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DITADURA CUBANA APELA PARA VIOLÊNCIA, CRIA TOQUE DE RECOLHER À NOITE, PRENDE E TORTURA MANIFESTANTES EM HAVANA

‘Pior que um toque de recolher.’ É assim que a população cubana está classificando o nivel de repressão policial noturna do governo da ditadura sanguinária de Miguel Dias-Canel.  Os moradores de Havana reclamam de prisões, espancamentos e acusações que visam manter a população em suas casas em meio aos constantes apagões noturnos. Para o governo, não está bastantoa situação que a violência socialista da ditadura castrista impôs por 67 anos de ditadura, sem qualquer liberdade e com privilégios para os poucos participantes do poder na ilha.  A repressão policial impõe uma espécie de toque de recolher aos moradores da capital. O medo de ser espancado e levado para uma delegacia sob qualquer acusação é uma realidade que agrava os constantes cortes de energia.

Muitas pessoas estão sendo  interceptadas e presas por policiais que patrulham os  bairros de Havana à noite, áreas consideradas pelo regime como propensas a protestos. Um homem, conhecido como El Chino, mas que não teve a sua identidade revelada,  foi brutalmente espancado na noite de segunda-feira (23). Ele foi levado à delegacia de polícia de Zanja, no centro de Havana. Lá, foi acusado de “resistência à prisão” e liberado depois de protestos em frente a delegacia.  Nenhuma droga ou qualquer outra coisa foi encontrada com El Chino que justificasse a busca, a agressão, a prisão ou as acusações. Ele foi levado pelos manifestantes amigos  apenas sangrando na cabeça e no nariz. Sua família o encontrou com o rosto inchado e as roupas ensanguentadas quando foi à delegacia após um vizinho, testemunha do incidente, ter avisado em sua residência. “Este não é um caso isolado, mas sim uma nova prática da polícia ao cair da noite, de impor um toque de recolher a cada um “, afirmou o jornal Diário de Cuba.

A reportagem diz que “É o terror que obriga a ficar fora das ruas à noite ou de madrugada. O governo alega que os protestos contra os apagões e a situação do país são liderados por pessoas embriagadas ou sob o efeito de drogas. Essa é a versão oficial; portanto, se a polícia parar em determinado bairro e a pessoa estiver com hálito alcoólico ou comportamento errático, transforma-se em suspeito de perturbar a paz ou de ser propenso a protestos. Incrivelmente, isso está acontecendo. Circula um vídeo de um chefe de setor repreendendo vários adolescentes que estavam simplesmente brincando de bolinhas de gude, alegando que muitos ‘produtos químicos’ estavam sendo usados ​​naquela área. Em outras palavras, eles não querem ninguém nas ruas.  Querem que as pessoas imponham seu próprio toque de recolher.”

“O consumo de álcool  é usado pelo regime cubano para justificar a repressão e tentar distorcer os protestos em Cuba. O argumento é que aqueles que consomem essas substâncias são propensos a manifestações que “perturbam a ordem pública” ou “a cometer crimes contra a segurança do Estado”. Não é novidade que queiram manipular os motivos por trás dos protestos com panelas . Já não sabem como classificar aqueles de nós que protestam contra os prolongados apagões e toda a situação do país.”

O jornal disse ainda que “Quando são obrigados a comentar os protestos em seus programas de notícias, sempre aparecem bêbados e criminosos com extensa ficha criminal, ou cidadãos ‘confundidos pelo inimigo’ e pela imprensa independente. Partindo dessas premissas, enviam a polícia para patrulhar e reprimir à noite. Qualquer pessoa que, por qualquer motivo, esteja na rua à noite ou de madrugada durante os apagões corre o risco de ser parada como potencial infratora da ordem pública . Esses não são incidentes isolados. É uma nova forma de repressão policial que não deixa opções: de um lado, o crime e a violência social e, do outroa repressão policial inescrupulosa que usa força bruta e mentiras.

Diante do crescente descrédito do regime, do cansaço do povo cubano e de uma reconfiguração geopolítica que deixou o Partido Comunista em um isolamento sem precedentes, outra ordem de combate foi dada: buscar o silêncio da população por meio de uma repressão policial precisamente calculada. As pessoas têm até medo de sair para jogar o lixo fora, porque podem acusá-lo de tentar incendiar as montanhas de lixo do bairro. Há quem afirme que o fim do governo está próximo, mas vai requerer uma intervenção maior do governo Trump para acabar com a violência imposta pelo regime de Canel, que não encontra saída, a não ser fazer o que sabe de melhor: prender e reprimir.

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