OS EMIRADOS ÁRABES DECIDEM DEIXAR DE INTEGRAR A OPEP E A OPEP+ E A SUA SAÍDA É VISTA COMO MAIS UMA VITÓRIA DE DONALD TRUMP
Não é só a OTAN que está perdendo prestígio. A OPEP e a OPEP+ também. Hoje (28), os Emirados Árabes Unidos decidiram deixar a entidade internacional, que reúne alguns dos maiores produtores mundiais de petróleo, representando um duro golpe para o grupo global de produtores. O ministro da Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail Mohamed al-Mazrouei, disse que a decisão foi tomada após uma análise cuidadosa das estratégias energéticas da potência regional. A saída dos Emirados, membro de longa data da OPEP, pode gerar desordem e enfraquecer o grupo, que geralmente busca apresentar uma frente unida apesar das divergências internas sobre uma série de questões, da geopolítica às cotas de produção. O país líder de fato desse grupo, é a Arábia Saudita, que também vive o choque energético histórico, causado pelo fechamento do Estreito de Ormuz por causa da guerra Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Os produtores do Golfo Pérsico, membros da OPEP, já vêm enfrentando dificuldades para exportar pelo Estreito de Ormuz, um ponto estratégico entre o Irã e Omã por
onde normalmente passa um quinto do petróleo bruto e do gás natural liquefeito do mundo, devido a ameaças e ataques iranianos contra embarcações. Mazrouei afirmou que a medida não teria um grande impacto no mercado devido à situação no Estreito. Mas a saída dos Emirados Árabes Unidos da OPEP representa uma vitória para o Presidente Donald Trump, que acusou a organização de “explorar o resto do mundo” ao inflacionar os preços do petróleo.
Trump também relacionou o apoio militar dos EUA ao Golfo com os preços do petróleo, dizendo que, embora os EUA defendam os membros da OPEP, eles “exploram isso impondo preços altos ao petróleo”. A medida foi tomada depois que os Emirados Árabes Unidos, um centro de negócios regional e um dos aliados mais importantes de Washington, criticaram outros estados árabes por não terem feito o suficiente para protegê-los dos inúmeros ataques iranianos durante a guerra. Anwar Gargash(esquerda), assessor diplomático do presidente dos Emirados Árabes Unidos, criticou a resposta árabe e do Golfo aos ataques iranianos em uma sessão do Fórum de Influenciadores do Golfo: “Os países do Conselho de Cooperação do Golfo se apoiaram mutuamente em termos logísticos, mas, política e militarmente, creio que sua posição tenha sido a mais frágil historicamente”, disse Gargash. “Eu esperava essa postura fraca da Liga Árabe e não estou surpreso com isso, mas não a esperava do Conselho de Cooperação do Golfo e estou surpreso com isso“, concluiu.

publicada em 28 de abril de 2026 às 11:52 




