram estrangeiros, registrou a HRI. Pelo menos um terço das 336 pessoas de origem étnica minoritária mortas pertenciam ao grupo étnico balúchi, apesar de esse grupo representar apenas 2% da população total do Irã.
Segundo a HRI, a grande maioria das vítimas era de origem humilde, teve seu direito a um julgamento justo negado. A Relatora Especial das Nações Unidas sobre direitos humanos no Irã, Mai Sato, afirmou: “Muitos dos casos relacionados envolvem jovens pais de minorias étnicas que enfrentam dificuldades econômicas e que não só são executados, como
também têm seus poucos bens confiscados, incluindo casas e terras agrícolas, o que devasta suas famílias muito tempo depois da execução.” Um grande número de execuções, pelo menos 65, também foram realizadas em segredo, sem aviso prévio, observou a HRI. Esse sigilo privou as famílias da oportunidade de se despedirem de seus entes queridos.
O relatório observou que algumas execuções também foram realizadas apesar de processos judiciais em andamento. Um homem balúchi, que inicialmente havia sido condenado a 20 anos, também foi executado, após sua sentença ter sido alterada para pena de morte por razões nunca divulgadas. A HRI explicou que, de acordo com o Código Penal Islâmico do Irã, o princípio do “elm-e-qazi” (conhecimento do juiz) é uma base legítima para estabelecer a culpa sem a necessidade de testemunhas ou confissão, e se baseia unicamente em provas disponíveis, que muitas vezes são circunstanciais. A HRI alegou que o princípio do “elm-e-qazi” tem sido empregado arbitrariamente. O regime islâmico também tem empregado regularmente métodos de coerção e tortura, além de negar assistência jurídica, para extrair confissões ilegítimas de prisioneiros, observou a HRI.

publicada em 24 de março de 2026 às 11:00 




